7.9.15

Roberto Amaral: "Declaração de Michel Temer é golpismo explícito"

Ex-ministro de Lula e próximo da presidente Dilma Rousseff no segundo turno das eleições, Roberto Amaral faz duras críticas à condução da política econômica e do ajuste fiscal empreendido pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy. Além de apontar erros e prever que os rumos da economia "não sugerem bons ventos", o ex-presidente do PSB afirma que a presidente não recebe apoio nem mesmo dos beneficiários do "projeto Levy".
"O governo não recebe o apoio das forças econômicas beneficiárias do ‘projeto Levy’, de uma parte, e de outra tem dificuldade de falar às grandes massas (atingidas em seus direitos pela política recessiva) — de cujo apoio nas ruas depende sua sobrevivência. Este paradoxo precisa ser vencido", afirma Roberto Amaral, que chamou de "golpismo explícito" a declaração do vice Michel Temer de que Dilma não terminaria o mandato se continuasse com os atuais índices de popularidade.
Crítico do PMDB, Amaral é cético quanto ao destino do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, denunciado ao Supremo Tribunal Federal pelo Ministério Público Federal por corrupção e lavagem de dinheiro. "A questão não é apenas jurídica. O STF é um tribunal que julga direito pelo viés da política", diz, acrescentando ao cenário de incertezas a manipulação da opinião pública pelos meios de comunicação de massa e a blindagem que o peemedebista terá entre seus pares no Congresso para que não deixe o cargo.
Roberto Amaral
Roberto Amaral
Um dos nomes históricos da esquerda brasileira, Amaral não poupa nem mesmo seu partido. "O PSB era um honesto partido de centro-esquerda que renunciou a ser um grande partido de esquerda. Brigou com a história. Pode ser de esquerda um partido que deseja fundir-se com o PPS?", questiona. Segundo o ex-presidente do PSB, os erros da legenda surgiram a partir da eleição de 2014. Ele reconhece que o PSB tem uma dívida com Marina Silva, que substituiu Eduardo Campos como candidata e impediu a aliança com a direita. "Devemos-lhe alguns favores: foi sua firmeza, por exemplo, que impediu que o PSB apoiasse o Caiado (Ronaldo, DEM) em Goiás… Recusou-se na campanha, a, em São Paulo, fazer o jogo do PSDB, jogado pelo PSB".
Confira a entrevista, na íntegra:
Jornal do Brasil - Qual é a opinião do senhor sobre a crise política do governo da presidente Dilma?
Roberto Amaral - É muito grave, pois há uma conjunção de crise econômica e crise política, uma alimentando a outra e, de permeio, o avanço das forças conservadoras, naturalmente em conflito com todo e qualquer governo comprometido com a emergência das massas trabalhadoras. Esse conflito ideológico chega a ser mais contundente do que a crise econômica em si, posto que dela independe. Assim foi em 1954, contra as políticas nacionalistas e trabalhistas de Vargas, assim foi contra o governo popular de Jango. Em ambos os casos se arguia o combate à corrupção. A classe dominante jamais aceitou a política social de Lula; teve de conformar-se com ela em face de sua popularidade. A crise política é o calcanhar de Aquiles do governo Dilma.
Jornal do Brasil - Há erros na política econômica?
Roberto Amaral - Há, evidentes. São erros de concepção ideológica (a teimosia neoliberal) agravados pela sabotagem da Câmara dos Deputados, aumentando os gastos da União. De qualquer forma, a estagnação econômica, sugerindo uma recessão a médio prazo, jamais se revelou competente para sanar os problemas de caixa, nem os juros pornográficos conseguiram conter a inflação, ainda em alta. Ou seja, o ‘projeto Levy’ não sugere bons ventos. A retração tem levado ao óbvio, a saber, a queda da produção, à ausência de investimentos e ao desemprego que levam à queda da produção, da arrecadação, aumentando o déficit, ou seja, realimentando a crise econômica que agrava a crise política, da qual se aproveitam os adversários da estabilidade. 
Jornal do Brasil - O senhor acredita que a tese de impeachment tem fôlego para seguir adiante?
Roberto Amaral - De certa forma, o sucesso ou insucesso  da impatriótica, ilegal e inconstitucional 'tese de impeachment’ está muito a depender da correlação de forças na sociedade, e isto, por seu turno está a depender do diálogo que a presidente venha a manter, ou não, com as forças populares, com o papel pessoal de Lula e com o papel das forças progressistas de um modo geral, diante da fragilidade da base parlamentar do governo e do monopólio oposicionista dos meios de comunicação de massa. O governo não recebe o apoio das forças econômicas beneficiárias do ‘projeto Levy’, de uma parte, e de outra tem dificuldade de falar às grandes massas (atingidas em seus direitos pela política recessiva) — de cujo apoio nas ruas depende sua sobrevivência. Este paradoxo precisa ser vencido.
Jornal do Brasil - O senhor tem falado com a presidente?
Roberto Amaral - Não. Nossa última conversa foi no curso do segundo turno.
Jornal do Brasil - Eduardo Cunha cairá com as denúncias da Lava Jato?
Roberto Amaral - A questão não é apenas jurídica: o desenvolvimento do processo a ser aberto pelo STF, um Tribunal que julga o direito pelo viés da política. Muito dependerá da opinião pública, de resto manipulada pelos meios de comunicação de massa. Qual será, a esse propósito, a posição de nossa imprensa?  Se depender da correlação de forças internas da Câmara Federal, Eduardo Cunha está blindado.
Jornal do Brasil - O que o sr. achou das declarações de Michel Temer, de que Dilma não resiste com os índices de popularidade atuais?
Roberto Amaral - No mínimo preocupantes, embora não sejam surpreendentes para um observador da política. Do que li concluo tratar-se de golpismo explícito, formulado por um evidente beneficiário. Trata-se do vice-presidente da República, ex-coordenador político do governo e presidente do PMDB, que tem a metade do governo Dilma e as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, a segunda bancada na Câmara e a maior bancada no Senado. Convenhamos, não é pouca coisa. Eis um indicador da falência da política nacional, que se manifesta na pobreza política e ética daqueles políticos que deveriam desempenhar o papel de estadista. Que fazer? Quem tem um aliado como esse não precisa da oposição nem dos "caiados" nem dos "bolsonaros". Triste Brasil.
Jornal do Brasil - Como o sr. avalia o PSB nacionalmente e aqui no Rio de Janeiro, a partir da saída do deputado federal Glauber Braga para o Psol e Romário dominando o partido?
Roberto Amaral - O PSB renunciou ao PSB, abjurando sua história, seu manifesto, seu programa e a biografia dos seus fundadores e dos que o trouxeram sério e limpo até 2014. A partir da adesão oportunística ao candidato da direita, optou pelo pragmatismo cínico. Nada tem a ver com o socialismo ou com a esquerda brasileira um partido que ostenta em seus quadros um guarda-costas de Bolsonaro e uma deputada que incita o assassinato de índios. 
Jornal do Brasil - O sr. apóia a candidatura do Romário à Prefeitura do Rio?
Roberto Amaral - E ele é candidato?
Jornal do Brasil - O partido não é mais de esquerda?
Roberto Amaral - Não. O PSB era um honesto partido de centro-esquerda que renunciou a ser um grande partido de esquerda. Brigou com a história. Pode ser de esquerda um partido que deseja fundir-se com o PPS?
Jornal do Brasil - A presença de Marina Silva no PSB tirou um pouco o foco do partido e das atuais lideranças?
Roberto Amaral - Justiça seja feita, a Marina jamais esteve no PSB; era nossa candidata a vice, numa coligação partidária entre o projeto de Rede e o PSB, e, por uma tragédia, tornou-se nossa candidata à presidência. Mas devemos-lhe alguns favores: foi sua firmeza, por exemplo, que impediu que o PSB apoiasse o Caiado em Goiás… Recusou-se, na campanha, a, em São Paulo, fazer o jogo do PSDB, jogado pelo PSB.
Jornal do Brasil - O sr. participa das conversas pela frente de esquerda no Rio de Janeiro e que tem a participação do Tarso Genro?
Roberto Amaral - Participo de todas as conversas, ações e articulações, desde o primeiro momento, de que resultou a Frente Brasil Popular a ser instalada neste sábado em Belo Horizonte. Tenho o orgulho de dizer que foi eu quem levantou a ideia no Grupo Brasil. E participo de todas as conversas que são levadas a cabo pelo companheiro Tarso Genro, justamente preocupado com a tragédia da esquerda no Rio de Janeiro.

FONTE: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2015/09/05/roberto-amaral-declaracao-de-michel-temer-e-golpismo-explicito/?from_rss=None

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23.6.15

Presidente do PSB diz que Marina Silva não representa o partido

Quando Eduardo Campos morreu e Marina Silva tornou-se a candidata do PSB à Presidência da República, Carlos Siqueira abriu mão do posto de coordenador-geral da campanha após uma discussão com a neos-socialista.

De lá para cá, ele e Marina tiveram alguns encontros e se falaram por telefone. “Tenho respeito por Marina, mas temos o modo de ver o mundo, a vida e a política diferente. O partido dela não é o PSB”, fala.

À frente do PSB até 2017, Carlos Siqueira tem a missão de estruturar o partido de modo que ele possa estar forte o suficiente para ter um candidato à Presidência em 2018. No que depender dele, no entanto, não será Marina Silva. “Fui contrário à escolha dela porque ela não representa em nada o nosso partido. Eu me opus ao nome dela e me oponho novamente”, ressalta.

Ele defende o atual posicionamento de “independência” do PSB, que não integra o governo Dilma Rousseff (PT) e também não adere à oposição encabeçada pelo PSDB e DEM. “Reconhecemos que a nossa posição não é cômoda. Não queremos ter ligação com o governo, mas também não queremos contribuir para uma crise institucional que vai desestabilizar o governo. Não queremos ser auxiliar de outros partidos”, diz.

Para Siqueira, o PSB vai contribuir com o governo federal quando entender que a administração petista é merecedora de apoio. As críticas à gestão Dilma, no entanto, são maiores. “O País está pagando um preço altíssimo pelos erros cometidos por este governo. O Brasil atravessa um conjunto de crises que se comunicam”, finaliza.

FONTE: http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20150622114526&cat=politica&keys=crise-presidente-psb-marina-silva-nao-representa-nada-partido

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29.5.15

Prestes a criar a Rede, Marina busca aliança com o PSB

A ex-senadora Marina Silva, que está de malas prontas para deixar o PSB assim que a sua legenda, a Rede Sustentabilidade for criada, quer manter a aproximação com a legenda socialista, o que incluiu um leque de alianças em diversos municípios brasileiros. O assunto, bem como os impactos da fusão do PSB com o PPS que está em curso, fizeram parte da pauta do encontro entre Marina e o governador de Pernambuco e vice-presidente nacional do PSB, Paulo Câmara, realizado nesta terça-feira (26), no Recife. Sobre a possibilidade de voltar a disputar a Presidência da República em 2016, ela se mostrou disposta a abrir mão em torno de um outro nome ou mesmo de uma aliança forte. "Não tenho cadeira cativa de candidata", afirmou.
Apesar de afirmar que a Rede Sustentabilidade, que está finalizando o processo de coleta de assinaturas para então solicitar o registro da sua criação junto à Justiça Eleitoral, não ter delimitado metas ou projetos para as eleições municipais do próximo ano, Marina disse que a aliança com o PSB é uma prioridade para a nova legenda. "Mantemos diálogo, mantemos contato, e o PSB é o partido que os acolheu. A Rede tem todo o respeito pelo debate que ele está fazendo e queremos aprofundar cada vez mais os compromissos programáticos que fomos capazes de estabelecer", disse a ex-senadora.
"Sabemos que terão algumas capitais que até poderemos ter uma candidatura, em outras poderemos apoiar candidaturas que são compatíveis com nosso programa. Nossas alianças serão sempre alianças programáticas. Não vamos fazer questão de crescer por crescer. Nós queremos que a Rede tenha um crescimento com qualidade", disse.
Segundo ela, este crescimento não implica necessariamente no fato dela já estar buscando uma articulação visando as eleições presidenciais de 2018. "Essa discussão no momento não está posta. Eu não estou na cadeira cativa de candidata. Eu não fico nesse lugar. Eu quero poder discutir o que é melhor para o Brasil. Nesse momento eu estou imbuída de contribuir para o que a gente tem de melhor para melhorar a qualidade da política e da representação, e que a Rede é uma das ferramentas, com certeza não será a única. Temos que ter a humildade de reconhecer que esse é um momento muito grave, de profunda crise política, econômica, social e principalmente de valor", justificou.
Para o governador Paulo Câmara, "Marina tem uma visão crítica do País com relação ao que está sendo feito e nós concordamos em muitos aspectos. Nós acreditamos que o Brasil precisa reagir rapidamente e buscar garantir investimentos e diminuir o crescimento do desemprego, que está crescendo muito rápido. Pernambuco tem sido o Estado mais afetado com a desmobilização de obras federais, principalmente no entorno de Suape", disse.
Ele também buscou minimizar a possibilidade de uma aliança entre o PSB e a Rede "Essa é uma discussão mais a frente. Aqui em Pernambuco, a gente está muito alinhado com a Rede Sustentabilidade. As pessoas que pensam, muitas estão participando do nosso governo. A gente espera mais para a frente, estarmos todos juntos em 16, nas discussões das eleições municipais", observou.

FONTE: http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/182546/Prestes-a-criar-a-Rede-Marina-busca-alian%C3%A7a-com-PSB.htm

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23.4.15

Marina Silva não quer sair do PSB

Candidata derrotada nas eleições presidenciais de 2014, Marina Silva fincou os dois pés no PSB. Sem a legitimidade da Rede Sustentabilidade, seu partido, que ainda precisa fechar a conta com 500 mil filiados para ser oficializado, Marina decidiu continuar na legenda de Márcio França (vice-governador de São Paulo) e do deputado federal Júlio Delgado (MG) até segunda ordem.
Na última quarta-feira (15.04), a ex-senadora se reuniu com lideranças do PSB (depois de um tour no Congresso, o primeiro feito por ela neste ano) e confidenciou que não vê problemas em continuar na legenda à qual se filiou para a disputa presidencial.
Marina esperava ter a aprovação da Rede até o fim de abril, o que até agora não se confirmou. "Rede e PSB são como irmão siameses. Enquanto a Rede é embalada, você é nossa companheira", teria dito no encontro um dos caciques do PSB.
Para o PSB, a permanência de Marina não é um problema por enquanto. Ao contrário. Se ficar, a ex-senadora pode trazer mais visibilidade ao partido. Mas um dos líderes do PSB avisa: "Marina não é nossa candidata em 2018".

FONTE: http://www.tribunadabahia.com.br/2015/04/19/marina-silva-nao-quer-sair-do-psb

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12.1.15

Novo governo Dilma é um grande equívoco, diz Marina Silva

São Paulo - Candidata derrotada à Presidência da República em 2014, a ex-ministra Marina Silva (PSB) interrompeu nesta quinta-feira, 8, suas férias para divulgar um texto com críticas às primeiras medidas do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT).

"Os indícios preocupantes que já anunciavam um segundo mandato da presidente Dilma ainda mais divorciado das necessidades reais do Brasil e do povo brasileiro, infelizmente, já estão se confirmando", escreveu a pessebista.

"O discurso de posse, a escolha de alguns ministros, as primeiras medidas tomadas ou anunciadas, tudo
transmite contradição, ausência de sentido e a noção de um grande equívoco", completou.Assim como o senador Aécio Neves, candidato derrotado do PSDB à Presidência, Marina tem usado as redes sociais como tribuna de oposição.A ex-ministra voltará à ativa no dia 15, quando participará de uma reunião de seu grupo político, a Rede Sustentabilidade, em Brasília.

"Marina não tem muita ansiedade em disputar espaço no cenário nacional, mas ela vai se posicionar", diz Bazileu Margarido, dirigente da Rede e um dos mais próximos interlocutores da ex-ministra, que disputou duas vezes o Palácio do Planalto - em 2010, pelo PV, e 2014, pelo PSB.

Para evitar a dispersão de sua base de eleitores, Marina pretende fazer uma caravana de viagens pelo Brasil a partir de abril. O objetivo será a formação de diretórios estaduais da Rede. O grupo está na fase final de coleta de assinaturas e espera estar regularizado enquanto partido em abril. Na carta divulgada hoje, Marina também criticou o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante e o ex-presidente Lula. "Se o ministro Mercadante diz que o candidato em 2018 é o Lula, então está pronto o roteiro, cada um tem sua fala, é só decorar e repeti-la mesmo quando desvinculada de qualquer nexo com a realidade".


FONTE: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/novo-governo-dilma-e-um-grande-equivoco-diz-marina-silva

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2.1.15

Marina tenta estruturar terceira via para a próxima sucessão

A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, deve manter-se, nos próximos quatro anos, como nome natural da terceira via política, com discurso de alternativa a PT e PSDB. Mas a forma como ela foi derrotada na eleição presidencial do ano passado, após duros embates com a presidente Dilma Rousseff, poderá dificultar uma nova candidatura competitiva à Presidência em 2018.

"Se a gente olhar por um lado, a Marina teve mais votos agora do que em 2010, mas a maneira como ela foi derrotada desta vez compromete muito mais o futuro próximo dela", avalia o cientista político Cláudio Couto, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP).

Alçada a candidata favorita após a morte do cabeça da chapa do PSB, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, em um acidente aéreo em agosto, Marina viu sua candidatura à Presidência desidratar-se após uma série de ataques do PT e de sucessivos erros cometidos durante a campanha. Ela, que havia chegado a dividir a liderança com Dilma, terminou o 1.º turno em terceiro lugar, com pouco mais de 21 milhões de votos.

Rede. Para continuar no páreo, Marina terá como primeiro desafio formalizar a criação do seu novo partido, a Rede Sustentabilidade. A militância já voltou a recolher assinaturas para criar a sigla, depois da tentativa frustrada do ano passado.

Se tudo ocorrer como planejado, a ex-ministra desembarca do PSB nos próximos meses, após a Rede conseguir o registro na Justiça Eleitoral. O grupo sofreu baixas após as eleições, mas tenta se reorganizar e não abandonou o sonho de ser o representante da "nova política". Essa imagem, porém, foi arranhada depois de a ex-ministra decidir apoiar o tucano Aécio Neves no 2.º turno da eleição.
Partido. Diante da perda do seu grande líder e com a saída de Marina, o PSB também trabalha para não perder o protagonismo que teve no pleito passado. A ideia é transformar o partido em uma alternativa de terceira via. Apesar de a sigla também ter apoiado Aécio no 2.º turno, o PSB começou a se afastar do PSDB e promete fazer uma "oposição de esquerda" contra o governo Dilma, do qual fez parte durante quase todo o primeiro mandato.

No mês passado, o partido se juntou com o PPS, o PV e o Solidariedade para formar um bloco parlamentar que atuará na Câmara e que deverá ser a segunda maior força da Casa nesta nova legislatura. O grupo não descarta a possibilidade de uma fusão no futuro, para a criação de uma única legenda mais fortalecida.

Também faz parte da estratégia do PSB o lançamento da candidatura do deputado Júlio Delgado para a presidência da Câmara, em fevereiro, a fim de marcar a posição de independência. O líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), e o deputado Arlindo Chinaglia (PT), são os candidatos lançados até o momento.
O PSB planeja ainda transformar o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), que foi candidato a vice na chapa de Marina, em uma liderança nacional. Sem mandato, ele recusou um cargo no governo do Rio Grande do Sul para ficar em Brasília e ajudar a articular a atuação do PSB na oposição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


FONTE: http://www.jornalacidade.com.br/politica/NOT,0,1778,1022199,Marina+tenta+estruturar+terceira+via+para+a+proxima+sucessao.aspx

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30.12.14

Retrospectiva política 2014

O site http://www.em.com.br fez uma retrospectiva política dos principais acontecimentos do ano de 2014, escrita por sua jornalista Flávia Ayer. Entre os destaques, a morte do então candidato a presidente do Brasil, pelo PSB, Eduardo Campos, e a tentativa de sua então candidata a vice Marina Silva, de levar seu projeto adiante.

CONFIRA: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2014/12/29/interna_politica,603155/o-turbilhao-chamado-2014.shtml

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16.12.14

Marina diz que pagou 'preço alto' por ter divulgado programa de governo

Derrotada no primeiro turno da eleição presidencial deste ano, a ex-senadora Marina Silva (PSB-AC) afirmou, em sua primeira entrevista exclusiva após o encerramento da disputa pelo Palácio do Planalto, que pagou um "preço muito alto" por ter divulgado com antecedência seu programa de governo. Sem citar nomes, a ex-ministra do Meio Ambiente disse ao programa Roberto D'Avila, da GloboNews, que seus adversários usaram as propostas apresentadas pela campanha do PSB para desconstruir sua candidatura.

"Eu e o Eduardo [Campos, ex-governador de Pernambuco que morreu durante a disputa pela Presidência] fizemos uma escolha quando nos unimos: de que nossa aliança seria programática. [...] A escolha pelo programa era exatamente para que pudéssemos debater com os brasileiros e as brasileiras aquilo que, de fato, pode fazer a diferença na vida do nosso país. Essa escolha nos custou um preço muito alto, que foi exatamente o preço da desconstrução, por termos a coragem de dizermos o que iríamos fazer para o país", desabafou Marina ao jornalista Roberto D'Avila.

Apesar de ter sido derrotada pela segunda vez consecutiva na eleição presidencial, a ex-senadora assegurou que a experiência foi positiva. Ela disse que se sente "agradecida" por ter recebido o voto de cerca de 22 milhões de brasileiros no primeiro turno.

"Mesmo assim, me sinto agradecida por ter debatido e mais 22 milhões de brasileiros terem acreditado que é possível fazer política de uma forma diferente, falando a verdade, respeitando os adversários e, ao mesmo tempo, debatendo no mérito as questões que são relevantes para o país", complementou.

Indagada sobre se ficou decepcionada com os ataques que sofreu durante a campanha eleitoral de antigos colegas do PT – entre os quais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da SIlva –, Marina não quis comentar nominalmente a postura dos petistas. Ela se limitou a dizer que esta foi "uma campanha difícil".

De acordo com a candidata derrotada do PSB, as críticas que ela foi alvo em meio ao processo eleitoral tentaram muito mais desconstruir sua imagem do que pontuar uma divergência de mérito. "Tanto que muitas das coisas que nós defendíamos agora estão sendo feitas", ironizou a ex-senadora, referindo-se às medidas que estão sendo elaboradas pela nova equipe econômica da presidente Dilma Rousseff para ajustar as contas públicas.

"A questão é que fizemos uma escolha: não queríamos fazer um discurso na hora de ganhar e uma outra coisa na hora de governar. é preciso que o país, cada vez mais, possa entender que as lideranças políticas têm de participar das campanhas políticas falando a verdade. e falar a verdade tem um preço", enfatizou.

Ao longo da entrevista, Marina Silva também foi questionada sobre se concordava com a opinião do senador Aécio Neves (MG), candidato derrotado do PSDB na corrida pelo Planalto, de que ele não perdeu a eleição para um “partido político”, e sim para uma “organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras patrocinadas por esse grupo político que aí está”.

A ex-ministra do Meio Ambiente preferiu não comentar diretamente a declaração de seu adversário na eleição presidencial. Ao analisar o atual quadro político do país, ela observou que, na visão dela, as pessoas não querem mais discutir propostas, mas estratégias para "manter o poder ou para ganhar o poder".

"Usando marketing, usando estruturas faraônicas de recursos, fazendo negociatas políticas em troca de pedaços do Estado, de ministério, por tempo de televisão. Tanto que nós tínhamos 2 minutos [na propaganda eleitoral], e a presidente Dilma tinha 12 minutos", contextualizou Marina.

"Esse processo tem empobrecido a nossa democracia. Lutas pela democracia não é uma questão de apenas conquistá-la, mas de o que fazer com a democracia", concluiu.


FONTE: http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/12/marina-diz-que-pagou-preco-muito-alto-por-ter-divulgado-programa.html

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9.12.14

Beto diz que PSB vai manter diálogo com Marina

O deputado federal Beto Albuquerque voltou a dizer que o PSB vê com naturalidade a intenção de Marina Silva de retomar o processo de criação da Rede Sustentabilidade, mas evitou sinalizar se os dois grupos podem se unir em uma possível aliança política para 2018. "O tempo de sair (do PSB) é dela, não temos problema com relação a isso", falou. "A opinião da Marina sobre o governo federal é importante, ela também é uma voz de oposição independente, estando na Rede ou no PSB. Vamos manter um diálogo, mas, se o caminho será o mesmo lá na frente, ainda não dá para afirmar." Ele também brincou ao dizer que estaria honrado em ser um "filiado honorário" da Rede, como sugeriu Marina recentemente, mas que só concorre, para valer, pelo PSB.

Beto, que deixará o Congresso em janeiro, convocou a imprensa na tarde desta segunda-feira na capital gaúcha para anunciar que não participará diretamente do governo de José Ivo Sartori (PMDB) no Rio Grande do Sul, como chegou a ser cogitado nos bastidores de ambos os partidos. De acordo com o deputado, sua decisão se baseia na certeza de que sua prioridade, neste momento, é fazer oposição ao governo de Dilma Rousseff em Brasília, mesmo sem mandato. "Embora não tenha mais posto e cargo, continuarei sendo um militante partidário em nível nacional", disse o gaúcho, que é vice-presidente nacional do PSB.

Na entrevista coletiva, Beto ainda afirmou que aproveitará o ano de 2015 para estudar inglês e fazer um MBA em administração pública. Além disso, estará à frente - junto com o presidente do partido, Carlos Siqueira, e com governador do Espírito Santo, Renato Casagrande -, de uma equipe de trabalho que irá preparar o PSB para as eleições municipais de 2016."Temos pelo menos dez capitais brasileiras onde podemos disputar a eleição com chance de vitória em 2016", disse. Segundo ele, o PSB tentará apresentar candidaturas no maior número possível de cidades para aumentar a base política do partido e chegar a 2018 novamente em condições de disputar a eleição presidencial. Embora tenha deixado claro que sua prioridade, no momento, é o cenário político nacional, Beto não descartou concorrer ao governo gaúcho em 2018. "Acho que me sentiria confortável, sim."

FONTE: http://www.dgabc.com.br/Noticia/1090749/beto-diz-que-psb-vai-manter-dialogo-com-marina?referencia=minuto-a-minuto-topo

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30.11.14

PSB pode apoiar Marina em 2018, diz Paulo Câmara

O governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), afirmou em entrevista ao portal de notícias UOL nessa quinta-feira (27) que seu partido não será “oposição pela oposição” ao governo Dilma Rousseff (PT) e que há a possibilidade de a legenda voltar a apoiar Marina Silva (PSB/Rede) em 2018. As declarações de Câmara foram feitas no mesmo dia em que foi realizada a reunião da Executiva Nacional do PSB.
O socialista usou um neologismo para definir quais serão as decisões tomadas pelo PSB no pleito de 2018 ao dizer que isso é um exercício muito grande de “futurologia”, mas que há a possibilidade de uma reedição da parceria entre a ambientalista e a sigla: “É um exercício muito grande de futurologia, mas nós temos muitas convergências com Marina. Ela contribuiu muito com o partido desde que se filiou e tem o respeito de todos nós”.
Paulo disse também que os membros do PSB respeitam a decisão de Marina Silva, que deve deixar a legenda assim que o registro de sua agremiação política, a Rede Sustentabilidade, for aprovado.
Perguntado sobre como anda a relação entre Marina e o atual presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, Paulo afirmou que as diferenças entre os dois já foram resolvidas e que o partido está unido.
Siqueira era um dos que não concordavam que Marina assumisse a “cabeça” da chapa do PSB na candidatura à Presidência da República. Na época, o socialista deixou o cargoque ocupava na coordenação da campanha quando Marina foi confirmada como o nome do PSB para substituir Eduardo Campos na disputa pelo Planalto.
A ex-senadora petista era vice na chapa que tinha o ex-governador de Pernambuco como candidato e assumiu o posto principal depois que então presidente do PSB morreu em um trágico acidente aéreo, quando cumpria agendas de campanha em Santos, no litoral de São Paulo, no último dia 13 de agosto.
“O pós-eleição serve para reflexão e para conversar, por as questões em ordem. Isso já foi devidamente feito e o partido está unido, Carlos Siqueira deixou devidamente claro que ela permanecerá respeitada e ouvida, caso deseje ficar no partido” , pontuou Paulo Câmara.
FONTE: http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2014/11/28/psb-pode-apoiar-marina-em-2018-diz-paulo-camara/

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25.11.14

Rede Sustentabilidade será oposição independente, junto com o PSB

Em reportagem desta segunda, dia 24, a revista Carta Capital aborda a oficialização da Rede Sustentabilidade, partido fundado pela ex-senadora Marina Silva, que foi candidata a presidente da república em 2014, quando esteve abrigada no PSB.

A revista afirma que a REDE deverá manter sua relação de proximidade, construída através da última campanha presidencial.

Para o ex-deputado Walter Feldman, dirigente do novo partido, assim como o PSB, a REDE fará uma oposição independente, o que, em suas palavras, significa "[...] fazer acompanhamento crítico da área econômica, política, social, mas não a ferro e fogo. Não somos movidos pela ânsia pelo poder. Estamos oposição”

O deputado explicou ainda que o novo partido defende uma reforma política, mas diferente da defendida pelo PT. "Que a reforma política tenha um conteúdo consistente, com discussões sobre financiamento de campanha e coligações proporcionais. Totalmente diferente do PT", disse o dirigente partidário.

FONTE: http://www.cartacapital.com.br/blogs/parlatorio/rede-sustentabilidade-sera-201coposicao-independente201d-com-o-psb-7896.html

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24.11.14

Governadores eleitos com apoio do PSB querem conhecer modelo de gestão de Pernambuco

Pelo menos três dos aliados do PSB que venceram as últimas eleições para governar seus estados pediram ao governador de Pernambuco, João Lyra Neto (PSB), para conhecer o modelo de gestão com o monitoramento de resultados implantado pelo ex-governador Eduardo Campos, falecido em um acidente aéreo no último mês de agosto, quando assumiu em 2007. Foi esse modelo de gestão que Campos defendeu em sua candidatura presidencial.

Pediram para conhecer o modo como o Estado é administrado em Pernambuco, os governadores eleitos do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB); do Mato Grosso, Pedro Taques (PDT); e do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB). Todos apoiavam Campos e, após a tragédia, a ex-senadora Marina Silva (PSB), na corrida presidencial, e foram eleitos com o discurso da “nova política”.

O diálogo com esses aliados deve ser feito pelo secretário estadual de Planejamento, Fred Amâncio. Quando foi eleito para governar Pernambuco, em 2006, o próprio Eduardo Campos quis conhecer modelos de gestão inovadores, como o de Minas Gerais, e se aproximou do Movimento Brasil Competitivo (MBC), do empresário Jorge Gerdau, que defendia a adoção de algumas práticas da iniciativa privada na esfera pública.

FONTE: http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2014/11/23/governadores-eleitos-com-apoio-psb-querem-conhecer-modelo-de-gestao-de-pernambuco/

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18.11.14

Marina critica Dilma e pede punição a empresas corruptas

São Paulo - A ex-candidata à Presidência Marina Silva (PSB) publicou nesta segunda-feira um post criticando a presidente Dilma Rousseff e a falta de punição a empresas envolvidas em corrupção.


"Dilma gosta de falar das 'gavetas' de governos anteriores, mas seria positivo para a sociedade brasileira que ela esvaziasse as próprias", afirmou Marina.

"O Brasil aguarda ansiosamente que a presidente Dilma retire das gavetas do palácio o decreto que ajudará a combater a ação dos corruptores no país", disse no post.

A ex-ministra argumenta que a Lei Anticorrupção não está sendo aplicada porque não foi regulamentada pela presidente.

Para Marina, as declarações de Dilma de que as investigações da Petrobras vão "mudar o país para sempre" são "descoladas da realidade".
Dilma afirmou ontem que o escândalo atual não era o primeiro, mas "o primeiro a ser investigado" no País. Depois das eleições, a ex-candidata tem publicado críticas constantes ao governo federal.

FONTE:  http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/marina-critica-dilma-e-pede-punicao-a-empresas-corruptas

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7.11.14

Brasil 247:"PSB terá luz própria sem Marina e órfão de Campos?"


Em matéria de ontem, o site Brasil 247 (que possui linha editorial governista) fez uma reportagem a respeito da saída de Marina Silva do PSB (que já estava acertada antes das eleições) e sobre como fica o partido sem Eduardo Campos. O texto tem base na opinião da própria colunista do Brasil 247, Tereza Cruvinel

Abaixo, o texto:


247 - Na próxima semana, o PSB reunirá sua cúpula em Brasília "para assoprar feridas e discutir o futuro, que inclui a separação amigável da Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, que voltará agora a coletar assinaturas para a criação do partido". Uma possível aproximação ao PT é vista como muito difícil neste momento. Quem diz isso é a jornalista Tereza Cruvinel, na postagem mais recente do seu blog no 247. 
"O PSB vem rechaçando a hipótese de reaproximação com o aliado do passado mas, sem Eduardo Campos, enfrenta dificuldades para manter um caminho próprio, fortalecendo-se como alternativa entre o PT e o PSDB, que mais uma vez polarizaram a disputa presidencial. Sem Campos, o PSB não tem um líder de envergadura nacional que una o partido e lhe dê uma perspectiva de poder. Beto Albuquerque, que foi candidato a vice com Marina, é uma liderança sulista, Rodrigo Rollemberg é um nome emergente mas ainda restrito ao Distrito Federal, o governador Renato Casagrande foi derrotado e o ex-presidente do partido, Roberto Amaral, praticamente rompeu com a sigla ao declarar apoio a Dilma. Há uma preocupação é lançar-lhe agora uma ponte de retorno mas ele continua criticando o apoio que o partido deu a Aécio Neves", informa a jornalista.

FONTE: http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/159709/PSB-ter%C3%A1-luz-pr%C3%B3pria-sem-Marina-e-%C3%B3rf%C3%A3o-de-Campos.htm

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3.9.14

‘Estamos presenciando uma grande onda verde e amarela’, diz Marina em encontro com jovens no Rio

A candidata à Presidência da República pela Coligação Unidos pelo Brasil, Marina Silva, acompanhada pelo candidato a vice, Beto Albuquerque, cumpriu agenda importante e intensa no Rio de Janeiro neste sábado (30). No início da tarde, a presidenciável caminhou pelas ruas da comunidade da Rocinha, ao lado do candidato ao Senado pelo Estado, Romário. Durante a caminhada, Marina, Beto e Romário atraíram uma multidão por onde passavam, tiraram fotos e escutaram as demandas das pessoas. No final da tarde, Marina e Beto conversaram com jovens de todo o Estado, no Teatro Odisseia, na Lapa, bairro tradicional da cultura carioca. Em sua apresentação, a candidata destacou a importância do diálogo e da comunicação online. “O Brasil quer fazer o debate. Nossa campanha é diferente: se quiserem usar a internet para fazer difamação e desconstrução da imagem alheia, nós temos que utilizá-la para fazer uma campanha limpa”, avisou. Marina lembrou das conquistas e do legado de Eduardo Campos, com iniciativas reconhecidas internacionalmente, como o Pacto pela Vida e o projeto da educação em tempo integral realizado em Pernambuco. “A população do Brasil inteiro fez uma verdadeira comoção, porque Eduardo Campos tocou o coração dos brasileiros”, disse. A candidata reforçou seu discurso de busca por uma nova política para mudar o caminho do Brasil rumo a uma agenda que contemple desenvolvimento sustentável, econômico e social. “Vivemos um movimento da sociedade brasileira que identifica, no nosso programa, a mudança que Brasil precisa.” Marina criticou a atual polarização do cenário político brasileiro e recorreu à história para destacar que chegou a hora da mudança. “O Brasil está fadado a essa polarização, é Império ou República, Arena ou MDB, ditadura ou democracia, PT ou PSDB. Agora vamos sair do terreno da opção e ir para o terreno da escolha”, afirmou. “Estamos presenciando uma grande onda verde e amarela transbordando para além dos partidos e candidatos”, finalizou. Os presidenciáveis responderam a questões dos jovens, voltadas para temas como educação e mobilidade. Beto Albuquerque reforçou o projeto Passe Livre, que consta do Programa de Governo da Coligação, lançado na última sexta-feira (29). “A ideia é começar com a rede pública e no ensino médio, e expandir gradualmente”, disse. “O subsídio para o Passe Livre será resultado da rigidez com que Marina vai coordenar esse País, do fim da alta dos juros. A cada um ponto percentual a mais da taxa Selic, o Brasil paga R$ 28 bilhões, que não são investidos para a educação nem para o transporte de qualidade”, completou. Beto reforçou a disposição da coligação de promover um amplo debate para que a sociedade brasileira discuta os rumos da política no País. “Vamos fazer plebiscitos, referendos e todas as ferramentas, como reforma política e tributária, como parte da agenda para construir um novo Brasil” Fonte:http://marinasilva.org.br/estamos-vivendo-uma-grande-onda-verde-e-amarela-afirma-marina-rio/

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1.9.14

Assumo o compromisso de acabar com a reeleição", afirma Marina

Marina Silva, candidata à Presidência da República pela Coligação Unidos pelo Brasil, reafirmou nesta sexta-feira (22) o compromisso de dar continuidade ao programa de governo que já vinha sendo discutido antes da trágica morte de Eduardo Campos. “Todos os compromissos serão mantidos”, disse em entrevista após reunião com membros da equipe do programa de governo. Ao lado do candidato a vice-presidente, Beto Albuquerque, Marina ressaltou que pretende acabar com a reeleição, no intuito de que se estabeleça no Brasil uma lógica em que se pense o que é melhor para o país e não se priorize apenas a agenda da reeleição e os interesses partidários. “Como temos dito – e também colocamos no programa de governo da Coligação Unidos pelo Brasil – estamos assumindo o compromisso de acabar com a reeleição. Estou assumindo publicamente o compromisso de que terei um mandato de apenas quatro anos. É para que o Brasil comece a estabelecer uma lógica de orientar a sua ação não com base em fazer aquilo que precisa ser feito para se reeleger, não pensando apenas nas próximas eleições, mas pensando no que é melhor para o Brasil.” Defensora de uma nova forma de governança, Marina lembrou que a ambição de seu governo é dar foco a um trabalho que se faz junto com a sociedade: “Pretendemos a vitória de um projeto político que busca uma nova governabilidade, que tem o compromisso de manter as conquistas, de respeitar o legado daqueles que nos antecederam, mas corrigindo os erros. Não pretendemos ter complacência com os erros. Mas encarar os novos desafios na forma da educação, da segurança, da infraestrutura, do Passe Livre. Tudo para que o nosso país possa transformar em vantagens competitivas as nossas imensas vantagens comparativas. Nós vamos precisar muito do envolvimento da sociedade. É a sociedade que vai fazer a mudança. Os nossos partidos são apenas a base de sustentação para esse processo”. Marina foi questionada pelos jornalistas sobre os resultados das pesquisas, que têm sido muito favoráveis à sua candidatura. Disse que é preciso ter humildade. “As pesquisas registram um momento. Nós queremos continuar o debate para mostrar como queremos que esse sentimento de mudança possa se transformar numa realidade que seja boa para todo mundo. Mais de 70% dos brasileiros querem a mudança”, disse. Para ela, o sentimento de mudança vai ser consolidado a partir da análise das propostas e da trajetória dos candidatos. “Precisamos acabar com as posturas que levam a um sentimento que virou um fastio, um incômodo na população brasileira, que é a polarização”, disse ela. Seria a lógica de que a oposição só vê defeitos, mesmo quando acertos que são evidentes. “A nossa lógica é assumir uma posição que respeita o que é bom, tendo uma posição para corrigir os erros e uma atitude de responsabilidade para com o futuro do Brasil.” Fonte: http://www.psb40.org.br/not_det.asp?det=5766

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