Sob pressão, PSB pede que Joaquim Barbosa reconsidere disputa presidencial
O não já temos Um amigo de Barbosa foi acionado por dirigentes do PSB neste sábado (21) A tese de que vale a pena tentar persuadi-lo ganhou força com a crescente indefinição na sigla, que está pressionada pelo PT e pelo PDT.
Nem vem Quem esteve com Barbosa acha difícil ele ceder ao apelo. O ex-presidente do Supremo afirmou não ter saudades da época em que flertou com a pré-candidatura. Quer paz, segundo os relatos.
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ESTE IMPEACHMENT NÃO TERIA NENHUMA LEGITIMIDADE

Mais um político de peso se posicionou contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, da forma como ele vem sendo conduzido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Desta vez, quem se levantou contra a iniciativa foi o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, em entrevista ao jornalista Pedro Venceslau (leia
aqui), publicada no Estado de S. Paulo.
"Eu fui dos signatários de uma carta que foi vendida como sendo de defesa do governo Dilma, mas não era. Eu e o governador (Rodrigo) Rollemberg (DF) não defendemos o governo, mas as instituições. O que questionamos nesse momento é a forma como o processo está sendo conduzido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Ele começou o processo na base da chantagem e não tem legitimidade para conduzir o impeachment", afirmou.
Câmara disse, no entanto, que o PSB ainda não tem posição fechada sobre a questão. "O PSB decidirá isso em algum momento na comissão que avaliará o caso. A comissão (especial do impeachment) é inclusive formada por dois pernambucanos: os deputados Fernando Filho e Tadeu Alencar. Eu estou convencido que se trata de um processo político. A executiva nacional se reunirá com os membros do partido na comissão. Vou seguir a orientação que os deputados indicarem. Mas eu enfatizo: da maneira como o processo está sendo levado pelo Eduardo Cunha ele está fadado a não ter legitimidade."
Alckmin no PSB
O governador pernambucano também falou sobre a possível ida de Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, para o PSB, que lhe daria legenda para disputar a presidência da República, em 2018. "O PSB é aliado do PSDB em São Paulo. Tenho muito respeito pelo governador Alckmin, mas a vinda dele para o partido é uma discussão maior e que ainda não foi feita no partido. Qualquer um que ingresse no nosso partido tem que estar alinhado com o nosso programa, e não o contrário. De qualquer forma, o Geraldo tem, hoje, mais convergência com o pensamento do PSB do que divergências."
Em outro ponto da entrevista, ele defendeu a recriação da CPMF, o 'imposto do cheque'. "A CMPF é o único instrumento que está na mesa para ajudar os Estados, municípios e a União a fechar as suas contas. Diante de um cenário onde não há alternativas, os governadores vão encontrar na CPMF a única opção."
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Marina tenta estruturar terceira via para a próxima sucessão
A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, deve manter-se, nos
próximos quatro anos, como nome natural da terceira via política, com
discurso de alternativa a PT e PSDB. Mas a forma como ela foi derrotada
na eleição presidencial do ano passado, após duros embates com a
presidente Dilma Rousseff, poderá dificultar uma nova candidatura
competitiva à Presidência em 2018.
"Se a gente olhar por um
lado, a Marina teve mais votos agora do que em 2010, mas a maneira como
ela foi derrotada desta vez compromete muito mais o futuro próximo
dela", avalia o cientista político Cláudio Couto, professor da Fundação
Getúlio Vargas (FGV-SP).
Alçada a candidata favorita após a
morte do cabeça da chapa do PSB, o ex-governador de Pernambuco Eduardo
Campos, em um acidente aéreo em agosto, Marina viu sua candidatura à
Presidência desidratar-se após uma série de ataques do PT e de
sucessivos erros cometidos durante a campanha. Ela, que havia chegado a
dividir a liderança com Dilma, terminou o 1.º turno em terceiro lugar,
com pouco mais de 21 milhões de votos.
Rede. Para
continuar no páreo, Marina terá como primeiro desafio formalizar a
criação do seu novo partido, a Rede Sustentabilidade. A militância já
voltou a recolher assinaturas para criar a sigla, depois da tentativa
frustrada do ano passado.
Se tudo ocorrer como planejado, a
ex-ministra desembarca do PSB nos próximos meses, após a Rede conseguir
o registro na Justiça Eleitoral. O grupo sofreu baixas após as
eleições, mas tenta se reorganizar e não abandonou o sonho de ser o
representante da "nova política". Essa imagem, porém, foi arranhada
depois de a ex-ministra decidir apoiar o tucano Aécio Neves no 2.º turno
da eleição.
Partido. Diante da perda do seu grande líder e
com a saída de Marina, o PSB também trabalha para não perder o
protagonismo que teve no pleito passado. A ideia é transformar o partido
em uma alternativa de terceira via. Apesar de a sigla também ter
apoiado Aécio no 2.º turno, o PSB começou a se afastar do PSDB e promete
fazer uma "oposição de esquerda" contra o governo Dilma, do qual fez
parte durante quase todo o primeiro mandato.
No mês
passado, o partido se juntou com o PPS, o PV e o Solidariedade para
formar um bloco parlamentar que atuará na Câmara e que deverá ser a
segunda maior força da Casa nesta nova legislatura. O grupo não descarta
a possibilidade de uma fusão no futuro, para a criação de uma única
legenda mais fortalecida.
Também faz parte da estratégia
do PSB o lançamento da candidatura do deputado Júlio Delgado para a
presidência da Câmara, em fevereiro, a fim de marcar a posição de
independência. O líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), e o deputado Arlindo
Chinaglia (PT), são os candidatos lançados até o momento.
O
PSB planeja ainda transformar o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), que
foi candidato a vice na chapa de Marina, em uma liderança nacional. Sem
mandato, ele recusou um cargo no governo do Rio Grande do Sul para
ficar em Brasília e ajudar a articular a atuação do PSB na oposição. As
informações são do jornal
O Estado de S. Paulo.
FONTE:
http://www.jornalacidade.com.br/politica/NOT,0,1778,1022199,Marina+tenta+estruturar+terceira+via+para+a+proxima+sucessao.aspxMarcadores: Beto Albuquerque, Eleições 2018, Marina Silva, PSB, Rede Sustentabilidade