30.7.22

A Convenção Nacional do PSB, realizada na tarde desta sexta-feira (29), oficializou o nome do ex-governador Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

 


No evento, que lotou o auditório do Hotel Meliá Brasil 21, no centro de Brasília, os participantes também aprovaram, por unanimidade, a aliança da coligação composta por PSB, PT, Rede, PSOL, PV, Solidariedade e PCdoB.

Para o público que acompanhava o ato, Lula afirmou que a convenção do PSB é um momento histórico e que recebe “com muito orgulho” o referendo do partido para, junto com Alckmin, cumprir a tarefa de consertar o país. “Eu e o Alckmin não vamos governar esse país. Nós vamos cuidar de gente e levar em consideração que nesse país precisa voltar a prevalecer o amor e não o ódio. As pessoas têm que saber que esse país vai melhorar! E nós vamos, junto com vocês, consertar esse país”.

Para ele, esta é “a mais importante aliança” já feita entre todos os partidos de esquerda e democráticos. “Eu queria que vocês refletissem sobre o que está acontecendo hoje. Para alguns é apenas a convenção do PSB, para outros é apenas o encontro de companheiros que fazem política nesse país. Mas se imaginarmos, vamos perceber que a dimensão do que estamos fazendo hoje é muito maior do que a gente poderia imaginar que aconteceria nesse país. Faltam 2 meses e 3 dias para que o povo brasileiro se manifeste e defina que tipo de Brasil quer”, disse.

O pré-candidato à Presidência da República destacou a qualidade da chapa formada por ele e Alckmin. “Se vocês pegarem todas as eleições, em nenhum momento da história esse país teve uma candidatura com a grandeza da candidatura de Lula e Alckmin. Primeiro, eu tenho como vice a candidatura de um homem que governou São Paulo por 16 anos e ainda foi vice mais seis anos. É a candidatura junto com o homem que foi o mais exitoso presidente da República, não por mérito próprio, mas pela contribuição que a sociedade brasileira deu para que se colocasse o Brasil na órbita das grandes nações e que virasse protagonista internacional”.

Segundo Lula, é preciso fazer uma campanha nas ruas sem violência e ódio porque o país precisa de alegria, de amor, de compreensão, de fraternidade e de carinho. “Nós precisamos fazer uma campanha sem ódio, não precisamos aceitar nenhuma provocação, ninguém tem que brigar com ninguém, vamos ganhar tendo coragem. Temos que ir para a rua para mostrar que o povo brasileiro quer democracia de verdade!”.

O líder do PSB na Câmara, deputado federal Bira do Pindaré (MA), afirmou que o partido “nunca tinha tomado uma decisão tão acertada quanto essa” e que “estamos convencidos de que esse é o caminho correto” ao referendar a chapa Lula-Alckmin. “Estamos unidos, movidos pela fé e pela esperança. A violência política não nos intimida e essa é a posição que nos faz ter a tranquilidade e a certeza de que estamos fazendo a nossa parte e que vamos alcançar a vitória”.

Bira ainda destacou que a bancada do PSB combateu com muita qualidade e firmeza o fascismo instalado no país nos últimos 3 anos e meio e todo tipo de desmando contra aqueles que atacam e violam os direitos fundamentais da população brasileira. Mas que, a partir da vitória da chapa Lula-Alckmin nas próximas eleições, não será mais uma bancada de oposição com a vitória progressista nessas eleições.

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, disse que a convenção é o início formal da caminhada política entre os socialistas e as lideranças políticas de Lula e Alckmin. Ele falou em nome de todos os governadores socialistas: Paulo Câmara (Pernambuco), João Azevêdo (Paraíba) e Carlos Brandão (Maranhão).

“Nós estamos buscando, de fato, um movimento político que esteja além dos partidos, além das lideranças, e que possam significar, nesse momento, para todos nós, a esperança de que teremos o fortalecimento da nossa democracia, das nossas instituições, que teremos cada vez mais políticas de enfrentamento à pobreza e que teremos capacidade de sentar à mesa e ter diálogo, de voltarmos à normalidade da política e debatermos com as nossas diferenças. É isso que estamos trazendo aqui hoje”.

Representando todos os prefeitos do PSB, o prefeito do Recife João Campos pontuou que a construção da chapa homologada na data de hoje representa um compromisso muito grande com o Brasil. Segundo ele, os socialistas estão certos da tarefa política que têm pela frente, estarão unidos em todo o país para irem às ruas durante a campanha e, agora, “mais do que nunca nós não vamos desistir do Brasil”.

“Mais uma vez, a gente compreende que o momento que vivemos não é trivial. Nessa eleição, de fato, só há dois lados: o da barbárie, do autoritarismo, de quem não respeita as diferenças do Brasil; e outro lado que quer voltar a sonhar, voltar a construir políticas públicas de qualidade, que vai enfrentar as desigualdades com responsabilidade e vai voltar a fortalecer o Estado brasileiro”.

Para a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, a convenção nacional do PSB e a oficialização da coligação entre os partidos é a construção da unidade em defesa da democracia. Ela lembrou que PT e PSB já caminharam juntos por muito tempo, em muitas lutas e eleições. Entretanto, nem sempre estiveram juntos em todas as eleições que disputaram pós-abertura democrática no Brasil. “E isso era normal. Mas nos segundos turnos sempre estávamos juntos para garantir que pudéssemos ter governos democráticos, populares e progressistas. Mas nessa eleição de 2022 ninguém titubeou porque, apesar das divergências, nós vimos a necessidade de estarmos juntos para enfrentar o que o Brasil está passando. E foi esse entendimento que fez com que estivéssemos juntos aqui hoje”.

Gleisi afirmou que o ato da oficialização da chapa e da coligação é mais do que a defesa da democracia. “Aqui também tem a qualidade de um projeto que estamos apresentando para o Brasil e a qualidade de lideranças que têm condições de conduzir esse projeto e tirar o país da crise. Lula e Alckmin formam uma chapa com essa qualidade, com capacidade, experiência e conhecimento de país”, pontuou.

Fonte e Fotos: https://www.psb40.org.br/noticias/convencao-nacional-do-psb-oficializa-geraldo-alckmin-como-vice-de-lula-para-as-eleicoes-presidenciais-de-2022/

Marcadores: , , , , , ,

12.4.21

Diretório Nacional do PSB aprova resoluções sobre crises sanitária, econômica e política

O Diretório Nacional do PSB aprovou neste sábado (10), em reunião virtual, uma série de medidas para o enfrentamento das crises política, sanitária, econômica e social do país.

 


O documento apresentado pelo presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, afirma que “é preciso reconhecer uma vez mais que a mãe das crises no Brasil é a crise política”. “Afinal, foi um sistema político carcomido, em estado de necrose, que gestou Bolsonaro, suas milícias digitais e reais, alianças da extrema-direita com a centro-direita, além de um apego claudicante do governo, mas efetivo para fins práticos, ao ultraliberalismo – encabeçado neste caso pelo ministro da Economia, Paulo Guedes”.

Diante desse quadro, afirma o documento, o PSB, as oposições e os democratas devem propor e implantar um “esforço de vacinação em massa” – a fim de estabelecer níveis mínimos de segurança que permitam a retomada das atividades econômicas -, e a ampliação do auxílio emergencial para R$ 600.
Os socialistas defendem também a quebra de patentes de vacinas pelo Brasil, “medida que está em perfeita consonância com a tragédia sanitária que o país vive e que, seguramente, interessa também ao mundo, visto que a persistir o cenário atual os prejuízos à saúde pública serão planetários”, considera.

Entre as medidas voltadas para a economia, os socialistas propõem um programa de apoio às Pequenas e Médias Empresas (PMEs), com a mobilização de recursos orçamentários e institucionais do governo federal. Nesse sentido, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, BNDES, Banco do Nordeste do Brasil e fundos setoriais e regionais devem disponibilizar recursos massivos ao setor, responsável pela parcela mais significativa do emprego no país, afirmam.

O PSB avalia ainda como necessário o redesenho da política fiscal, considerando o contexto atual de modo semelhante aos esforços de reconstrução em países atingidos por guerras. Nesse sentido, o partido defende a necessidade de “excepcionalizar por tempo suficiente os institutos existentes sobre a responsabilidade fiscal”. “É preciso pensar em termos de um “orçamento de guerra”, como já se fez em passado recente”, diz.

“O governo federal precisa urgentemente ampliar seus gastos, promovendo política anticíclica, para que o país supere a estagnação (conjugada com inflação) que o acomete neste momento.” Essas medidas requerem o aumento do endividamento do setor público, o que provoca resistência dos sistemas financeiros. No entanto, ações semelhantes vêm sendo adotadas no mundo todo, com destaque para a União Europeia e Estados Unidos, diz o documento.

O partido defende também a estimulação do consumo popular, o que remete não apenas ao Auxílio Emergencial, mas também a programas de renda mínima e de emprego garantido.  “Temos, ainda, que usar e estimular a criatividade, fazer mais com menos, sensibilizar a população para os imensos desafios do momento”, destaca o partido.

Desafios eleitorais

No documento, o PSB estabelece como principal desafio em 2021 montar chapas próprias para disputar mandatos federais – em especial na Câmara dos Deputados – em todos os Estados. O mesmo esforço deve ser feito para candidaturas próprias para os governos estaduais e o Senado.

O partido defende que a criatividade, um dos conceitos principais da Autorreforma do PSB, deverá “ser aplicada em todos os campos da atividade política”. “Se quisermos inovar na política e renovar o nosso partido será necessário transformar a tarefa de compor nossas chapas de candidatos – especialmente para o âmbito federal – num processo criativo e inovador”, destaca.

Na prática, a inovação deve passar pelo recrutamento de quadros que se destaquem em todas as áreas profissionais, científicas, empresariais, dos movimentos e redes sociais e que se identifiquem com os ideais socialistas da luta contra as desigualdades.

O livro 4 da Autorreforma, afirma o documento, deverá orientar a atuação de novos quadros e militantes do partido. Os socialistas ainda definiram que a decisão sobre a sucessão do atual presidente da República deverá ficar para o início de 2022.

FONTE:http://psb40.org.br/noticias/diretorio-nacional-do-psb-aprova-resolucoes-sobre-crises-sanitaria-economica-e-politica/

Marcadores: , ,

23.7.18

Sob pressão, PSB pede que Joaquim Barbosa reconsidere disputa presidencial


Painel
Sintoma do desespero Diante da divisão interna, dirigentes do PSB decidiram procurar Joaquim Barbosa para pedir que ele volte ao páreo da disputa pelo Palácio do Planalto. O ministro aposentado do STF anunciou em maio que não iria concorrer.
O não já temos Um amigo de Barbosa foi acionado por dirigentes do PSB neste sábado (21) A tese de que vale a pena tentar persuadi-lo ganhou força com a crescente indefinição na sigla, que está pressionada pelo PT e pelo PDT.
Nem vem Quem esteve com Barbosa acha difícil ele ceder ao apelo. O ex-presidente do Supremo afirmou não ter saudades da época em que flertou com a pré-candidatura. Quer paz, segundo os relatos.
FONTE
 https://painel.blogfolha.uol.com.br/2018/07/22/sob-pressao-psb-pede-que-joaquim-barbosa-reconsidere-disputa-presidencial/

Marcadores: , , , , ,

6.10.16

PSB é o partido de esquerda que elegeu maior número de prefeitos em 2016



O PSB é o partido de esquerda que mais elegeu prefeitos no primeiro turno das eleições, neste domingo (2). Os socialistas conquistaram 414 cidades, seguidos do PDT, com 334, PT, 256, PPS, 118, e PCdoB, 80 (sendo 43 apenas no Maranhão).
Além disso, o PSB ainda superou o número de prefeituras administradas por socialistas desde 2012, e ampliou sua presença em cidades-pólo em diversos Estados.
No primeiro turno, o PSB reelegeu o prefeito Carlos Amastha na capital de Tocantins, Palmas, e Jonas Donizette, em Campinas (SP), com 65,43% dos votos. No segundo turno, vai disputar o comando de outras três capitais – Recife, Aracaju e Goiânia - e seis grandes centros urbanos – Guarulhos, Guarujá, Niterói, Mauá, Petrópolis e Olinda.
“Esse desempenho corresponde à estratégia traçada pela direção nacional, que era a de conquistar grandes centros. Estamos conquistando maior número de cidades e centros mais populosos, o que garante maior representatividade ao nosso partido”, avaliou o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.
No Recife, o socialista Geraldo Julio, que concorre à reeleição, disputará o segundo turno com João Paulo (PT). Na apuração, o socialista obteve um resultado de 49,34%, o que corresponde a 430.997 mil votos. Já o petista contabilizou 207.529 mil votos (23,76%).
O candidato do PSB à prefeitura de Goiânia, Vanderlan Cardoso, concorrerá no segundo turno do pleito ao lado de Iris Rezende (PMDB). O socialista obteve 31,84%, o que corresponde a 217.981 mil votos.
Já em Aracaju, a votação do socialista Valadares Filho representou 38,09% - 98.071 mil votos, contra os 99.815 votos, 38,76% de Edvaldo Nogueira (PC do B).
Entre as cidades-polo, um dos destaques foi Guarulhos, a segunda maior cidade do Estado de São Paulo, onde o socialista Guti conquistou 202.261 mil votos (34,92%). Ele concorrerá contra Eli Correa Filho (DEM), que obteve 129.724 mil votos (22,40%).
Em Niterói, a segunda maior cidade do interior fluminense, o socialista Felipe Peixoto somou 70.065 mil votos (30,69%) e vai disputar contra Rodrigo Neves (47,98%, 109.531 mil votos), do PV.
Em Petrópolis, o PSB terá como candidato na disputa do 2º turno Rubens Bomtempo (42,21% e 63.402 mil votos) contra Bernardo Rossi, do PMDB, com 68.420 mil votos e 45,55%.
O candidato à prefeitura de Olinda, Antônio Campos, vai disputar o segundo turno após obter 28,17%, contabilizando 55.995 mil votos. Ele enfrenta o candidato Professor Lupércio (SD) que obteve 23,38%, 46.476 mil votos.
Em Mauá, o socialista Atila Jacomussi contabilizou 85.615 votos, que corresponde a 46,73%, e concorre com o petista Donisette Braga, que somou 22,90%, 41.958 votos. No Guarujá, Valter Suman é o candidato do PSB que disputará o segundo turno depois de obter 36.311 votos (23,70%), contra Haifa Madi (66.147 votos, 43,17%), do PPS.
O segundo turno das eleições municipais será realizado no próximo dia 30 nos municípios com mais de 200 mil eleitores.
 Fonte: http://www.psb40.org.br/not_det.asp?det=7548

Marcadores: ,

6.9.16

Pesquisa Ibope: Ricardo Coutinho é o governador mais bem avaliado do Brasil



Reportagem publicada nesta segunda-feira (5) pelo Jornal O Estado de São Paulo, com base em pesquisas do Ibope, revela que o governador Ricardo Coutinho (PSB) é atualmente o mais bem avaliado entre as capitais brasileiras.
De acordo com matéria, com o levantamento, o chefe do executivo paraibano tem 61% de ótimo/bom em João Pessoa, contrariando a tendência nacional.
O índice de aprovação é quase três vezes maior que a média do País (24%). Dos 26 governadores, 16 têm avaliação negativa nas principais cidades dos estados que governam.
Na análise do colunista José Roberto Toledo, que assina a reportagem, os governadores que estão no segundo mandato poderiam sofrer com o desgaste de estar há mais tempo no poder, causando desprestígio entre os eleitores, o que não aconteceu em João Pessoa.
“A explicação caberia, por exemplo, em São Paulo, Paraná, Goiás, Pará e Rio de Janeiro, onde o mesmo partido ou grupo político governa há seis anos ou mais. Mas não vale para a Paraíba, cujo governador Ricardo Coutinho (PSB) é justamente o mais popular entre todos os seus pares em uma capital. Ele tem 61% de ótimo/bom em João Pessoa e está no segundo mandato”, concluiu.
Os dados coletados pelo Ibope refletem que os governadores têm perdido força nas capitais neste ano em que serão realizadas as eleições municipais.
A situação é oposta ao período eleitoral de 2012, quando só seis governadores eram considerados impopulares nas capitais.
O índice de ótimo/bom caiu de 41% para 24% no período, enquanto a avaliação ruim/péssimo cresceu de 21% para 34%.
Para o presidente municipal do PSB, Ronaldo Barbosa, a pesquisa mostra o resultado das ações da gestão socialista na Paraíba e na Capital nos últimos anos.
“É um governo que mudou a forma de gestão no Estado, privilegiando a participação popular e realizando os investimentos nas áreas mais importantes. Há ações em todo o Estado e a população de João Pessoa, particularmente, aprova Ricardo que vem mudando a forma de gerir o bem público desde a Prefeitura”, avaliou.
 Ronaldo Barbosa disse ainda que o apoio de Ricardo Coutinho à candidatura da professora Cida Ramos será fundamental para que o PSB volte a governar a capital paraibana.
“Ricardo é, indiscutivelmente, a maior liderança polícia da Paraíba e isso se reflete também em João Pessoa. Os dados que dispomos mostram claramente que Ricardo será fundamental para garantir a vitória de Cida”, finalizou.
Fonte:http://paraibaonline.net.br/pesquisa-ibope-ricardo-coutinho-e-o-governador-mais-bem-avaliado-do-brasil/

Marcadores: , , , ,

7.8.16

MEU PSB É 40 E TEM S DE SOCIALISTA

Assisto com paciência as mudanças do mundo político e dentro dentre mundo, a transformação na agremiação pela qual fiz a opção de me filiar partidariamente. Sim falo do PSB – Partido Socialista Brasileiro.
Não falo de agora, mas temos que pegar um espaço de tempo e verificar as decisões que são tomadas ou votadas nessa agremiação. Poderia pegar na Década ou no quinquênio.  Um partido deveria depender de suas bases e suas bases deveriam ser consultadas. A base do partido nada mais é do que o grupo de filiados. Fora isso vira um partido de aluguel onde uma direção o leva ao gosto do vento de caminhos tomados dentro de quatro paredes.
Num espaço de tempo de cinco anos o PSB tomou várias decisões que transformaram a rota do partido. Da cúpula Nacional, passando pelos diretórios estaduais e municipais. No campo nacional o destaque acontece em 2013 quando o PSB resolve romper com o governo Dilma findando uma aliança de 10 anos e meio com o PT. No campo estadual também em 2013 o partido retira o prefeito de Caxias Alexandre Cardoso da presidência do diretório estadual após duas décadas neste comando.
No campo nacional tinha à frente o governador Eduardo Campos, herdeiro de Miguel Arraes e que pilotava o PSB rumo a uma candidatura própria a Presidência da Republica. No campo estadual começa a primeira de muitas trocas na direção partidária num entra e sai do Senador Romário como presidente do diretório estadual.
Nacionalmente o PSB se cacificou quando Eduardo traz para o partido a Ex Ministra Marina Silva, que em 2010 disputara a eleição presidencial e vinha para PSB depois do TSE ter negado o registro de sue partido rede sustentabilidade. No Estadual uma queda de braço pela direção partidária levou o enfraquecimento do diretório no Rio de Janeiro.
O grande abalo acontece com o trágico acidente que vitimou Eduardo Campos em 2014, já escolhido candidato do PSB a presidente e tendo Marina como Vice. Atordoado o PSB tenta se recompor e lança Marina Silva a presidência no lugar de Eduardo, mas a candidatura não chega ao segundo turno.
A grande ruptura acontece na decisão da Cúpula em apoiar Aecio Neves no segundo turno. Algumas lideranças históricas deixam o partido e aqui no Estado do Rio de Janeiro o embate segue entre Romário e Glauber. Até que o deputado federal joga a tolha e se desfilia indo para o PSOL.  O Psol foi o destino da também histórica deputada Luiza Erundina. Reconduzido a presidência do partido no diretório estadual Romário fica pouco tempo e é substituído por Rubens Bomtempo em dez de 2015. Mas em fevereiro de 2016 Romário é conduzido novamente a presidência do diretório estadual e lá permanece pouco mais de 5 meses dando lugar ao deputado federal Hugo Leal.

Em menos de 2 anos foram 5 trocas de comandos e nenhuma reunião com os filiados. Será que dará certo? As urnas de 2016 é que vão demostrar. Pelo meu lado apos toda essa narrativa cabe falar que o PSB que sou filiado tem S de Socialista e foi moldado com ideias de João Mangabeira, Domingos Vellasco, Hermes Lima, Rubem Braga, Osório Borba, Joel Silveira, José Lins do Rego, Jader de Carvalho, Sergio Buarque de Hollanda e Antonio Candido, Roberto Gusmão,  Rogê Ferreira, Francisco Julião, João Pedro Teixeira, Barbosa Lima Sobrinho, Osório Borba, Pelópidas da Silveira, Altino Dantas, Remo Forli, José Joffily, Jamil Haddad, Adalgisa Nery, Saturnino Braga . Ideias que tambem foram plantas na sua Refundação formando a Comissão Diretora Nacional: Antônio Houaiss como presidente e como membros: Marcello Cerqueira, Roberto Amaral, Evandro Lins e Silva, Jamil Haddad, Joel Silveira, Rubem Braga e Evaristo de Moraes Filho e por Miguel Arraes. PSB é 40 e o S é de socialista. Que Não se rasgue o manifesto de refundação de nosso partido.

Marcadores: , , , , ,

31.12.15

2016: o ano do centenário de Miguel Arraes

Se 2015 foi “o ano” de Eduardo Campos com diversas homenagens ao ex-governador por conta da passagem do primeiro ano de sua morte, em 2016 quem terá destaque será Miguel Arraes. O Partido Socialista Brasileiro (PSB) está programando uma série de atividades para celebrar o centenário do cearense, cuja carreira e fama política teve início em Pernambuco. Os eventos serão coordenados por uma comissão formada por membros membros do Governo do Estado, da Assembleia Legislativa, do Instituto Miguel Arraes e do PSB.

Arraes nasceu em 15 de dezembro de 1916 e morreu em 13 de agosto de 2005, aos 88 anos. As atividades em sua homenagem não ocorrerão apenas em dezembro de 2016, mas serão realizadas no decorrer do próximo ano. “Teremos uma série de homenagens a doutor Arraes, que é um patrimônio do partido e da esquerda brasileira. Essa comissão terá a função de pensar e executar as homenagens a uma de nossas maiores lideranças históricas”, destaca o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes.
Entre os integrantes da comissão formada para cuidar do calendário de homenagens estão o presidente da seção Pernambuco da Fundação João Mangabeira, Evaldo Costa, a secretária nacional de mulheres do PSB, Dora Pires, e o secretário especial de cultura do partido, Pedro Mendes. Os secretários estaduais Antônio Figueira (Casa Civil) e Milton Coelho (Administração), que conviveram com Arraes, representarão o governo estadual.
Recentemente, o governador Paulo Câmara (PSB) recebeu os familiares do ex-governador no Palácio do Campo das Princesas. “Arraes fez programa sociais fundamentais para a melhor distribuição de renda no nosso Estado. As novas gerações precisam conhecer a história desse homem. Diante do momento que nós estamos vivendo, com tanta paralisia e tanta coisa errada, ele é uma das vozes que fazem falta ao Brasil. Por tudo que ele representa e, acima de tudo, pelos valores que ele pregava. Valores que são fundamentais para o desenvolvimento do País que a gente quer”, pontuou.
No total, Arraes governou Pernambuco em três oportunidades (1963-1964; 1987-1990; 1995-1999), foi deputado federal por três mandatos e secretário de Estado e prefeito do Recife. Na década de 1960, foi deposto pelo governo militar, preso e depois cumpriu exílio na Argélia. “Além da sua atuação no Brasil, é importante resgatar os detalhes da história de Arraes na Argélia. Ele contribuiu com as suas experiências no continente africano, na questão da água e das tecnologias de infraestrutura”, enfatizou Ana Arraes, ministra do Tribunal de Contas da União (TCU), filha do ex-governador e mãe de Eduardo Campos.
Fonte: http://boainformacao.com.br/2015/12/26/2016-o-ano-do-centenario-de-miguel-arraes/

Marcadores: , , , ,

30.12.15

ESTE IMPEACHMENT NÃO TERIA NENHUMA LEGITIMIDADE

Mais um político de peso se posicionou contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, da forma como ele vem sendo conduzido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Desta vez, quem se levantou contra a iniciativa foi o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, em entrevista ao jornalista Pedro Venceslau (leia aqui), publicada no Estado de S. Paulo.

"Eu fui dos signatários de uma carta que foi vendida como sendo de defesa do governo Dilma, mas não era. Eu e o governador (Rodrigo) Rollemberg (DF) não defendemos o governo, mas as instituições. O que questionamos nesse momento é a forma como o processo está sendo conduzido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Ele começou o processo na base da chantagem e não tem legitimidade para conduzir o impeachment", afirmou.
Câmara disse, no entanto, que o PSB ainda não tem posição fechada sobre a questão. "O PSB decidirá isso em algum momento na comissão que avaliará o caso. A comissão (especial do impeachment) é inclusive formada por dois pernambucanos: os deputados Fernando Filho e Tadeu Alencar. Eu estou convencido que se trata de um processo político. A executiva nacional se reunirá com os membros do partido na comissão. Vou seguir a orientação que os deputados indicarem. Mas eu enfatizo: da maneira como o processo está sendo levado pelo Eduardo Cunha ele está fadado a não ter legitimidade."
Alckmin no PSB
O governador pernambucano também falou sobre a possível ida de Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, para o PSB, que lhe daria legenda para disputar a presidência da República, em 2018. "O PSB é aliado do PSDB em São Paulo. Tenho muito respeito pelo governador Alckmin, mas a vinda dele para o partido é uma discussão maior e que ainda não foi feita no partido. Qualquer um que ingresse no nosso partido tem que estar alinhado com o nosso programa, e não o contrário. De qualquer forma, o Geraldo tem, hoje, mais convergência com o pensamento do PSB do que divergências."
Em outro ponto da entrevista, ele defendeu a recriação da CPMF, o 'imposto do cheque'. "A CMPF é o único instrumento que está na mesa para ajudar os Estados, municípios e a União a fechar as suas contas. Diante de um cenário onde não há alternativas, os governadores vão encontrar na CPMF a única opção."

Marcadores: , , , , , ,

29.12.15

Impeachment agrava divisão interna no PSB

Único grande partido de oposição à presidente Dilma Rousseff que ainda não se definiu em relação ao impeachment, o PSB, que conta com uma bancada de 36 deputados federais, viu sua divisão interna se agravar com o início do acolhimento do processo de afastamento da petista no Congresso.
Enquanto a bancada na Câmara apoia majoritariamente a petição de impedimento assinada pelos juristas Miguel Reale Jr. e Hélio Bicudo, a maioria dos governadores, senadores e dirigentes da legenda que atuam em movimentos sociais se posiciona contra a medida.
O PSB esteve na área de influência do PT até 2013, quando rompeu com a presidente Dilma Rousseff e lançou o então governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como candidato à Presidência. Após a morte dele no ano passado em um acidente aéreo durante a campanha presidencial e, na sequência, a derrota da ex-ministra Marina Silva, sua sucessora, no 1º turno da disputa, a legenda deu apoio ao senador tucano Aécio Neves (MG) no 2º turno.
Mesmo sem uma liderança nacional, líderes do PSB afirmam que a legenda não quer mais ser linha auxiliar porque hoje o partido busca protagonismo como terceira via à polarização entre PT e PSDB.
Por isso, a legenda resiste em embarcar no discurso pró-impeachment capitaneado pelo PSDB de Aécio. A mesma razão faz com que parte do partido se negue também a apoiar o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), em seu projeto presidencial. O tucano paulista recebeu a sinalização de que poderia contar com a sigla caso não consiga se lançar candidato ao Palácio do Planalto pelo PSDB.

Palavra final

Diante do impasse sobre o afastamento de Dilma, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, costurou um acordo pelo qual a palavra final sobre o impeachment será da direção nacional executiva do partido, que está dividida ao meio. "O debate está em suspenso. Fechamos o ano sem uma definição clara. Há uma certa simpatia na Câmara, mas no Senado (o impeachment) encontra resistência", avaliou Siqueira.
Os quatro deputados indicados pelo PSB para a Comissão Especial que avaliará o impedimento após o recesso parlamentar, em fevereiro, se comprometeram a acatar a decisão do comando partidário. São eles Fernando Bezerra Filho (PE), Tadeu Alencar (PE), Danilo Fortes (CE) e Bebeto (BA).

Ponta do lápis

Segundo cálculo da cúpula pessebista, 28 dos 36 deputados apoiam o pedido de afastamento da presidente que tramita na Câmara.
Os que se posicionam contra - caso da deputada Luiza Erundina, por exemplo - integram a ala mais "à esquerda" do PSB.
Em caráter reservado, parlamentares pró-impeachment alegam que estão sendo pressionados por suas bases e temem não eleger seus aliados em 2016 ou renovar o próprio mandato em 2018.
O mesmo levantamento informal prevê que pelo menos 5 dos 7 sete senadores do PSB rechaçam a tese do impedimento de Dilma Rousseff. A bancada chegou a discutir pelo WhatsApp a ideia de lançar um documento com o argumento de que a impopularidade não justifica o impedimento.
Consenso. Já entre os três governadores do PSB - Rodrigo Rollemberg (DF), Ricardo Coutinho (PB) e Paulo Câmara (PE) -, há consenso contra o impeachment. "Da maneira como o processo está sendo levado pelo Eduardo Cunha (presidente da Câmara dos Deputados), ele está fadado a não ter legitimidade", disse ao Estado Paulo Câmara (mais informações na entrevista abaixo).
Câmara e Coutinho também criticam a estratégia da oposição na Câmara, sobretudo do PSDB, ao longo de 2015. "A oposição não construiu um norte. A população não reconhece a devida legitimidade na oposição", declarou Coutinho em entrevista recente à TV Estadão.
Fonte:
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/12/27/impeachment-agrava-divisao-interna-no-psb.htm

Marcadores: , , , ,

30.9.15

PSB nega acordo com PSDB para 2018

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, desmentiu nesta segunda-feira a informação de que um acordo entre o PSB e o PSDB haveria sido firmado para a sucessão presidencial em 2018. A notícia foi publicada pelo colunista Cláudio Humberto, do site Diário do Poder. A informação “não guarda absolutamente nenhuma correspondência com a realidade política do nosso partido”, disse Siqueira.

Em coluna replicada em diversos jornais do Brasil, Humberto disse que o PSB indicará o candidato à vice na chapa de Aécio Neves em 2018. Estariam cotados para a vaga a viúva de Eduardo Campos, Renata, e o governador de pernambucano, Paulo Câmara. Em carta encaminhada ao jornalista esta manhã, Siqueira desmentiu “com veemência” a publicação, afirmando que a aliança entre o PSB e o PSDB nas últimas eleições foi “circunstancial e pontual”. Disse ainda que o PSB pretende lançar candidatura própria em 2018, por considerar que a polarização entre PSDB e PT “envelheceu”.


FONTE: http://www.valor.com.br/politica/4245640/psb-nega-acordo-com-psdb-para-eleicao-presidencial-de-2018

Marcadores: , , ,

28.9.15

PSB e Rede podem repetir dobradinhas em 2016

A dobradinha entre o PSB e a Rede Sustentabilidade poderá acontecer novamente nas eleições municipais de 2016, mas, desta vez, cada um ficará em seus respectivos partidos. Com a criação da Rede, legenda fundada pela ex-senadora Marina Silva, a maioria dos membros que ingressaram no PSB desde as vésperas das eleições presidenciais de 2014 já começaram a migrar para a nova sigla.
Entre os que pediram desfiliação do PSB está a própria Marina Silva. A ex-candidata à Presidência da República, que substituiu o então candidato Eduardo Campos (PSB), morto em um acidente aéreo em junho do ano passado, entregou uma carta de desfiliação e agradeceu ao PSB por ter sido recebida depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou o registro à Rede em 2013.
Marina lembrou que, apesar disso, o ex-governador de Pernambuco reconheceu a Rede como um partido político. “Vocês possibilitaram a nós ter uma inserção política na conjuntura nacional como um partido político sem ser um partido político. Fizeram uma aliança conosco sem que tivéssemos como aportar sequer um segundo de televisão ou qualquer estrutura, que não tínhamos, mas em torno de ideias e de um programa”, disse ontem, em encontro com a direção nacional do PSB, em Brasília. Para Marina, a história vai registrar a aliança com os socialistas como a inauguração de um novo momento na política brasileira, “que está precisando tanto de forças políticas que se unem não em torno da discussão de pedaços do Estado, de estruturas, mas principalmente de postura, de ideias inovadoras”.
Por conta disso, a dobradinha, principalmente nas cidades do interior, devem se repetir. Na Bahia, os dois partidos podem unir-se, mas quando o assunto é a disputa em Salvador, as duas legendas não falam a mesma língua. “Ficamos felizes que a Rede conseguiu o seu registro. Temos muita amizade e claro que o PSB quer parcerias com a Rede e com outros partidos”, afirmou, em entrevista ao site Bahia Notícias.
Já o representante da Rede no estado e membro da executiva nacional da sigla, Júlio Rocha, informou que o arco de alianças do partido ainda será definido em convenção estadual e nacional. “Nós queremos candidaturas próprias, mas só vamos decidir no encontro estadual de outubro. O leque de alianças será definido no congresso nacional”, disse em entrevista . Segundo Rocha, até a formalização do partido, a Rede contava com 500 filiados. O dirigente informou que desde que oficializou a criação do novo partido, mas de 300 vereadores em toda a Bahia já solicitaram filiação. “Isso preocupa porque não queremos que as pessoas entrem na Rede, mas a Rede entre nas pessoas. Só vamos autorizar pedidos de filiação quando exista identidade e programa de concepção com a Rede”, alertou. 
Jovem pode ser candidato do PSOL em Salvador 
Com o término das cinco plenárias municipais que antecedem o congresso municipal, previsto para ocorrer entre 13 e 14 de novembro, o PSOL já diz ter uma perspectiva em relação à candidatura do partido para disputar a Prefeitura de Salvador nas eleições de 2016.  A disputa ao Palácio Thomé de Souza, provavelmente, será marcada pelo surgimento de uma nova liderança do Partido Socialismo e Liberdade. O processo eleitoral interno da sigla deverá apontar o nome do sociólogo e professor da UNEB Fábio Nogueira como a nova aposta para entrar no páreo pela Prefeitura de Salvador.
Fábio Nogueira tem 37 anos, é negro, possui mestrado pela Universidade Federal Fluminense  e, atualmente, é doutourando de Sociologia da USP. “A candidatura do PSOL tem o compromisso com a defesa dos valores culturais negros de origem africana. É importante termos mais candidaturas negras, independente de quem vai ser o candidato, precisamos ter mais negros ocupando espaços de poder.
Devemos valorizar o legado histórico, cultural e simbólico da população negra”, destaca Fábio Nogueira, provável pré-candidato e integrante do Coletivo Rosa Zumbi, corrente interna do PSOL. Nogueira destaca ainda que o PSOL sempre se apresentou nas eleições com ênfase nas pautas que são de interesse da população mais pobre da cidade. Para ele, Salvador precisa de uma alternativa de esquerda que tenha como objetivo fazer uma gestão com foco na população mais carente. O sociólogo cita como exemplo a elevada quantidade de pessoas que morreram durante as enchentes. “Algo que poderia ter sido evitado se ACM Neto e os gestores anteriores tivessem uma verdadeira preocupação com as famílias das periferias”, questiona. 

FONTE: http://www.tribunadabahia.com.br/2015/09/26/psb-rede-podem-repetir-dobradinhas-em-2016

Marcadores: , ,

12.9.15

Dilma deveria pedir perdão aos brasileiros, diz presidente do PSB

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirmou nesta quinta-feira (10) que a presidente Dilma Rousseff deveria pedir perdão aos brasileiros pelos "erros cometidos" e pela "profunda crise" que causou no País. Siqueira afirmou que a "condução desastrosa" do governo na economia e a crise política provocaram a retirada do selo de bom pagador do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P). 

"O governo não demonstrou aos agentes econômicos nenhuma segurança nas medidas que deveriam já ter sido adotadas para iniciar a superação da crise, não acerta no âmbito da política, não tem uma base capaz de lhe dar algum nível de solidez e isso levou o País a essa desastrosa situação, o que agrava enormemente a situação econômica, mas também a situação política", disse, de acordo com nota do partido.

"Ela deve um pedido de desculpa aos brasileiros e brasileiras, e até mais, um pedido de perdão pelos erros e pela profunda crise política e econômica que provocou em nosso País", disse. Siqueira recordou que a subida do País para grau de investimento, em 2008, foi celebrada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Quando o Brasil ganhou o grau de investimento ele disse: agora, o Brasil é um País sério. O que diria o presidente Lula agora, com a desastrosa situação em que o governo do seu partido, o PT, colocou o nosso país?", pergunta. "Esses impostos são para penalizar as classes mais pobres e a classe média. Será que são essas classes que vão ter que pagar pelo rombo provocado pelo governo?", questiona.

Em Buenos Aires, Lula disse nesta quinta-feira, 10, que o corte da nota brasileira pela Standard & Poor's "não significa nada". "Significa que apenas a gente não pode fazer o que eles querem. A gente tem que fazer o que a gente quer", destacou. O ex-presidente, que participa do 3.º Congresso Internacional de Responsabilidade, disse "achar muito engraçado" que a agência de risco tenha tomado essa decisão e criticou que essas agências não usam os mesmos critérios para "países quebrados da Europa".

FONTE: http://noticias.ne10.uol.com.br/politica/noticia/2015/09/10/dilma-deveria-pedir-perdao-aos-brasileiros-diz-presidente-do-psb-567808.php

Marcadores: , , , ,

9.9.15

PMDB perde deputado federal para o PSB

O deputado federal Danilo Forte (PMDB-CE) participará de cerimônia de filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), na próxima sexta-feira (11), na Assembleia Legislativa do Ceará. Nos bastidores, a promessa é que Forte, que é titular da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), se torne o presidente do diretório cearense do PSB.
No ano passado, durante as eleições, ele defendeu aliança regional de Eunício Oliveira (PMDB), então candidato ao governo do Ceará, com o presidenciável Eduardo Campos (PSB). Atualmente, o PSB conta com 23 deputados em exercício na Câmara Federal. Já o PMDB tem 67 parlamentares na Casa.
Além de Forte, o PSB também filiará o deputado estadual Heitor Férrer (PDT). O parlamentar entra para o partido com a garantia do presidente da legenda, Carlos Siqueira, de ser pré-candidato à prefeitura de Fortaleza na eleição de 2016.
FONTE: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2015/09/08/pmdb-perde-deputado-federal-para-o-psb/

Marcadores: , , , , , , , ,

7.9.15

Roberto Amaral: "Declaração de Michel Temer é golpismo explícito"

Ex-ministro de Lula e próximo da presidente Dilma Rousseff no segundo turno das eleições, Roberto Amaral faz duras críticas à condução da política econômica e do ajuste fiscal empreendido pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy. Além de apontar erros e prever que os rumos da economia "não sugerem bons ventos", o ex-presidente do PSB afirma que a presidente não recebe apoio nem mesmo dos beneficiários do "projeto Levy".
"O governo não recebe o apoio das forças econômicas beneficiárias do ‘projeto Levy’, de uma parte, e de outra tem dificuldade de falar às grandes massas (atingidas em seus direitos pela política recessiva) — de cujo apoio nas ruas depende sua sobrevivência. Este paradoxo precisa ser vencido", afirma Roberto Amaral, que chamou de "golpismo explícito" a declaração do vice Michel Temer de que Dilma não terminaria o mandato se continuasse com os atuais índices de popularidade.
Crítico do PMDB, Amaral é cético quanto ao destino do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, denunciado ao Supremo Tribunal Federal pelo Ministério Público Federal por corrupção e lavagem de dinheiro. "A questão não é apenas jurídica. O STF é um tribunal que julga direito pelo viés da política", diz, acrescentando ao cenário de incertezas a manipulação da opinião pública pelos meios de comunicação de massa e a blindagem que o peemedebista terá entre seus pares no Congresso para que não deixe o cargo.
Roberto Amaral
Roberto Amaral
Um dos nomes históricos da esquerda brasileira, Amaral não poupa nem mesmo seu partido. "O PSB era um honesto partido de centro-esquerda que renunciou a ser um grande partido de esquerda. Brigou com a história. Pode ser de esquerda um partido que deseja fundir-se com o PPS?", questiona. Segundo o ex-presidente do PSB, os erros da legenda surgiram a partir da eleição de 2014. Ele reconhece que o PSB tem uma dívida com Marina Silva, que substituiu Eduardo Campos como candidata e impediu a aliança com a direita. "Devemos-lhe alguns favores: foi sua firmeza, por exemplo, que impediu que o PSB apoiasse o Caiado (Ronaldo, DEM) em Goiás… Recusou-se na campanha, a, em São Paulo, fazer o jogo do PSDB, jogado pelo PSB".
Confira a entrevista, na íntegra:
Jornal do Brasil - Qual é a opinião do senhor sobre a crise política do governo da presidente Dilma?
Roberto Amaral - É muito grave, pois há uma conjunção de crise econômica e crise política, uma alimentando a outra e, de permeio, o avanço das forças conservadoras, naturalmente em conflito com todo e qualquer governo comprometido com a emergência das massas trabalhadoras. Esse conflito ideológico chega a ser mais contundente do que a crise econômica em si, posto que dela independe. Assim foi em 1954, contra as políticas nacionalistas e trabalhistas de Vargas, assim foi contra o governo popular de Jango. Em ambos os casos se arguia o combate à corrupção. A classe dominante jamais aceitou a política social de Lula; teve de conformar-se com ela em face de sua popularidade. A crise política é o calcanhar de Aquiles do governo Dilma.
Jornal do Brasil - Há erros na política econômica?
Roberto Amaral - Há, evidentes. São erros de concepção ideológica (a teimosia neoliberal) agravados pela sabotagem da Câmara dos Deputados, aumentando os gastos da União. De qualquer forma, a estagnação econômica, sugerindo uma recessão a médio prazo, jamais se revelou competente para sanar os problemas de caixa, nem os juros pornográficos conseguiram conter a inflação, ainda em alta. Ou seja, o ‘projeto Levy’ não sugere bons ventos. A retração tem levado ao óbvio, a saber, a queda da produção, à ausência de investimentos e ao desemprego que levam à queda da produção, da arrecadação, aumentando o déficit, ou seja, realimentando a crise econômica que agrava a crise política, da qual se aproveitam os adversários da estabilidade. 
Jornal do Brasil - O senhor acredita que a tese de impeachment tem fôlego para seguir adiante?
Roberto Amaral - De certa forma, o sucesso ou insucesso  da impatriótica, ilegal e inconstitucional 'tese de impeachment’ está muito a depender da correlação de forças na sociedade, e isto, por seu turno está a depender do diálogo que a presidente venha a manter, ou não, com as forças populares, com o papel pessoal de Lula e com o papel das forças progressistas de um modo geral, diante da fragilidade da base parlamentar do governo e do monopólio oposicionista dos meios de comunicação de massa. O governo não recebe o apoio das forças econômicas beneficiárias do ‘projeto Levy’, de uma parte, e de outra tem dificuldade de falar às grandes massas (atingidas em seus direitos pela política recessiva) — de cujo apoio nas ruas depende sua sobrevivência. Este paradoxo precisa ser vencido.
Jornal do Brasil - O senhor tem falado com a presidente?
Roberto Amaral - Não. Nossa última conversa foi no curso do segundo turno.
Jornal do Brasil - Eduardo Cunha cairá com as denúncias da Lava Jato?
Roberto Amaral - A questão não é apenas jurídica: o desenvolvimento do processo a ser aberto pelo STF, um Tribunal que julga o direito pelo viés da política. Muito dependerá da opinião pública, de resto manipulada pelos meios de comunicação de massa. Qual será, a esse propósito, a posição de nossa imprensa?  Se depender da correlação de forças internas da Câmara Federal, Eduardo Cunha está blindado.
Jornal do Brasil - O que o sr. achou das declarações de Michel Temer, de que Dilma não resiste com os índices de popularidade atuais?
Roberto Amaral - No mínimo preocupantes, embora não sejam surpreendentes para um observador da política. Do que li concluo tratar-se de golpismo explícito, formulado por um evidente beneficiário. Trata-se do vice-presidente da República, ex-coordenador político do governo e presidente do PMDB, que tem a metade do governo Dilma e as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, a segunda bancada na Câmara e a maior bancada no Senado. Convenhamos, não é pouca coisa. Eis um indicador da falência da política nacional, que se manifesta na pobreza política e ética daqueles políticos que deveriam desempenhar o papel de estadista. Que fazer? Quem tem um aliado como esse não precisa da oposição nem dos "caiados" nem dos "bolsonaros". Triste Brasil.
Jornal do Brasil - Como o sr. avalia o PSB nacionalmente e aqui no Rio de Janeiro, a partir da saída do deputado federal Glauber Braga para o Psol e Romário dominando o partido?
Roberto Amaral - O PSB renunciou ao PSB, abjurando sua história, seu manifesto, seu programa e a biografia dos seus fundadores e dos que o trouxeram sério e limpo até 2014. A partir da adesão oportunística ao candidato da direita, optou pelo pragmatismo cínico. Nada tem a ver com o socialismo ou com a esquerda brasileira um partido que ostenta em seus quadros um guarda-costas de Bolsonaro e uma deputada que incita o assassinato de índios. 
Jornal do Brasil - O sr. apóia a candidatura do Romário à Prefeitura do Rio?
Roberto Amaral - E ele é candidato?
Jornal do Brasil - O partido não é mais de esquerda?
Roberto Amaral - Não. O PSB era um honesto partido de centro-esquerda que renunciou a ser um grande partido de esquerda. Brigou com a história. Pode ser de esquerda um partido que deseja fundir-se com o PPS?
Jornal do Brasil - A presença de Marina Silva no PSB tirou um pouco o foco do partido e das atuais lideranças?
Roberto Amaral - Justiça seja feita, a Marina jamais esteve no PSB; era nossa candidata a vice, numa coligação partidária entre o projeto de Rede e o PSB, e, por uma tragédia, tornou-se nossa candidata à presidência. Mas devemos-lhe alguns favores: foi sua firmeza, por exemplo, que impediu que o PSB apoiasse o Caiado em Goiás… Recusou-se, na campanha, a, em São Paulo, fazer o jogo do PSDB, jogado pelo PSB.
Jornal do Brasil - O sr. participa das conversas pela frente de esquerda no Rio de Janeiro e que tem a participação do Tarso Genro?
Roberto Amaral - Participo de todas as conversas, ações e articulações, desde o primeiro momento, de que resultou a Frente Brasil Popular a ser instalada neste sábado em Belo Horizonte. Tenho o orgulho de dizer que foi eu quem levantou a ideia no Grupo Brasil. E participo de todas as conversas que são levadas a cabo pelo companheiro Tarso Genro, justamente preocupado com a tragédia da esquerda no Rio de Janeiro.

FONTE: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2015/09/05/roberto-amaral-declaracao-de-michel-temer-e-golpismo-explicito/?from_rss=None

Marcadores: , , , , ,

31.8.15

Roberto Amaral: 'Não tenho nenhum respeito ético pelas posições de Aécio'

Roberto Amaral, respeitada liderança política comentou, em entrevista à Rede Brasil Atual, que o aparente recuo de senador mineiro, Aécio Neves, que deu declarações sobre impeachment da presidenta Dilma nesta sexta-feira (28) "faz parte de algum jogo de política menor". “Eu não tenho nenhum respeito ético pelas posições do ex-candidato Aécio”, disse Amaral. O ex-presidente do PSB tem defendido a formação de uma frente popular para unir forças progressistas em defesa da democracia.


Aécio deu declarações ao blog do jornalista Kennedy Alencar, publicada nesta sexta (28). Segundo o tucano “ainda não está claro” haver motivos para o impeachment da presidenta. “Reconheço isso. Mas nada impede que dentro de algum tempo isso ocorra”, afirmou ainda Aécio. Roberto Amaral questiona: “Dizer que não tem motivo, 'ainda'... Quer dizer, ainda vai se procurar? E ele descobriu agora que não tem motivo?”

Roberto Amaral também não economiza críticas ao seu partido, o PSB, que apoiou Aécio no segundo turno em 2014, e volta a dizer que o partido adotou uma postura "oportunista". “Vejo muito mal (o papel do PSB no atual processo político), desde agosto do ano passado, quando ele decidiu não apoiar a Dilma”, diz. “A decisão do PSB de apoiar Aécio foi burra e oportunista.”

Ministro de Ciência e Tecnologia do governo Lula (entre 2003 e 2004), Amaral vem criticando seu partido também pela intenção, hoje adiada, de alguns líderes de se fundir com o PPS, que “completaria a direitização do partido”.

Está programado para 5 de setembro o lançamento da Frente Brasil defendida por Amaral, em Belo Horizonte.

Segue abaixo a entrevista do ex-ministro, Roberto Amaral:
Hoje, o senador Aécio Neves parece ter recuado e afirmou que ainda não “ainda está claro” que haja razão jurídica para o impeachment. Como o sr. recebe tal afirmação?
Eu não tenho nenhum respeito ético pelas posições do ex-candidato Aécio. Ele assumiu o lado golpista. Ele agora, com esse negócio de dizer que não tem motivo, “ainda”, é uma coisa sem sentido. Tem motivo ou não tem? Dizer que não tem motivo ainda... Quer dizer, ainda vai se procurar? E ele descobriu agora que não tem motivo? E quando ele estava pedindo novas eleições?

Então, não levo a sério, não considero importante nem relevante a declaração dele. Isso faz parte de algum jogo de política menor, e nós temos que nos preocupar com questão política maior. A questão fundamental é o respeito ao processo. Ele está querendo recuperar as tradições da UDN, que toda vez que perdia eleições propunha um golpe de Estado. O que temos que discutir é a voz soberana das urnas.

Como avalia a conjuntura?
É fundamental no processo democrático a defesa do mandato da presidente da República, independentemente de ser a Dilma, como era importante garantir a posse e o mandato de Juscelino. O que resta é a regra do processo democrático. Esta é a regra democrática: você disputa, ganha ou perde e vai em frente. Isso é fundamental para a ordem democrática. Isso é fundamental para a economia brasileira.

A economia brasileira, a economia produtiva, a nossa política externa, não podem ficar permanentemente à espera de uma crise, esperar se a crise se agrava, ou se vai amainar. Nós temos que ingressar na normalidade. Já se vão quase oito meses da posse e quase um ano das eleições. As eleições já terminaram. O que estou querendo é que os liberais entendam que o pleito do impeachment ou da convocação de eleições é um pleito golpista. Quando em 1954 ficaram inventando o “mar de lama”, a questão não era o “mar de lama”, que provou-se que era inexistente. A questão era impedir o governo Vargas, e impedir o reajuste do salário mínimo e impedir as estatais que ele estava criando.

A mesma coisa se operou em 1964. O problema era a promessa de reformas de base do Jango, e a direita então inventou que estava defendendo a Constituição, os liberais acreditaram nisso, foram às ruas a favor da queda de Jango, e o primeiro ato dos golpistas foi destruir a Constituição.

Como o sr. vê o desdobramento da crise, com otimismo ou pessimismo?
O que estou querendo passar é que a questão vai além da sustentação ou não do mandato da Dilma. Com o mandato dela mantido, temos que enfrentar a ascensão do pensamento de direita; sem o mandato dela, temos que enfrentar a ascensão das forças de direita. É preciso dar sustentação de centro-esquerda ao governo dela. A política se faz com correlação de forças. Se as forças progressistas liberais de esquerda não fortalecerem o governo da Dilma, ela vai ficar nas mãos das forças conservadoras.

Qual sua posição sobre o papel do PSB nesse processo?
Vejo muito mal, desde agosto do ano passado, quando ele decidiu não apoiar a Dilma. Ele não entendeu que o projeto Aécio – e está muito claro agora – era um processo de direitização, de redução dos direitos dos trabalhadores e de autoritarismo, que está construindo esse clima de intolerância no Brasil.

O sr. chegou a dizer há alguns meses que o PSB está dominado por oportunistas...
É o seguinte: a decisão do PSB de apoiar o Aécio foi uma decisão burra e oportunista. Por que oportunista? Porque o fez pensando que o Aécio ia ganhar as eleições. Então, pegou todo o nosso patrimônio, pegou toda a nossa história, todos os nossos projetos e jogou nessa aventura, pensando que o Aécio ia ser eleito. Só por isso. E foi uma decisão burra porque, diante da crise dos partidos de esquerda – e não precisa explicar, está todo mundo vendo essa crise –, o PSB poderia ser o grande desaguadouro dos quadros de esquerda, progressistas, que estão insatisfeitos com seu partido.

Se Eduardo Campos não tivesse morrido, o PSB poderia ter sido esse desaguadouro?
É o mais provável, mas não estou totalmente seguro disso, porque tudo dependeria de como seria o final de campanha, como seria no segundo turno, como seria a posição do partido. Ele morreu no inicio do primeiro turno.

O sr. também já criticou muito a eventual fusão do PSB com o PPS, que foi adiada...
Foi adiada porque houve uma reação da militância, mas a expressão é correta: foi adiada. Não quer dizer que foi de todo afastada. Isso completaria a direitização do partido.

Nesse quadro, o sr. teria condições de se manter no PSB?
O meu papel no PSB sempre foi de puxar o partido pela esquerda. Quando decidi com Antônio Houaiss e o Jamil Haddad refundar o partido, nós pensávamos em um partido socialista. A minha posição não mudou. Eu continuo achando que o Brasil precisa de um partido socialista e coerente, e vou continuar lutando por isso.
 

FONTE: http://www.vermelho.org.br/noticia/269607-1

Marcadores: , ,

Powered by Blogger

free web tracker