Família de Eduardo Campos quer manter tradição política e planeja candidaturas
A morte de Eduardo Campos (1965-2014), herdeiro político do avô Miguel Arraes (1916-2005), não encerra a participação da família na vida política de Pernambuco. O advogado Antonio Campos, 46 anos, irmão do ex-governador morto em acidente aéreo no ano passado, pretende disputar a prefeitura de Olinda, na eleição municipal de 2016.
Os aliados de Eduardo Campos também apostam que o filho dele, João, de 20 anos, será o candidato a deputado federal mais votado em 2018, caso se confirme sua candidatura. A mãe do ex-governador, Ana Arraes, ministra do Tribunal de Contas de União (TCU), também poderá retornar ao cenário político. Discute-se a possibilidade de ela disputar uma vaga no Senado, em campanha casada com o neto. Os três são filiados ao PSB.
"Sou pré-candidato a prefeito de Olinda sim", afirma Antonio Campos, que também é escritor e presidente do conselho cultural da Fliporto, maior feira literária do Nordeste, que ocorre na cidade pernambucana. "Tenho uma identificação efetiva com Olinda", justifica ele, que cita o fato de ter criado a Casa do Livro de Leitura Infantil de Olinda, há três anos. A cidade tem sido governada desde 2000 pelo PC do B, aliado do PSB. Nos dois primeiros mandatos teve como prefeita Luciana Santos, agora deputada federal, e hoje é comandada pelo prefeito reeleito, Renildo Calheiros.
Moradores da cidade já têm recebido por telefone uma mensagem gravada de Antonio Campos: "Não vamos desistir de Olinda, Olinda pode mais", diz ele, em alusão à frase do irmão utilizada em entrevista à Rede Globo, na véspera do acidente aéreo. A frase do então presidenciável "Não vamos desistir do Brasil" se transformou em lema de campanha de Marina Silva, que se tornou candidata à Presidência do PSB após a morte do pernambucano. O avião que transportava Eduardo Campos e sua equipe caiu em Santos (SP) em 13 de agosto do ano passado.
Presidente do PSB em Pernambuco, Sileno Guedes afirma não haver nenhuma "restrição" ao nome de Antonio Campos, mas diz que o assunto ainda não foi discutido no partido. "Olinda é um município importante, temos uma aliança estratégica com o PC do B e a eleição ali passa pela análise do governador Paulo Câmara, da Executiva Nacional e da executiva estadual do PSB", explica.
Já o estudante João, apontado como sucessor político do pai, foi aconselhado pela mãe, Renata Campos, a terminar a faculdade de Engenharia antes de ingressar na política e por isso não deve disputar a eleição de 2016. Mas já discute uma candidatura à Câmara dos Deputados dois anos depois. Ele, que costumava acompanhar o pai e os bastidores da política, engajou-se nas campanhas do PSB na eleição do ano passado. Discursou, por exemplo, em atos de campanha do governador de Pernambuco Paulo Câmara (PSB), apadrinhado por Eduardo Campos, e de Marina Silva à Presidência da República.
Os Arraes contam com mais um nome na política: a vereadora Marília Arraes (PSB). Dissidente do grupo do tio Eduardo Campos, ela fez campanha para o atual ministro da Indústria e Comércio, Armando Monteiro Neto (PTB), adversário de Paulo Câmara ao governo do Estado, em 2014.
Eduardo Campos morreu em um acidente aéreo em 13 de agosto último. O avião que ele estava caiu nas imediações do Canal 3, no Boqueirão em Santos. O Cessna 560 XL vinha do Rio de Janeiro e refazia os procedimentos para o pouso na Base Aérea de Santos. Após arremeter na primeira tentativa, por causa do mau tempo, a aeronave caiu nos fundos de uma residência, atrás de uma academia de ginástica, localizada no perímetro entre as ruas Vahia de Abreu e Alexandre Herculano. Pelo menos 10 imóveis, atingidos no acidente, precisaram ser interditados.
Na hora da tragédia, ventava muito e o tempo estava ruim. Além de Campos, outros seis ocupantes do avião morreram. Onze pessoas ficaram feridas em solo.
Além de Campos, morreram Pedro Valadares, assessor direto; Carlos Augusto Percol, assessor de imprensa; Marcelo Lira, cinegrafista; e Alexandre Severo, fotógrafo oficial, além dos pilotos Marcos Martins e Geraldo da Cunha.
FONTE:
http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/atualidades/familia-de-eduardo-campos-quer-manter-tradicao-politica-e-planeja-candidaturas/?cHash=f1f0634a8817f72980313cba0336feb9Marcadores: candidaturas, Eduardo Campos, família, PSB
Renata Campos grava para programa do PSB
O governador Paulo Câmara (PSB) gravou, nesta terça-feira (3), em Brasília, as inserções do programa partidário do PSB que serão veiculados nos dias 14, 17, 19 e 21. Na propaganda, os socialistas irão mostrar as ideias que defendem para o país e também farão uma homenagem ao ex-governador e ex-presidente nacional da sigla Eduardo Campos, morto em agosto do ano passado.
No final do mês, o governador fará uma nova etapa de gravação. Dessa vez, Paulo Câmara irá gravar sua mensagem para o programa nacional, com 10 minutos de duração. A viúva de Eduardo Campos, a ex-primeira-dama Renata Campos, também participará da peça publicitária, que será exibida no dia 2 de abril.
Nesta terça-feira (3), Paulo Câmara passou o dia em Brasília. O governador, que é vice-presidente nacional do partido, se reuniu com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira. O encontro também contou com a presença do secretário estadual de Planejamento e Gestão, Danilo Cabral, e do presidente da Fundação João Mangabeira, Renato Casagrande.
Nacional
Na reunião, Carlos Siqueira passou para os aliados a pauta do encontro da executiva nacional, que será realizado na próxima quinta-feira. Entre os temas, a questão ética e as reformas política e tributária. Os assuntos foram antecipados para o governador porque ele não poderá participar. Paulo Câmara embarcou nesta terça-feira (3) à noite para o México para receber o prêmio concedido ao Programa Mãe Coruja pela Organização dos Estados Americanos (OEA).
Marcadores: Eduardo Campos, Paulo Câmara, PSB, Renata Campos, viúva do ex-governador
Galo da Madrugada de olhos azuis é homenagem a Eduardo Campos
O artista plástico Sávio Araújo, responsável pela confecção da alegoria do Galo da Madrugada, guardou a sete chaves a homenagem para o ex-governador Eduardo Campos (PSB), que faleceu em um trágico acidente aéreo em agosto de 2014. A alegoria, erguida nessa quinta-feira (12) na Ponte Duarte Coelho, tem os olhos azuis do ex-governador. Sávio afirmou que o detalhe era uma “charada” reservada para os foliões mais atentos.
Em entrevista ao Blog, o artista plástico fez elogios rasgados ao ex-governador e explicou que a intenção era homenagear o “novo Pernambuco”. “O Pernambuco que Eduardo fez crescer, mais do que o País. Esse galo foi feito para Eduardo desde a sua criação”, afirmou Sávio, que acompanhou o enterro de Campos e chorou bastante pelo trágico acidente com o político.
Depois da morte de Eduardo, Sávio conta que optou pelo voto nulo. “Não votei em ninguém. Não quis nem saber de eleição, porque para mim Eduardo seria o presidente do Brasil”, comentou.
A ideia de Sávio, segundo explica, era homenagear, além de Eduardo, os vários elementos da cultura do Estado, entre eles a gastronomia, o Maestro Spok e a tradição do Clube Bola de Ouro.
A escultura tem 27 metros de altura e pesa 33 toneladas. Ele usa um fraque preto, marca do homenageado Maestro Spok, com dragonas de formatos de tapiocas e franjas de nego bom – em referência à culinária do Estado.
Na rua, foliões também fizeram questão de homenagear Campos. Fotos, mensagens e declarações estavam presentes em vários pontos da folia. No café da manhã do Galo, alguns admiradores cumprimentavam o governador Paulo Câmara (PSB) e mostravam as mensagens.
Entre os foliões estava Severino da Paz, 49 anos, que carregava uma foto ao lado do ex-governador. Ele conta que organizou o material para retribuir o apoio dado por Eduardo à candidatura dele para vereador, em 2012. “Ele foi um político brasileiro que nos deu muito orgulho. Precisava homenageá-lo de alguma maneira”, disse.
No Carnaval do ano passado, Eduardo Campos – em plena campanha presidencial – entre um cumprimento e outro pelas ruas apertadas do Centro do Recife, durante a passagem do Galo da Madrugada, aproveitava para improvisar uns passos de frevo ou dançar ciranda.
Em 2014, Eduardo brincou Carnaval no chão acompanhado da viúva Renata Campos, do prefeito Geraldo Julio, do governador Paulo Câmara e senador Fernando Bezerra Coelho. Este ano, o séquito do PSB seguiu apenas com o prefeito, o governador e alguns auxiliares. O senador Fernando Bezerra Coelho não participou da folia com os correligionários.
Marcadores: Carnaval do Recife, Eduardo Campos, Galo da Madrugada
Morto em 2014, Campos é homenageado no carnaval de Olinda
O ex-governador de Pernambuco
Eduardo Campos (1965-2014), morto em um acidente aéreo no dia 13 de agosto do ano passado, foi homenageado nas loas dos maracatus rurais na Cidade Tabajara, em Olinda (PE).
Além de Campos, o escritor e dramaturgo Ariano Suassuna também foi lembrado (1927-2014).
"Eduardo Campos foi um grande incentivador da cultura popular, junto com Ariano Suassuna. Ele deu força e uma nova dimensão ao maracatu", afirmou Pedro Salustiano, filho de Mestre Salu, e organizador do encontro.
"Tivemos muito apoio dele, em todos os aspectos".
A viúva de Campos, Renata, era esperada para a homenagem, mas não compareceu.
Ela não participou de nenhum evento neste
carnaval.
O governador Paulo Câmara (PSB), afilhado político de Campos, recebeu um quadro que retrata o ex-governador, oferecido pela Associação de Maracatus Rurais e prometeu manter o mesmo estímulo à cultura popular dispensado pelo seu antecessor.
FONTE:
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/morto-em-2014-campos-e-homenageado-no-carnaval-de-olindaMarcadores: Carnaval, Eduardo Campos, Governadores, Política no Brasil, Políticos, Políticos brasileiros
PSB questiona investigação do acidente que matou Campos
Brasília - Líderes do
PSB reagiram com surpresa à conclusão das investigações da Aeronáutica que apontou a sucessão de falhas humanas como causa do acidente aéreo que vitimou o presidenciável
Eduardo Campos em 13 de agosto de 2014, conforme revelou nesta sexta-feira, 16, o jornal O Estado de S. Paulo.
Os dirigentes questionam a falta de explicação para o desligamento da caixa-preta de voz e a razão pela qual o piloto Marcos Martins sofreu "desorientação espacial" sem que os aparelhos do moderno Cessna Citation ou o copiloto Geraldo Magela Barbosa percebessem que o jatinho estava em movimento de descida e não de subida.
O vice-governador de São Paulo, Márcio França, e o líder do PSB na Câmara dos Deputados e vice na chapa presidencial de Marina Silva, Beto Albuquerque, contaram que voaram algumas vezes naquela aeronave e que nunca souberam de atritos ou indisposição entre piloto e copiloto.
Ao Broadcast Político, os líderes revelaram que Campos sempre voou na campanha com Martins e Magela e elogiaram a experiência destes profissionais.
"Ele (Campos) gostava muito deles. Se referia a eles como caras hábeis. Só ouvi elogios sobre eles", disse Albuquerque.
França viu o resultado das investigações da Aeronáutica com desconfiança e disse que esperava um trabalho mais "esclarecedor".
O vice-governador de São Paulo põe em dúvida a teoria da "desorientação espacial" do piloto e questiona se é possível que os instrumentos da aeronave e até o copiloto também tivessem perdido a referência do avião em relação ao solo.
"Era preciso que os dois (piloto e copiloto) entrassem em desorientação. Mas até onde sei, os aparelhos não desorientam", afirmou.
Os dirigentes acham difícil um piloto comercial com a experiência de Martins cometer os erros apontados pela Aeronáutica.
"Pode até ser, mas falha humana é uma conclusão simplista", opinou França.
O PSB contratou um técnico em acidentes aeronáuticos para acompanhar as investigações do acidente e avaliar o resultado da apuração oficial.
O partido vai pedir acesso ao relatório da Aeronáutica, mas aguardará a conclusão do inquérito para se posicionar oficialmente.
FONTE:
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/psb-questiona-investigacao-do-acidente-que-matou-camposMarcadores: acidente, Eduardo Campos, falha humana, investigações
Sem Eduardo, Paulo Câmara tem a missão de honrar os mais de 3 milhões de votos
Transformar os três milhões de votos obtidos nas urnas em capital
político será um dos principais desafios do governador eleito Paulo
Câmara (PSB), que inicia o mandato com o intuito de dar continuidade à
gestão de oito anos do ex-governador Eduardo Campos (PSB). Neófito na
política, Paulo terá um dos mais duros embates pela frente – a missão de
se tornar a nova liderança dentro do grupo político e desta vez sem a
figura do padrinho político.
Não é segredo que, no campo econômico, 2015 será um ano difícil.
É consenso entre economistas as dificuldades pelas quais o Brasil vem
passando. O núcleo duro do novo ministério de Dilma é prova das
tentativas feitas pela presidente para escapar da crise.
Em Pernambuco, o cenário não será dos mais otimistas. Deixando as
divergências políticas de lado, o governador eleito deve abrir o diálogo
com a presidente para garantir que tirará do papel boa parte dos
projetos que depedem da abertura dos cofres da União, como as propostas
na área de mobilidade – alguns deles estão travados por falta de
recursos. Um dos exemplos é a navegabilidade pelo Rio Capibaribe,
iniciada em 2012 e estagnada até hoje.
Em entrevista ao
Blog de Jamildo, após participação
na Rádio Jornal, Paulo Câmara mostrou-se ciente da realidade
apresentada, mas adiantou que as articulações só terão início em 1º de
janeiro. “Eu estou muito claro do meu papel e do papel do meu partido em
relação a isso. Vou governar Pernambuco, vou trabalhar muito por esse
Estado, mas vou procurar o governo federal, sempre que entender que
temos questões importantes que eles podem nos ajudar”, afirmou o
governador eleito, que apoiou Aécio Neves (PSDB), durante o segundo
turno eleitoral contra Dilma.
Nas declarações, Paulo procura sempre deixar clara a relação
estritamente institucional que deve manter com a presidente reeleita. “Considero como uma relação necessária, que temos que ter. Eu tenho
essa responsabilidade, a presidente Dilma também. E ela também se
mostrou muito aberta, muito receptiva sobre a gente conversar sobre os
projetos que são de interesse daqui”, explicou o socialista,
acrescentando que ainda não teve nenhuma sinalização de repasse de
recursos do governo federal. “E nem fui atrás. Acho que cabe a nós a
partir de 1º de janeiro”.
Abrandar o fogo amigo dentro do próprio partido também é outra peleja
que Paulo Câmara terá que enfrentar. De técnico a político em menos de
um ano, o economista busca se cercar de novos arranjos e aliados
políticos para enfrentar as críticas dos correligionários, que ainda não
admitem o processo que levou a escolha do nome do novo governador. Na
escolha do secretariado, o senador eleito Fernando Bezerra Coelho (PSB) e
o governador João Lyra (PSB) fizeram queixas às escolhas de Paulo
Câmara.
Quanto às contendas partidárias, o novo govenador procurou
amenizá-las em prol da governabilidade. “Os ruídos que ocorrem, a gente
procura conversar com as pessoas para que eles deixem de ocorrer. Mas é
um desafio permanente de todo governante e de todo dirigente partidário,
que eu sou”, observou.
Eleito por escolha e aval de Eduardo Campos, Paulo Câmara (PSB) vai
assumir – em 1º de janeiro – com a ideia, estratégia e estrutura
copiadas do ex-governador. Seguindo o padrão de Campos, Paulo vai manter
técnicos em pastas-chaves. Nunca antes, no Estado, foi eleito
governador um técnico que saiu direto para o cargo, não passando por
estágios tradicionais como Legislativos ou vice no Executivo.
Sobre a defesa do legado do ex-govenador e padrinho político, Paulo
afirma que continuará a defender o projeto de governo iniciado pelo
socialista. “Me comprometi com a população de Pernambuco, que quer um
governo que continue a forma que Eduardo governava e que cumpra os
compromissos que estão no nosso programa de governo.
FONTE:
http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2014/12/31/paulo-camara-e-missao-de-transformar-3-milhoes-de-votos-em-um-bom-governo/Marcadores: 3 milhões de votos, Eduardo Campos, Paulo Câmara, PSB
Retrospectiva política 2014
O site
http://www.em.com.br fez uma retrospectiva política dos principais acontecimentos do ano de 2014, escrita por sua jornalista
Flávia Ayer. Entre os destaques, a morte do então candidato a presidente do Brasil, pelo PSB, Eduardo Campos, e a tentativa de sua então candidata a vice Marina Silva, de levar seu projeto adiante.
CONFIRA:
http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2014/12/29/interna_politica,603155/o-turbilhao-chamado-2014.shtmlMarcadores: Eduardo Campos, Flávia Ayer, Marina Silva, PSB, Retrospectiva, www.em.com.br
Emocionada, Renata Campos entrega diploma de governador a Paulo Câmara
A ex-primeira-dama de Pernambuco Renata Campos entregou o diploma de
governador de Pernambuco ao ex-secretário da Fazenda Paulo Câmara (PSB),
afilhado político de seu ex-marido e ex-governador Eduardo Campos.
Discreta, Renata não quis conversar com a imprensa ao entrar no Teatro
dos Guararapes para a cerimônia de diplomação do socialista realizada na
tarde desta sexta-feira (19).
O socialista afirmou que o ato da
diplomação é democrático. Também disse estar feliz e garantiu que vai
honrar os votos dados pelos pernambucanos. "Estamos muito próximos do
dia 1º e muito motivados para trabalhar pelo estado". Sobre a diplomação
da presidente Dilma Rousseff (PT), que aconteceu nesta quinta-feira
(18), Câmara afirmou que os dois combinaram para dialogar sobre as
prioridades de Pernambuco e do Nordeste."Dilma foi muito receptiva e
simpática. Ela conhece muito bem os desafios e se colocou à disposição
para ajudar", declarou.
Com relação às prioridades do estado,
Paulo Câmara afirmou que há muitas obras na área de infraestrutura,
especialmente a hídrica e a rodoviária, que estão sendo negociadas junto
ao governo federal. Acrescentou, ainda, que há uma série de projetos
que ele quer levar para consolidar a educação, a saúde e a segurança do
estado e mostrar que é possível levar o modelo de gestão adotado pelo
PSB para outras federações do país.
Sobre o suposto envolvimento
do ex-governador e de seu ex-padrinho político, Eduardo Campos, e do
senador eleito Fernando Bezerra Coelho (PSB) no esquema de corrupção da
Petrobras, Paulo Câmara saiu em defesa dos dois. "É uma situação em que
não há provas e não mostra nenhum fato", disse, acrescentando que Campos
sempre defendeu investigações profundas na estatal. Paulo Câmara disse
também estar consciente de que Eduardo fez um grande governo, sempre em
favor do estado com muita seriedade. "Eduardo combatia como poucos a
corrupção neste país". Os nomes de Eduardo Campos e Bezerra Coelho
estariam entre os 28 citados pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto
Costa em sua delação premiada.
Ainda em seu discurso, o governador eleito fez questão de ressaltar que
vai honrar o legado de Eduardo Campos. "O governo de Eduardo terá
continuidade a partir de primeiro de Janeiro", disse.
Durante a
solenidade, Paulo Câmara exibiu um vídeo em homenagem a Eduardo Campos.
Ele pediu autorização ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral do
estado (TRE-PE), Fausto Campos, que conduziu toda a cerimônia, para
exibir o material. A plateia presente no local acompanhou, em silêncio,
toda a homenagem. No final, o público aplaudiu de pé, entoando o grito
de guerra "Eduardo guerreiro do povo brasileiro!".Na ocasião, também foram diplomados o
vice-governador eleito Raul Henry (PMDB) e o senador eleito Fernando
Bezerra Coelho (PSB). O evento também vai diplomar os 25 deputados
federais e os 49 deputados estaduais eleitos por Pernambuco. Algumas
autoridades, como o governador João Lyra Neto e o prefeito do Recife,
Geraldo Julio, ambos do PSB, acompanham a solenidade.
O governador eleito Paulo Câmara toma posse do governo de Pernambuco no dia 1º de janeiro.
FONTE:
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2014/12/19/interna_politica,550272/emocionada-renata-campos-entrega-diploma-de-governador-a-paulo-camara.shtml Marcadores: Eduardo Campos, Paulo Câmara, PSB, Renata Campos
Governadores eleitos com apoio do PSB querem conhecer modelo de gestão de Pernambuco
Pelo menos três dos aliados do PSB que
venceram as últimas eleições para governar seus estados pediram ao
governador de Pernambuco, João Lyra Neto (PSB), para conhecer o modelo
de gestão com o monitoramento de resultados implantado pelo
ex-governador Eduardo Campos, falecido em um acidente aéreo no último
mês de agosto, quando assumiu em 2007. Foi esse modelo de gestão que
Campos defendeu em sua candidatura presidencial.
Pediram para conhecer o modo como o
Estado é administrado em Pernambuco, os governadores eleitos do Distrito
Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB); do Mato Grosso, Pedro Taques (PDT); e
do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB). Todos apoiavam Campos e,
após a tragédia, a ex-senadora Marina Silva (PSB), na corrida
presidencial, e foram eleitos com o discurso da “nova política”.
O diálogo com esses aliados deve ser
feito pelo secretário estadual de Planejamento, Fred Amâncio. Quando foi
eleito para governar Pernambuco, em 2006, o próprio Eduardo Campos quis
conhecer modelos de gestão inovadores, como o de Minas Gerais, e se
aproximou do Movimento Brasil Competitivo (MBC), do empresário Jorge
Gerdau, que defendia a adoção de algumas práticas da iniciativa privada
na esfera pública.
Marcadores: Eduardo Campos, João Lyra Neto, José Ivo Sartori, Marina Silva, Pedro Taques, PSB, Rodrigo Rollemberg
Nome de Eduardo Campos pode ganhar as ruas
No último dia 4 deste mês, entrou em vigor a Lei estadual nº 15.396, que empresta o nome do ex-governador Eduardo Campos ao novo complexo turístico constituído pelo Porto do Recife, Terminal de Passageiros, Museu Cais do Sertão e pelo Centro de Artesanato de Pernambuco. A proposta, do deputado estadual João Fernando Coutinho (PSB), é a primeira que homenageia o socialista a virar lei na Assembleia Legislativa após a sua morte, ocorrida em 13 de agosto deste ano. A iniciativa, contudo, não deve ser a única. Só na Casa de Joaquim Nabuco há pelos menos outros seis projetos de lei aguardando tramitação para dar o nome de Eduardo a obras e instituições. Na Câmara Federal, há até mesmo uma proposta para alterar o nome do Aeroporto Internacional do Recife, já batizado com o de outro ilustre pernambucano, o do escritor e sociólogo Gilberto Freyre.
A ideia original do deputado federal alagoano João Caldas (SD) mudaria a atual nomenclatura para Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Governador Eduardo Campos, não levando em consideração a honraria já prestada a Freyre. Apensado ao projeto original (7930/14), o deputado federal Pernambucano Gonzaga Patriota (PSB) propôs que o nome de Eduardo fosse acrescido. Assim, o terminal aéreo poderá passar a ter o título de Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre e Governador Eduardo Campos. O autor não vê nenhum problema na proposta. “São duas personalidades do estado. Tudo que for batizado com o nome de Eduardo ainda será pouco”, avaliou Patriota.
Já na Assembleia Legislativa, entre a enxurrada de iniciativas, está a do acréscimo do nome do ex-governador à Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) e à nova Adutora do Agreste. O campeão de solicitações é o deputado estadual Waldemar Borges, líder do PSB na Assembleia e amigo pessoal da família Campos. O socialista propôs três projetos para apreciação de seus pares. O primeiro para dar nome a um ramal que liga a BR-408 à Avenida Belmino Correia, em Camaragibe. O segundo, para que o novo complexo industrial de Bezerros, no Agreste, passe a se chamar Parque Industrial Governador Eduardo Campos. O último, já arquivado, alteraria o nome da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe).
O deputado crê que não há exagero no número de homenagens. “O caso de Bezerros foi uma demanda da cidade, liderada pelo prefeito Branquinho (Severino Otávio), já que Eduardo se empenhou muito para levantar o complexo. O caso do ramal é para colocar o nome dele numa região que será, em poucos anos, um dos polos mais importantes do Grande Recife, por conta da Arena. Eduardo ainda receberá muitas homenagens. Precisamos registrar e mostrar gratidão por sua contribuição para o desenvolvimento de Pernambuco”, ponderou Waldemar.
Brasil afora
A primeira homenagem a Eduardo, no entanto, veio de fora do estado. Poucos dias após a sua morte, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), inaugurou um viaduro em Salvador que recebeu o nome do pernambucano. Eduardo foi companheiro do petista durante o governo do ex-presidente Lula. Ambos faziam parte da equipe ministerial à época. O viaduto integra o Complexo Viário Imbuí-Narandiba, obra orçada em R$ 95 milhões, que corta uma das áreas mais movimentadas da capital baiana. O próprio Jaques Wagner pediu autorização a Renata Campos, viúva de Eduardo, antes de batizar a obra.
FONTE:
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2014/11/09/interna_politica,541499/nome-de-eduardo-campos-pode-ganhar-as-ruas.shtmlMarcadores: Centro de Artesanato de Pernambuco, Complexo Viário Imbuí-Narandiba, Eduardo Campos, Empetur, Jaques Wagner, PSB, Renata Campos, Severino Otávio
Brasil 247:"PSB terá luz própria sem Marina e órfão de Campos?"
Em matéria de ontem, o site Brasil 247 (que possui linha editorial governista) fez uma reportagem a respeito da saída de Marina Silva do PSB (que já estava acertada antes das eleições) e sobre como fica o partido sem Eduardo Campos. O texto tem base na opinião da própria colunista do Brasil 247, Tereza Cruvinel
Abaixo, o texto:
247 - Na próxima semana, o PSB reunirá sua cúpula em Brasília "para assoprar feridas e discutir o futuro, que inclui a separação amigável da Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, que voltará agora a coletar assinaturas para a criação do partido". Uma possível aproximação ao PT é vista como muito difícil neste momento. Quem diz isso é a jornalista Tereza Cruvinel, na postagem mais recente do seu
blog no 247.
"O PSB vem rechaçando a hipótese de reaproximação com o aliado do passado mas, sem Eduardo Campos, enfrenta dificuldades para manter um caminho próprio, fortalecendo-se como alternativa entre o PT e o PSDB, que mais uma vez polarizaram a disputa presidencial. Sem Campos, o PSB não tem um líder de envergadura nacional que una o partido e lhe dê uma perspectiva de poder. Beto Albuquerque, que foi candidato a vice com Marina, é uma liderança sulista, Rodrigo Rollemberg é um nome emergente mas ainda restrito ao Distrito Federal, o governador Renato Casagrande foi derrotado e o ex-presidente do partido, Roberto Amaral, praticamente rompeu com a sigla ao declarar apoio a Dilma. Há uma preocupação é lançar-lhe agora uma ponte de retorno mas ele continua criticando o apoio que o partido deu a Aécio Neves", informa a jornalista.
FONTE:
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/159709/PSB-ter%C3%A1-luz-pr%C3%B3pria-sem-Marina-e-%C3%B3rf%C3%A3o-de-Campos.htmMarcadores: Eduardo Campos, Marina Silva, PSB
PSB se enfraquece em Pernambuco e neta de Arraes ganha força
Família de Eduardo Campos prometeu vitória para Aécio Neves, mas Dilma Rousseff venceu com larga margem no Estado
PSB do ex-governador Eduardo Campos fica enfraquecido em Pernambuco depois da vitória expressiva da presidenta Dilma Rousseff, no último domingo (26), no Estado. No primeiro turno, o partido comemorou a eleição de Paulo Câmara ao governo e de Fernando Bezerra ao Senado. Ambos estavam bem atrás quando Campos ainda era vivo e viraram a disputa de forma surpreendente. A derrota do PT no dia 6 foi enorme. O partido não conseguiu eleger sequer um deputado federal. Com o apoio da família Campos, Aécio Neves considerava Pernambuco um Estado fundamental para fincar um pé no Nordeste, maior reduto de Dilma. A estratégia foi fragorosamente derrotada. Dilma venceu Aécio no Estado por 71% a 29%. Em Recife, a petista alcançou 60% contra 40% do candidato tucano.
Com esse resultado, emerge uma nova líder no PSB: a vereadora recifense Marília Arraes. Também neta do ex-governador Miguel Arraes, Marília rompeu com o primo Eduardo, pouco antes de sua morte, em agosto. Ela havia se rebelado contra a indicação do novo líder da Juventude do PSB em Pernambuco, João Campos, filho de Eduardo. E retirou sua candidatura à Câmara dos Deputados pelo partido.
Marília, então, passou a apoiar Dilma e Armando Monteiro (PTB) ao governo de Pernambucano. Depois da morte de Eduardo, foi impedida por familiares do ex-governador de participar até de seu velório. Com a eleição de Paulo Câmara (PSB) ao governo, ficou isolada. Agora com a vitória de Dilma, Marília ganhou força. Foi ovacionada por petistas na festa da vitória, no Marco Zero de Recife, anteontem. Passa a ser o nome do PSB local com mais trânsito com Dilma e os petistas.
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"Rodrigo, prepare-se: você será governador do Distrito Federal." Essa foi a última frase que o meu amigo, companheiro, e líder insubstituível Eduardo Campos me fez na noite anterior ao acidente que o vitimou. A afirmação ficou martelando um bom tempo na minha cabeça e voltou com toda força no dia de hoje. Neste momento, não poderia deixar de render uma justa homenagem ao meu amigo. Senti muita falta da sua companhia e dos seus conselhos nesta caminhada vitoriosa.
Fui eleito para a maior missão de minha vida. Estou profundamente emocionado, quase sem palavras. Quero agradecer todo apoio que recebi durante essa campanha. Quero agradecer também pela confiança dos brasilienses que me honraram com a sua declaração de voto. Por onde passei, fui recebido com muito carinho. Minha equipe foi sensacional e sempre acreditou nesse sonho que virou realidade. Eles sabiam que era possível mudar!
A vontade de fazer mais por Brasília é permanente e foi há mais ou menos um ano e meio que começamos a construir o nosso plano de governo junto com a população. Ouvimos especialistas e mais de 2 mil pessoas. Tenho a convicção de que a grande sabedoria de um governador é saber ouvir. E é assim que vamos governar: escutando e trocando ideias. Vamos estabelecer um diálogo, permanente, aberto e franco com todos.
Estou convencido de que um governador que faz isso pode acertar muito mais. Se depender do meu empenho, Brasília voltará a ser exemplo de políticas públicas modernas, ousadas e inovadoras. Me preparei para isso. Se fosse para fazer mais do mesmo, não me colocaria como candidato a governador.
Peço a Deus que me dê proteção, discernimento e inspiração para seguir firme nessa nova jornada. Darei o melhor de mim para sempre estar à altura da confiança de toda a nossa gente. Muito obrigado e vamos em frente!
FONTE: Página oficial do candidato no Facebook
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O PSB contra o maniqueísmo
Para haver um futuro é preciso romper com o sempre igual
Para que se possa compreender as razões que levaram o Partido Socialista Brasileiro ‒ PSB a optar pelo apoio programático à candidatura do Senador Aécio Neves é preciso partir de um elemento de realidade, que já estava posto e caracterizado, quando nosso saudoso Governador Eduardo Campos decidiu-se por protagonizar a luta pela mudança da qualidade de nossa práxis política: as realizações do PT de Lula não são as mesmas de Dilma Roussef.
O diagnóstico não tinha por fundamento os nomes ou as habilidades de cada qual. Referia-se de forma direta ao fato apontado por vários teóricos da política, segundo o qual há um envelhecimento de ideais, inerente à permanência no poder. Esse processo de fadiga prática e teórica leva, não raro, à aristocratização de lideranças que, na origem, eram comprometidas com as causas populares. Ou seja, o PT que está no poder há 12 anos envelheceu e se afastou de sua base social e de seus ideais políticos.
Impunha-se, portanto, como tarefa política, criar para os brasileiros uma oportunidade concreta de alternância, que é um princípio básico do regime democrático, ao qual nosso Partido se engajou sem qualquer ambivalência, já no momento de sua fundação, em 1947.
Essa qualificação pode parecer estranha, mas é relevante no contexto de época e também na atualidade, quando se tenta sacrificar um princípio do regime democrático, em nome de uma tentativa de apropriação das causas populares, por uma única agremiação partidária. Ora, os que de fato são democratas não podem partilhar da ideia de uma democracia condicional, ou seja, que só é boa quando as forças pelas quais militam vencem.
A análise qualificada do cenário político exige deixar de lado o maniqueísmo simplório, que ao longo de toda a história justificou os totalitarismos à direita e à esquerda. Nesse sentido preciso, o PSB se mantém fiel a suas tradições e recusa as pechas que servem a um discurso que se aproxima dos malfadados ideais do partido único.
Nota-se, em complemento, que a aproximação com o PSDB não é incondicional e está baseada em diretrizes programáticas com base em sugestões do PSB. Daí porque, a nossa firme decisão em apoiar de forma entusiástica a candidatura de Aécio Neves à presidência da República.
Quanto às questões que maculariam nossa coligação, comparativamente a uma hipotética via de aliança com o PT, ou seja, desaparelhamento do Estado, favorecimento do grande capital, renuncia à sua soberania nacional e aliança com o capital financeiro internacional, basta recordar que o petismo que chegou ao poder se valeu de um quadro ligado à banca internacional, eleito pelo PSDB de Goiás, Henrique Meirelles, que veio a ser Presidente do Banco Central do Brasil – o que assegurou ganhos posteriores inusitados para instituições financeiras nacionais e internacionais.
O fato de que o PSB não se veja na condição de proprietário da verdade lhe permite entender que há uma possibilidade libertária na atual conjuntura, ou seja, desfazer o equívoco de que o futuro já tenha sido inventado por inteiro, por um único sujeito político. O futuro que vislumbramos guarda diferentes ordens de possibilidades e nos orientamos em direção a ele tendo por farol nossos valores históricos, democráticos e não a adesão acrítica a ideais que não nos pertencem.
Eduardo Campos compreendeu que um ciclo hegemônico se esgotara e com ele o dinamismo de nosso desenvolvimento econômico e social. O PSB, que sempre se posicionou em prol das causas populares, teve a coragem de extrair de sua leitura de conjuntura as devidas consequências políticas: precisamos recompor os fundamentos que permitirão melhorar a qualidade de vida de nossa gente. Para isso, é preciso ter a ousadia da mudança!
CARLOS SIQUEIRA , 59, advogado, é presidente Nacional do PSB e da Fundação João Mangabeira.
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Campos diz que fará reforma tributária sem aumento de imposto
O candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB) se comprometeu hoje (5) a fazer uma reforma tributária, se eleito, sem aumento de impostos. Durante encontro com entidades representativas dos fiscos municipais, estaduais e federal, no Rio de Janeiro, ele recebeu documento que propõe reduzir a tributação sobre as classes de menor renda. O texto defende uma arrecadação progressiva e com menor carga sobre o consumo.
Ao receber as propostas, o presidenciável classificou como “injusta” a carga tributária no país, por induzir a reprodução de desigualdades socioeconômicas. “De um lado, como foi dito aqui, temos entre 35% a 37,5% de carga tributária no Brasil e, por outro lado, uma sociedade querendo serviço e qualidade de vida melhor, com saúde e educação”, afirmou. Ele se comprometeu a envolver estados e municípios nas mudanças.
Campos concordou com as instituições fiscais, que calculam em 60% a defasagem da tabela do Imposto de Renda, e se comprometeu com a solução do problema, além de criticar os “fundamentos injustos” para se determinar o valor de impostos. “Não dá para achar que é normal o Imposto de Renda incidir na renda de alguém que ganha R$ 1,8 mil. Não é normal pagar tributos em moto de 125 cilindradas, que leva o trabalhador para o seu trabalho na construção civil, e não cobrar de uma aeronave particular”, afirmou.
O candidato também questionou a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de carros e a taxação mais alta das bicicletas, veículos não poluentes, e disse que o sistema tributária deve favorecer o modelo de desenvolvimento do país. “Ou seja, se tem alguém que produz poluindo menos, não pode ser tratado como o empreendimento que polui mais. Se a aposta é em ciência, tecnologia e inovação, não pode ser tratado como alguém que não quer inovar”.
Durante o evento, sua candidata à vice-presidência, Marina Silva, disse que é necessário um sistema tributário mais simples e transparente, com “justiça tributária”. Para eles, sem a reforma tributária, os avanços sociais serão diluídos. Para eles, mudanças na tributação devem ter como meta “liberar a renda dos mais pobres para o consumo e desonerar investimentos”.
O presidente do Sindifisco Nacional, Cláudio Damasceno, explicou que a última correção da tabela do Imposto de Renda, com base no aumento da inflação, foi feita em 1996. “Se fizéssemos a correção, o limite de isenção saltaria de R$ 1.787 para cerca de R$ 2,8 mil, ou seja, aproximadamente 60% [de crescimento] do atual. Isso significa que, se o governo corrigisse a tabela, as pessoas que ganham nessa faixa de renda não precisaram pagar o imposto que estão pagando hoje”, explicou.
Os representantes da Chapa Unidos pelo Brasil acrescentaram que, para dar conta dos desafios na área tributária e para aperfeiçoar a democracia, o serviço público deve ser fortalecido. Na área fiscal e trabalhista, por exemplo, são necessários concursos para recompor os quadros, citou Campos.
|Fonte:http://www.jb.com.br/eleicoes-2014/noticias/2014/08/05/campos-diz-que-fara-reforma-tributaria-sem-aumento-de-imposto/
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Em São Luís, Campos reafirma distância perante Sarney
candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, voltou a dizer nesta quinta-feira, 10, no Maranhão, que o grupo político do senador José Sarney (PMDB) será oposição num eventual governo seu e da candidata a vice-presidente Marina Silva. Campos disse ainda que seus dois principais adversários nas pesquisas, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB), pretendem manter esse grupo no governo.
"Quem quiser prestar uma homenagem ao Sarney vota na Dilma, quem quiser continuar com Sarney no governo pode votar também do Aécio. Todo mundo sabe que esse PMDB está com o pé em duas canoas. A única canoa em que ele não bota o pé é a nossa porque a nossa canoa é da renovação política", disse a jornalistas em São Luís, ressaltando ser ele o primeiro candidato "em 50 anos" a se posicionar dessa forma no Brasil.
Sobre o palanque duplo no Estado - os candidatos ao governo maranhense Flávio Dino (PCdoB) e Zé Luís Lago (PPL) -, Campos evitou se posicionar e não respondeu em quem votaria se fosse eleitor maranhense. O pessebista reforçou apenas que o Estado vive um ciclo de mudança, com a saída do grupo de poder de Sarney, e que por isso tem um valor simbólico para sua campanha e de Marina. "Estamos aqui em sinal de respeito à luta da oposição no Maranhão", disse explicando porque a campanha dos dois no Nordeste se iniciava ali.
Depois de fazer o primeiro ato de campanha no domingo ao lado de Marina na comunidade do Sol Nascente, em Ceilândia, cidade-satélite de Brasília, Campos partiu para o Nordeste. Na quarta-feira iria para Fortaleza, mas desistiu após a derrota acachapante de 7 a 1 da seleção brasileira para a Alemanha na terça. Seguiu nesta quinta para o Maranhão e, na sexta-feira, 11, vai para o Rio Grande do Norte.
Fonte:https://br.noticias.yahoo.com/s%C3%A3o-lu%C3%ADs-campos-reafirma-dist%C3%A2ncia-sarney-200700819.html
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EDUARDO QUER VALADARES À FRENTE DA CAMPANHA EM SE
O presidenciável Eduardo Campos (PSB) mostrou-se feliz com a aceitação do senador Antonio Carlos Valadares (PSB/SE) ao convite para coordenar a campanha dele no estado de Sergipe. Estou tranquilo porque sei do seu trabalho, senador. Sei que dará tudo certo, reagiu Campos à concordância de Valadares ao convite pessoal.
Faremos um trabalho forte na certeza de que o nome de Eduardo Campos irá surpreender nas urnas em Sergipe, avaliou Valadares.
Já na manhã desta quarta-feira, 09/07, o senador Valadares reuniu a diretoria estadual, lideranças e colaboradores para traçar um planejamento estratégico da campanha, que terá o slogam: Eu voto em Eduardo Campos - 40.
A campanha de Eduardo Campos será coordenada por Valadares, integrando os membros do PSB/SE e da Rede Sustentabilidade.
O coordenador informa que a agenda de trabalhos prevê a realização de um Seminário Estadual, mobilização de lideranças, realização de eventos e forte utilização das ferramentas de comunicação social, como internet, televisão, material gráfico, jingles e outros.
Estamos iniciando um trabalho forte de comunicação nas redes sociais, carros-de-som e preparando os vídeos de campanha, antecipou o senador.
Durante o encontro, o senador Valadares fez questão de evidenciar a importância do fortalecimento, através do empenho pessoal, em favor dos candidatos: Jackson Barreto, governador; Belivaldo Chagas, vice-governador; Rogério Carvalho, senador.
É hora de arregaçar as mangas e levar o nosso projeto político à casa de cada sergipano, incentivou o coordenador.
Por Eliz Moura
Fonte: http://www.faxaju.com.br/conteudo.asp?id=186028
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Governo 'constrange' PSB para enfraquecer Campos, diz líder na Câmara
Líder da bancada do PSB na Câmara dos Deputados, o gaúcho Beto Albuquerque é um fiel aliado do governo Dilma Rousseff no Congresso. Nos últimos meses, à medida em que o principal nome do seu partido, o governador Eduardo Campos (PE), começou a ensaiar a candidatura à Presidência da República, Beto Albuquerque notou que a relação com o governo federal mudou. Lideranças do PSB, especialmente prefeitos e governadores, têm retornado de Brasília com as mãos vazias. "Todo prefeito, todo governador tem de fazer investimentos. Aí o negócio demora, não assina, não libera...", disse o deputado. Pelo menos três governadores do PSB - Camilo Capiberibe (AP), Cid Gomes (CE) e Renato Casagrande (ES) são contra o voo de Campos. Mas, para Beto Albuquerque, a base do PSB quer o contrário: "O PSB não é um partido que decide por cúpula ou por capa preta. O PSB tem base política e social, 90% do partido deseja ter um candidato". Leia a entrevista ao site de VEJA.
Lideranças do PSB realmente não querem a candidatura do Eduardo Campos à Presidência?
Tem gente no nosso partido que demonstra certa preocupação com a candidatura e com as implicações nos estados, o que eu considero natural que ocorra nessa época. Mas o partido, no momento certo, vai tomar uma decisão em convenção. E quando decidir o jogo vai estar jogado.
A candidatura Eduardo Campos é um projeto do partido ou desejo pessoal do governador de Pernambuco?
O PSB não é um partido que decide por cúpula ou por capa preta. O PSB tem base política e social. Noventa por cento do partido deseja ter um candidato: os movimentos sociais, juventude, mulheres, movimento popular, movimento sindical, LGBT... São movimentos que têm se posicionado muito claramente em muitos estados pelo desejo de o partido ter protagonismo.
Que peso a posição dos governadores Camilo Capiberibe, Cid Gomes e Renato Casagrande e do ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional), contrários à candidatura de Campos, pode ter na decisão do PSB?
Há um grau de constrangimento de muitos gestores nossos em relação ao dedo do governo, à interferência do governo federal. O Brasil tem o pacto federativo às avessas, o governo federal tem tudo na mão: poder, caneta, Orçamento. É evidente que prefeito ou governador se sente constrangido a essa altura do campeonato, ou até ameaçado se tomar certas posições. Tem muito companheiro nosso que andou falando por em adotar o jogo do me engana que eu gosto: 'Se o governo quer ouvir que eu sou contra, então tá, eu sou contra'. Só para não criar ruído na relação federativa. O lamentável disso tudo é que dinheiro público do BNDES ou do Orçamento não é do governante, é do povo. Então não tem que ter condição nenhuma. Mas pelo visto tem algumas figuras que acham que tem. A presidente Dilma não compactua com esse tipo de coisa, mas ela vai ter que olhar para dentro do governo, porque tem muita gente falando em nome dela.
Até que ponto isso é só conversa de integrantes do governo com os gestores do PSB? Quando passa a ser pressão?
As coisas, para o PSB, não estão andando normalmente. Muitos de nós estamos nos sentindo constrangidos. Inclusive lideranças nossas que deram entrevistas. É melhor entrar no jogo do me engana que eu gosto do que dizer a verdade para não ser frustrado nos seus projetos. Temo muito quando tem gente que acha que é dono do dinheiro público.
O senhor pode citar algum exemplo?
Todo prefeito, todo governador tem de fazer investimentos. E, hoje, para fazer investimento você tem que botar não o pires, mas o prato na mão e ir lá atrás de financiamento. Aí o negócio demora, não assina, não libera. Quer dizer, o constrangimento fica implícito, não é?
O senhor pode citar um caso específico?
É algo que sentimos. Agora, quanto mais nos constrangerem, mais convicção teremos para continuar nossa caminhada. Não é um ministério aqui ou ali que vai substituir nossa linha ideológica e política. Verbas e cargos não são ideologia.
E a ideia é sair ou continuar na base da presidente Dilma?
Se tivermos candidato vamos sair a tempo de ela entender, não vamos ficar no governo, evidentemente. Mas vamos tomar essa decisão na hora certa. Agora, se continuar esse nível de constrangimento, daqui a pouco não precisa nem ter candidato para pensar nisso. Não estamos fazendo nada de errado. Estamos exercendo o protagonismo de um partido que cresceu e tem o governador com melhor taxa de aprovação do país. Eduardo Campos é uma das cinco lideranças políticas do Brasil. Estamos exercendo nosso direito. Que mal tem nisso? Ou será que o ministro Joaquim Barbosa tem razão de que partido aqui é só de faz de conta? Partido que existe e não disputa nem concorre a nada porque tem medo de perder verba é o que, se não um partido de faz de conta? Não somos um partido de mentirinha.
O governador da Bahia Jaques Wagner, petista, disse a VEJA que 2018 seria o ano ideal para a candidatura de Campos. Concorda?
Nós não acreditamos nisso. Nem em município isso acontece, imagina numa disputa presidencial. Não existe 2018 sem 2014, tampouco existe no horizonte do PT qualquer experiência já vivida ou propósito de entregar o seu espaço para alguém, seja no presente, seja no futuro. Tem uma fila de dez no PT querendo tentar a presidência em 2018. Inclusive o Jaques Wagner.
Fonte:
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/governo-constrange-psb-para-enfraquecer-campos-diz-lider-na-camara
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Planalto se alia ao PT para dar freio no PSB do Nordeste
O Palácio do Planalto passou a estudar a dedo o impacto político de medidas e nomeações do governo federal no Nordeste a fim de evitar que o PSB seja o principal partido beneficiado. Dos três Estados mais importantes da região, dois são comandos por socialistas (Ceará e Pernambuco) e um pelo PT (Bahia).
“Existe uma disputa por hegemonia entre o PT e o PSB no Nordeste”, reconhece um líder no Senado com trânsito no Planalto. Respectivamente, em Pernambuco e no Ceará, Eduardo Campos e Cid Gomes, do PSB, estão em segundo mandato. Governador na Bahia pela segunda vez, Jaques Wagner é o contraponto do PT.
Na avaliação de palacianos, também por ser presidente do nacional do PSB, Campos tem capitalizado mais iniciativas do governo federal no Nordeste do que integrantes do PT. A luz amarela do Planalto acendeu, sobretudo, depois que Campos fez uma aliança com o prefeito de São Paulo e presidente do PSD, Gilberto Kassab.
Com o seu PSD, Kassab amealhou deputados em todos os partidos (detalhe: menos no PSB) e tem a quarta maior bancada da Câmara. Para o futuro, não é descartada uma fusão entre o PSD e o PSB. “Com Kassab, Campos ganhou um braço no Sudeste para seu projeto de chegar ao comando do Palácio do Planalto, que pode ser em 2014 ou 2018”, avalia um governista.
A operação de dar um basta no avanço de Campos tem o aval da presidenta Dilma Rousseff. Alguns petistas culpam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo crescimento de Campos. “O Lula deu muita corda para o Eduardo. Agora a Dilma vai ter de dar um freio”, afirmou um deputado petista da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB).
A vitória da mãe
O maior exemplo foi a eleição da deputada Ana Arraes (PSB-PE), mãe de Campos, como ministra do Tribunal de Contas da União (TCU). Apesar da presença de Aldo Rebelo, seu ex-ministro de Articulação Política, Lula declarou voto em Ana Arraes. A maioria do PT paulista, porém, votou no deputado comunista, que hoje é ministro do Esporte.
Ainda no ano passado, Dilma retardou ao máximo a nomeação de indicados do PSB em cargos de estatais no Nordeste. Em dezembro, saiu finalmente a nomeação de João Bosco de Almeida para a presidência da Companhia Hidro Elétrica do Nordeste (Chesf). A presidenta também não postergou a reestruturação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste.
Apesar do “freio” de Dilma, petistas têm se preocupado em não transformar Campos em adversário. “No fundo, no fundo existe uma disputa, mas ela é natural. Afinal de contas, os oito anos de governo Lula acabaram com as oligarquias, com o jeito antigo de fazer política. E o PT e o PSB se fortaleceram”, afirma o deputado José Nobre Guimarães (PT-CE).
A preocupação é com 2014, mas já em 2012 a disputa entre socialistas e petistas poderá ocorrer. Em Fortaleza, ainda não há acordo entre a prefeita Luizianne Lins e o governador cearense Cid Gomes (PSB) lançarem um candidato único.
Em Recife, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), ainda é opção para concorrer contra a reeleição do prefeito João da Costa (PT), cuja candidatura é questionada ainda dentro do seu próprio partido.
Costa enfrenta a concorrência do ex-prefeito João Paulo (PT). Outra opção é o senador Humberto Costa (PT-PE). Deputado federal licenciado e secretário de governo do Estado de Pernambuco, Maurício Rands.
Na semana passada, o Planalto tentou demonstrar solidariedade em meio à crise envolvendo Fernando Coelho, acusado de prestigiar parentes e aliados políticos com verbas da Integração. No entanto, durante a sessão do Congresso na qual foi ouvido, o PMDB saiu mais em defesa de Coelho do que o PT.
Fonte: Ultimo segundo/ politica http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/planalto-se-alia-ao-pt-para-dar-freio-no-psb-do-nordeste/n1597574713520.html
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