27.4.15

Em julgamento de ação proposta pelo PSB, TSE multa coligação de Dilma

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aplicou multa de R$ 30 mil à Coligação Com a Força do Povo, pela qual Dilma Rousseff (PT) se reelegeu presidente em 2014, por uso irregular de propaganda eleitoral por meio do site "Muda Mais". A decisão foi tomada por maioria dos ministros - seis votos favoráveis e um contrário - durante o julgamento de uma representação apresentada pelo PSB, partido pelo qual Marina Silva disputou as eleições presidenciais.

Os ministros entenderam que houve irregularidade no uso do site "Muda Mais", que foi inicialmente registrado em nome de uma empresa de publicidade, a Pólis Propaganda, infringindo a legislação eleitoral. A lei prevê que o partido tem de registrar o site em seu nome e comunicar ao TSE a existência do domínio como fonte de propaganda eleitoral. A penalidade foi aplicada também à Pólis Propaganda, que foi temporariamente detentora do domínio. A página chegou a ser suspensa em setembro do ano passado, em decisão liminar, mas voltou ao ar depois de o domínio ter sido transferido para o Partido dos Trabalhadores (PT).

O ministro Gilmar Mendes, aproveitou seu voto para dirigir críticas à forma como foi feita a comunicação da campanha de Dilma Rousseff, dizendo que o caso é um "convite à fraude". "Esse site (Muda Mais) era extremamente conhecido por dar subsídio de dados para os blogueiros sujos", disse o ministro, que também compõe o Supremo Tribunal Federal (STF). Gilmar lembrou ainda que o Muda Mais pertencia ao jornalista e ex-secretário de Comunicação Social do governo, Franklin Martins, a quem chamou de "especialista nesse tipo de jogo".

O ministro relator, Admar Gonzaga, acabou vencido. Ele votou pela aplicação de penalidade apenas à empresa de propaganda. Quanto à Coligação pelo descumprimento da legislação eleitoral, ele entendeu que houve erro, mas não viu necessidade de aplicação de multa. Já o ministro Henrique Neves, que tomou posse na última semana, votou pela aplicação da multa apenas à empresa de propaganda, mas teve sua argumentação rebatida pelo presidente da Corte, o ministro Dias Toffoli, que foi seguido pelos demais ministros que participaram da sessão.

"O conjunto da obra é que se estava fazendo propaganda paralela através de uma empresa privada", disse Toffoli. Para ele, a penalidade deve ser aplicada também à coligação já que a agremiação partidária tinha conhecimento da irregularidade. "É obvio que a coligação sabia disso. A coligação sabia e assumiu", disse, citando a mudança na titularidade da empresa para a coligação logo após o site ter sido suspenso. Votaram junto com o presidente os ministros Luiz Fux, João Otávio de Noronha, Maria Thereza e Gilmar Mendes.

FONTE: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2015/04/23/interna_politica,640384/tse-aplica-multa-de-r-30-mil-a-coligacao-de-dilma-por-propaganda-irregular.shtml

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22.10.14

Segundo turno deve consolidar encolhimento do PSB em nível nacional

Em sua coluna dessa segunda-feira (20), no site do UOL, o jornalista Fernando Rodrigues fala do encolhimento do PSB na eleição majoritária, um paradoxo se comparado ao crescimento de 46% nas eleições de 2010. Para o colunista, o segundo turno vai consolidar o encolhimento do partido no tabuleiro político brasileiro. 
Hoje o partido governa cinco Estados, inclusive o Espírito Santo, mas ao fim do processo eleitoral deve manter apenas duas ou três unidades federativas. O partido que vinha sendo cotado para dar sequência ao projeto da esquerda no País, com o esgotamento natural do ciclo d PT, sai achatado das eleições deste ano. 
Mas a partir da precipitação do partido que lançou a candidatura de Eduardo Campos, uma série de situações se repetiu nos Estados. No Espírito Santo não foi diferente. Para os meios políticos, o governador Renato Casagrande, que vinha mantendo uma posição de neutralidade, na tentativa de atrair o PT ou o PSDB para seu palanque, anunciou antecipadamente seu apoio à candidatura de Eduardo Campos (PSB), o que prejudicou sua movimentação entre lideranças do Estado.
Com a derrota de Marina Silva, o governador Renato Casagrande seguiu a linha de seu grupo dentro do partido e declarou apoio a Aécio Neves, assim como seu adversário, Paulo Hartung (PMDB), o que não cria o contraponto e não fortalece o governador em fim de mandato.
Posição diferente teve seu colega de partido na Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), que conseguiu uma virada na disputa estadual contra o tucano Cassio Cunha Lima. Mesmo sendo do PSB, Coutinho declarou apoio à reeleição da presidente Dilma, criando assim um espaço para a disputa no segundo turno. 
Este encolhimento é mais um desafio que deve levar as lideranças do PSB à reflexão até 2018. O partido, que saiu menor da eleição vai ter que buscar um espaço de discussão para tentar se reerguer politicamente e credenciar às próximas disputas. 
Neste sentido, o papel do governador Renato Casagrande, recentemente reconduzido à Secretaria–geral do partido, também passa pela recomposição do capital político do PSB.

Fonte: http://seculodiario.com.br/19425/8/segundo-turno-deve-consolidar-encolhimento-do-psb-em-nivel-nacional-1

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PSB apoia Aécio, porém mostra simpatia por Dilma

inhados às orientações do partido em níveis nacional e estadual, os diretórios do PSB no Grande ABC indicaram apoio ao candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB). Porém, em Diadema e Mauá, a adesão ao tucano foi firmada com pesar, já que dirigentes não escondem que a preferência era pela presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição.
O presidente da legenda em Diadema, Manoel José da Silva, o Adelson, disse estar respeitando as orientações do PSB, porém, revelou ser simpatizante de Dilma. “Nunca desacatei a posição do partido. Minha preferência pessoal, sem dúvida, é a Dilma, mas estou apoiando o Aécio. Sou político partidário, tem de respeitar a sua casa”, afirmou Adelson, concluindo que não vai influenciar na decisão de seus correligionários. “Não vou punir nenhum militante do PSB que apoie Dilma, até por contexto histórico. O PSB, junto com o ex-presidente Lula, ajudou a mudar o País.”
Perguntado se iria seguir a suas preferências e votar na petista, o presidente do PSB em Diadema desconversou. “Não é porque gosto da minha mãe que vou votar nela.”
Outro que não parece ter gostado da decisão do PSB foi o presidente da legenda em Mauá, Carlos Wilson Tomaz. Ele é secretário municipal de Segurança Pública do governo mauaense de Donisete Braga (PT), que apoia Dilma. “Estamos seguindo as instruções dos diretórios nacional e estadual”, se resumiu.
Perguntado se não seria contraditório estar trabalhando em um governo petista, da base de Dilma, e apoiando Aécio, Tomaz se sentiu desconfortável e apenas falou que os fatos “são coisas diferentes”.
Nos dois maiores colégios eleitorais do Grande ABC, o PSB aderiu integralmente à campanha de Aécio.
Em São Bernardo, o vereador Antonio Cabrera (PSB), vestiu a camisa do tucano e embarcou na campanha. “Já estive com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) fazendo campanha para o Aécio (ato ocorrido no domingo, no Jardim Silvina, em São Bernardo). Estou respeitando o partido e, ao mesmotempo, apoiando a nossa região, que mostrou estar querendo mudanças. Acho importante ter alternância no poder. Sem falar mal de ninguém, mas é sempre bom mudar”, opinou.
Já em Santo André, o vereador Almir Cicote (PSB), que foi candidato a deputado estadual, já havia demonstrado que faria oposição a Dilma Rousseff (PT) logo depois do primeiro turno. À ocasião, Cicote, falou que não daria para apoiar quem “usou de todos os tipos de baixarias para atacar a candidata (à Presidência da República) Marina (Silva, PSB) e que durante o processo eleitoral em Santo André o castigou tanto”. 
Fonte: http://www.dgabc.com.br/Noticia/1011133/psb-apoia-aecio-porem-mostra-simpatia-por-dilma?referencia=minuto-a-minuto-topo

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21.10.14

PSB-BA explica por que apoia Dilma e critica PT e PSDB



Três dias após ter anunciado apoio à presidenciável Dilma Rousseff (PT), a senadora Lídice da Mata (PSB), derrotada nas eleições para o governo do Estado, publicou na página dela no facebook um texto intitulado Conclamação aos socialistas. No documento, postado na noite da última segunda-feira, 13, e assinado por ela e nomes como Luiza Erundina, Roberto Amaral e Domingos Leonelli, entre outros, é feita uma crítica tanto ao PT quanto ao PSDB, considerados "faces da mesma moeda".
"Nos governos dirigidos pelo PSDB por oito anos e pelo PT por 12, assistimos ao enfraquecimento do Estado com privatizações de setores estratégicos e arrocho salarial, embora com indiscutível estabilização da moeda. Assistimos, também, aos avanços de relevantes projetos de inclusão social. Mas, não se alteraram as práticas de uma política velha, com alianças danosas e práticas de clientelismo e corrupção", ressalta-se no texto.
A postagem recebeu inúmeros comentários com críticas e elogios. "Terceira via com o continuísmo de 12 anos do PT. Quem realmente é o PSB na Bahia ?", afirmou um dos usuários. "Senadora, você representa a verdadeira ideologia do PSB", elogiou outro.
Procurada pela reportagem, Lídice repetiu o discurso do PSB como terceira via e disse que não vê contradição em fazer as críticas e apoiar Dilma, cujo projeto é "mais próximo do campo ideológico e político do PSB". Segundo ela, a executiva estadual do PSB deu um "apoio crítico" ao PT.
"O apoio a Dilma numa eleição polarizada não nos coloca submetido ao PT e nem a Dilma. Não nos incorporamos ao PT e nem negociamos cargos. Não há incoerência. Não é um apoio de adesão ao projeto completo. É mais coerente apoiar Dilma do que Aécio", frisou.
Lídice afirmou também que integrantes do partido já estão se articulando com a direção do PT na Bahia para ver como o PSB pedirá votos para a candidata petista.
Contramão
A decisão da senadora vai de encontro a da executiva nacional do PSB e de Marina Silva que decidiram por apoiar o presidenciável Aécio Neves (PSDB). O documento que enumera "valores socialistas" é, segundo Lídice, justamente por conta do apoio dado ao peessedebista.
"Claro que achamos que a nacional está ferindo os princípios do nosso partido ao apoiar Aécio. Não creio que a candidatura dele se aproxima mais do PSB que esteve na oposição", acrescentou a senadora.
Já o documento postado, destaca que "a decisão da executiva nacional foi eleitoral e episódica e não fala para a política, a esquerda e o socialismo renovador". "Insistimos na denúncia desse dualismo e permanecemos unidos na construção de uma terceira via que ofereça ao povo efetivas condições de escolha", frisa, ainda, o texto publicado.
Racha
Os diferentes apoios dados pelo PSB criaram um racha no partido. "O PSB sai dessas eleições em pedaços e vai ser difícil juntar os cacos", postou um dos usuários da rede social. Lídice disse que ainda é cedo para traçar os novos rumos. "Todos os partidos vivem esse processo. É um jogo para frente. Ninguém tem bola de cristal. O PSB sofreu uma derrota. Reafirmamos nessa nota os valores para que o partido tenha condições de se reorganizar", destacou a senadora.

Fonte: http://atarde.uol.com.br/politica/eleicoes/noticias/1631126-psb-explica-por-que-apoia-dilma-e-critica-pt-e-psdb

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O PSB contra o maniqueísmo





Para haver um futuro é preciso romper com o sempre igual
 
Para que se possa compreender as razões que levaram o Partido Socialista Brasileiro ‒ PSB a optar pelo apoio programático à candidatura do Senador Aécio Neves é preciso partir de um elemento de realidade, que já estava posto e caracterizado, quando nosso saudoso Governador Eduardo Campos decidiu-se por protagonizar a luta pela mudança da qualidade de nossa práxis política: as realizações do PT de Lula não são as mesmas de Dilma Roussef.
 
O diagnóstico não tinha por fundamento os nomes ou as habilidades de cada qual. Referia-se de forma direta ao fato apontado por vários teóricos da política, segundo o qual há um envelhecimento de ideais, inerente à permanência no poder. Esse processo de fadiga prática e teórica leva, não raro, à aristocratização de lideranças que, na origem, eram comprometidas com as causas populares. Ou seja, o PT que está no poder há 12 anos envelheceu e se afastou de sua base social e de seus ideais políticos.
 
Impunha-se, portanto, como tarefa política, criar para os brasileiros uma oportunidade concreta de alternância, que é um princípio básico do regime democrático, ao qual nosso Partido se engajou sem qualquer ambivalência, já no momento de sua fundação, em 1947.
 
Essa qualificação pode parecer estranha, mas é relevante no contexto de época e também na atualidade, quando se tenta sacrificar um princípio do regime democrático, em nome de uma tentativa de apropriação das causas populares, por uma única agremiação partidária. Ora, os que de fato são democratas não podem partilhar da ideia de uma democracia condicional, ou seja, que só é boa quando as forças pelas quais militam vencem.
 
A análise qualificada do cenário político exige deixar de lado o maniqueísmo simplório, que ao longo de toda a história justificou os totalitarismos à direita e à esquerda. Nesse sentido preciso, o PSB se mantém fiel a suas tradições e recusa as pechas que servem a um discurso que se aproxima dos malfadados ideais do partido único.
 
Nota-se, em complemento, que a aproximação com o PSDB não é incondicional e está baseada em diretrizes programáticas com base em sugestões do PSB. Daí porque, a nossa firme decisão em apoiar de forma entusiástica a candidatura de Aécio Neves à presidência da República.
 
Quanto às questões que maculariam nossa coligação, comparativamente a uma hipotética via de aliança com o PT, ou seja, desaparelhamento do Estado, favorecimento do grande capital, renuncia à sua soberania nacional e aliança com o capital financeiro internacional, basta recordar que o petismo que chegou ao poder se valeu de um quadro ligado à banca internacional, eleito pelo PSDB de Goiás, Henrique Meirelles, que veio a ser Presidente do Banco Central do Brasil – o que assegurou ganhos posteriores inusitados para instituições financeiras nacionais e internacionais.
 
O fato de que o PSB não se veja na condição de proprietário da verdade lhe permite entender que há uma possibilidade libertária na atual conjuntura, ou seja, desfazer o equívoco de que o futuro já tenha sido inventado por inteiro, por um único sujeito político. O futuro que vislumbramos guarda diferentes ordens de possibilidades e nos orientamos em direção a ele tendo por farol nossos valores históricos, democráticos e não a adesão acrítica a ideais que não nos pertencem.
 
Eduardo Campos compreendeu que um ciclo hegemônico se esgotara e com ele o dinamismo de nosso desenvolvimento econômico e social. O PSB, que sempre se posicionou em prol das causas populares, teve a coragem de extrair de sua leitura de conjuntura as devidas consequências políticas: precisamos recompor os fundamentos que permitirão melhorar a qualidade de vida de nossa gente. Para isso, é preciso ter a ousadia da mudança! 
 
CARLOS SIQUEIRA , 59, advogado, é presidente Nacional do PSB e da Fundação João Mangabeira.

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3.9.14

‘Estamos presenciando uma grande onda verde e amarela’, diz Marina em encontro com jovens no Rio

A candidata à Presidência da República pela Coligação Unidos pelo Brasil, Marina Silva, acompanhada pelo candidato a vice, Beto Albuquerque, cumpriu agenda importante e intensa no Rio de Janeiro neste sábado (30). No início da tarde, a presidenciável caminhou pelas ruas da comunidade da Rocinha, ao lado do candidato ao Senado pelo Estado, Romário. Durante a caminhada, Marina, Beto e Romário atraíram uma multidão por onde passavam, tiraram fotos e escutaram as demandas das pessoas. No final da tarde, Marina e Beto conversaram com jovens de todo o Estado, no Teatro Odisseia, na Lapa, bairro tradicional da cultura carioca. Em sua apresentação, a candidata destacou a importância do diálogo e da comunicação online. “O Brasil quer fazer o debate. Nossa campanha é diferente: se quiserem usar a internet para fazer difamação e desconstrução da imagem alheia, nós temos que utilizá-la para fazer uma campanha limpa”, avisou. Marina lembrou das conquistas e do legado de Eduardo Campos, com iniciativas reconhecidas internacionalmente, como o Pacto pela Vida e o projeto da educação em tempo integral realizado em Pernambuco. “A população do Brasil inteiro fez uma verdadeira comoção, porque Eduardo Campos tocou o coração dos brasileiros”, disse. A candidata reforçou seu discurso de busca por uma nova política para mudar o caminho do Brasil rumo a uma agenda que contemple desenvolvimento sustentável, econômico e social. “Vivemos um movimento da sociedade brasileira que identifica, no nosso programa, a mudança que Brasil precisa.” Marina criticou a atual polarização do cenário político brasileiro e recorreu à história para destacar que chegou a hora da mudança. “O Brasil está fadado a essa polarização, é Império ou República, Arena ou MDB, ditadura ou democracia, PT ou PSDB. Agora vamos sair do terreno da opção e ir para o terreno da escolha”, afirmou. “Estamos presenciando uma grande onda verde e amarela transbordando para além dos partidos e candidatos”, finalizou. Os presidenciáveis responderam a questões dos jovens, voltadas para temas como educação e mobilidade. Beto Albuquerque reforçou o projeto Passe Livre, que consta do Programa de Governo da Coligação, lançado na última sexta-feira (29). “A ideia é começar com a rede pública e no ensino médio, e expandir gradualmente”, disse. “O subsídio para o Passe Livre será resultado da rigidez com que Marina vai coordenar esse País, do fim da alta dos juros. A cada um ponto percentual a mais da taxa Selic, o Brasil paga R$ 28 bilhões, que não são investidos para a educação nem para o transporte de qualidade”, completou. Beto reforçou a disposição da coligação de promover um amplo debate para que a sociedade brasileira discuta os rumos da política no País. “Vamos fazer plebiscitos, referendos e todas as ferramentas, como reforma política e tributária, como parte da agenda para construir um novo Brasil” Fonte:http://marinasilva.org.br/estamos-vivendo-uma-grande-onda-verde-e-amarela-afirma-marina-rio/

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1.9.14

Assumo o compromisso de acabar com a reeleição", afirma Marina

Marina Silva, candidata à Presidência da República pela Coligação Unidos pelo Brasil, reafirmou nesta sexta-feira (22) o compromisso de dar continuidade ao programa de governo que já vinha sendo discutido antes da trágica morte de Eduardo Campos. “Todos os compromissos serão mantidos”, disse em entrevista após reunião com membros da equipe do programa de governo. Ao lado do candidato a vice-presidente, Beto Albuquerque, Marina ressaltou que pretende acabar com a reeleição, no intuito de que se estabeleça no Brasil uma lógica em que se pense o que é melhor para o país e não se priorize apenas a agenda da reeleição e os interesses partidários. “Como temos dito – e também colocamos no programa de governo da Coligação Unidos pelo Brasil – estamos assumindo o compromisso de acabar com a reeleição. Estou assumindo publicamente o compromisso de que terei um mandato de apenas quatro anos. É para que o Brasil comece a estabelecer uma lógica de orientar a sua ação não com base em fazer aquilo que precisa ser feito para se reeleger, não pensando apenas nas próximas eleições, mas pensando no que é melhor para o Brasil.” Defensora de uma nova forma de governança, Marina lembrou que a ambição de seu governo é dar foco a um trabalho que se faz junto com a sociedade: “Pretendemos a vitória de um projeto político que busca uma nova governabilidade, que tem o compromisso de manter as conquistas, de respeitar o legado daqueles que nos antecederam, mas corrigindo os erros. Não pretendemos ter complacência com os erros. Mas encarar os novos desafios na forma da educação, da segurança, da infraestrutura, do Passe Livre. Tudo para que o nosso país possa transformar em vantagens competitivas as nossas imensas vantagens comparativas. Nós vamos precisar muito do envolvimento da sociedade. É a sociedade que vai fazer a mudança. Os nossos partidos são apenas a base de sustentação para esse processo”. Marina foi questionada pelos jornalistas sobre os resultados das pesquisas, que têm sido muito favoráveis à sua candidatura. Disse que é preciso ter humildade. “As pesquisas registram um momento. Nós queremos continuar o debate para mostrar como queremos que esse sentimento de mudança possa se transformar numa realidade que seja boa para todo mundo. Mais de 70% dos brasileiros querem a mudança”, disse. Para ela, o sentimento de mudança vai ser consolidado a partir da análise das propostas e da trajetória dos candidatos. “Precisamos acabar com as posturas que levam a um sentimento que virou um fastio, um incômodo na população brasileira, que é a polarização”, disse ela. Seria a lógica de que a oposição só vê defeitos, mesmo quando acertos que são evidentes. “A nossa lógica é assumir uma posição que respeita o que é bom, tendo uma posição para corrigir os erros e uma atitude de responsabilidade para com o futuro do Brasil.” Fonte: http://www.psb40.org.br/not_det.asp?det=5766

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6.8.14

Campos diz que fará reforma tributária sem aumento de imposto

O candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB) se comprometeu hoje (5) a fazer uma reforma tributária, se eleito, sem aumento de impostos. Durante encontro com entidades representativas dos fiscos municipais, estaduais e federal, no Rio de Janeiro, ele recebeu documento que propõe reduzir a tributação sobre as classes de menor renda. O texto defende uma arrecadação progressiva e com menor carga sobre o consumo. Ao receber as propostas, o presidenciável classificou como “injusta” a carga tributária no país, por induzir a reprodução de desigualdades socioeconômicas. “De um lado, como foi dito aqui, temos entre 35% a 37,5% de carga tributária no Brasil e, por outro lado, uma sociedade querendo serviço e qualidade de vida melhor, com saúde e educação”, afirmou. Ele se comprometeu a envolver estados e municípios nas mudanças. Campos concordou com as instituições fiscais, que calculam em 60% a defasagem da tabela do Imposto de Renda, e se comprometeu com a solução do problema, além de criticar os “fundamentos injustos” para se determinar o valor de impostos. “Não dá para achar que é normal o Imposto de Renda incidir na renda de alguém que ganha R$ 1,8 mil. Não é normal pagar tributos em moto de 125 cilindradas, que leva o trabalhador para o seu trabalho na construção civil, e não cobrar de uma aeronave particular”, afirmou. O candidato também questionou a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de carros e a taxação mais alta das bicicletas, veículos não poluentes, e disse que o sistema tributária deve favorecer o modelo de desenvolvimento do país. “Ou seja, se tem alguém que produz poluindo menos, não pode ser tratado como o empreendimento que polui mais. Se a aposta é em ciência, tecnologia e inovação, não pode ser tratado como alguém que não quer inovar”. Durante o evento, sua candidata à vice-presidência, Marina Silva, disse que é necessário um sistema tributário mais simples e transparente, com “justiça tributária”. Para eles, sem a reforma tributária, os avanços sociais serão diluídos. Para eles, mudanças na tributação devem ter como meta “liberar a renda dos mais pobres para o consumo e desonerar investimentos”. O presidente do Sindifisco Nacional, Cláudio Damasceno, explicou que a última correção da tabela do Imposto de Renda, com base no aumento da inflação, foi feita em 1996. “Se fizéssemos a correção, o limite de isenção saltaria de R$ 1.787 para cerca de R$ 2,8 mil, ou seja, aproximadamente 60% [de crescimento] do atual. Isso significa que, se o governo corrigisse a tabela, as pessoas que ganham nessa faixa de renda não precisaram pagar o imposto que estão pagando hoje”, explicou. Os representantes da Chapa Unidos pelo Brasil acrescentaram que, para dar conta dos desafios na área tributária e para aperfeiçoar a democracia, o serviço público deve ser fortalecido. Na área fiscal e trabalhista, por exemplo, são necessários concursos para recompor os quadros, citou Campos. |Fonte:http://www.jb.com.br/eleicoes-2014/noticias/2014/08/05/campos-diz-que-fara-reforma-tributaria-sem-aumento-de-imposto/

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11.7.14

Em São Luís, Campos reafirma distância perante Sarney

candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, voltou a dizer nesta quinta-feira, 10, no Maranhão, que o grupo político do senador José Sarney (PMDB) será oposição num eventual governo seu e da candidata a vice-presidente Marina Silva. Campos disse ainda que seus dois principais adversários nas pesquisas, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB), pretendem manter esse grupo no governo. "Quem quiser prestar uma homenagem ao Sarney vota na Dilma, quem quiser continuar com Sarney no governo pode votar também do Aécio. Todo mundo sabe que esse PMDB está com o pé em duas canoas. A única canoa em que ele não bota o pé é a nossa porque a nossa canoa é da renovação política", disse a jornalistas em São Luís, ressaltando ser ele o primeiro candidato "em 50 anos" a se posicionar dessa forma no Brasil. Sobre o palanque duplo no Estado - os candidatos ao governo maranhense Flávio Dino (PCdoB) e Zé Luís Lago (PPL) -, Campos evitou se posicionar e não respondeu em quem votaria se fosse eleitor maranhense. O pessebista reforçou apenas que o Estado vive um ciclo de mudança, com a saída do grupo de poder de Sarney, e que por isso tem um valor simbólico para sua campanha e de Marina. "Estamos aqui em sinal de respeito à luta da oposição no Maranhão", disse explicando porque a campanha dos dois no Nordeste se iniciava ali. Depois de fazer o primeiro ato de campanha no domingo ao lado de Marina na comunidade do Sol Nascente, em Ceilândia, cidade-satélite de Brasília, Campos partiu para o Nordeste. Na quarta-feira iria para Fortaleza, mas desistiu após a derrota acachapante de 7 a 1 da seleção brasileira para a Alemanha na terça. Seguiu nesta quinta para o Maranhão e, na sexta-feira, 11, vai para o Rio Grande do Norte. Fonte:https://br.noticias.yahoo.com/s%C3%A3o-lu%C3%ADs-campos-reafirma-dist%C3%A2ncia-sarney-200700819.html

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10.7.14

EDUARDO QUER VALADARES À FRENTE DA CAMPANHA EM SE

O presidenciável Eduardo Campos (PSB) mostrou-se feliz com a aceitação do senador Antonio Carlos Valadares (PSB/SE) ao convite para coordenar a campanha dele no estado de Sergipe. Estou tranquilo porque sei do seu trabalho, senador. Sei que dará tudo certo, reagiu Campos à concordância de Valadares ao convite pessoal. Faremos um trabalho forte na certeza de que o nome de Eduardo Campos irá surpreender nas urnas em Sergipe, avaliou Valadares. Já na manhã desta quarta-feira, 09/07, o senador Valadares reuniu a diretoria estadual, lideranças e colaboradores para traçar um planejamento estratégico da campanha, que terá o slogam: Eu voto em Eduardo Campos - 40. A campanha de Eduardo Campos será coordenada por Valadares, integrando os membros do PSB/SE e da Rede Sustentabilidade. O coordenador informa que a agenda de trabalhos prevê a realização de um Seminário Estadual, mobilização de lideranças, realização de eventos e forte utilização das ferramentas de comunicação social, como internet, televisão, material gráfico, jingles e outros. Estamos iniciando um trabalho forte de comunicação nas redes sociais, carros-de-som e preparando os vídeos de campanha, antecipou o senador. Durante o encontro, o senador Valadares fez questão de evidenciar a importância do fortalecimento, através do empenho pessoal, em favor dos candidatos: Jackson Barreto, governador; Belivaldo Chagas, vice-governador; Rogério Carvalho, senador. É hora de arregaçar as mangas e levar o nosso projeto político à casa de cada sergipano, incentivou o coordenador. Por Eliz Moura Fonte: http://www.faxaju.com.br/conteudo.asp?id=186028

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24.5.13

Governo 'constrange' PSB para enfraquecer Campos, diz líder na Câmara

Líder da bancada do PSB na Câmara dos Deputados, o gaúcho Beto Albuquerque é um fiel aliado do governo Dilma Rousseff no Congresso. Nos últimos meses, à medida em que o principal nome do seu partido, o governador Eduardo Campos (PE), começou a ensaiar a candidatura à Presidência da República, Beto Albuquerque notou que a relação com o governo federal mudou. Lideranças do PSB, especialmente prefeitos e governadores, têm retornado de Brasília com as mãos vazias. "Todo prefeito, todo governador tem de fazer investimentos. Aí o negócio demora, não assina, não libera...", disse o deputado. Pelo menos três governadores do PSB - Camilo Capiberibe (AP), Cid Gomes (CE) e Renato Casagrande (ES) são contra o voo de Campos. Mas, para Beto Albuquerque, a base do PSB quer o contrário: "O PSB não é um partido que decide por cúpula ou por capa preta. O PSB tem base política e social, 90% do partido deseja ter um candidato". Leia a entrevista ao site de VEJA.




Lideranças do PSB realmente não querem a candidatura do Eduardo Campos à Presidência?
 Tem gente no nosso partido que demonstra certa preocupação com a candidatura e com as implicações nos estados, o que eu considero natural que ocorra nessa época. Mas o partido, no momento certo, vai tomar uma decisão em convenção. E quando decidir o jogo vai estar jogado.



A candidatura Eduardo Campos é um projeto do partido ou desejo pessoal do governador de Pernambuco?
 O PSB não é um partido que decide por cúpula ou por capa preta. O PSB tem base política e social. Noventa por cento do partido deseja ter um candidato: os movimentos sociais, juventude, mulheres, movimento popular, movimento sindical, LGBT... São movimentos que têm se posicionado muito claramente em muitos estados pelo desejo de o partido ter protagonismo.



Que peso a posição dos governadores Camilo Capiberibe, Cid Gomes e Renato Casagrande e do ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional), contrários à candidatura de Campos, pode ter na decisão do PSB?
Há um grau de constrangimento de muitos gestores nossos em relação ao dedo do governo, à interferência do governo federal. O Brasil tem o pacto federativo às avessas, o governo federal tem tudo na mão: poder, caneta, Orçamento. É evidente que prefeito ou governador se sente constrangido a essa altura do campeonato, ou até ameaçado se tomar certas posições. Tem muito companheiro nosso que andou falando por em adotar o jogo do me engana que eu gosto: 'Se o governo quer ouvir que eu sou contra, então tá, eu sou contra'. Só para não criar ruído na relação federativa. O lamentável disso tudo é que dinheiro público do BNDES ou do Orçamento não é do governante, é do povo. Então não tem que ter condição nenhuma. Mas pelo visto tem algumas figuras que acham que tem. A presidente Dilma não compactua com esse tipo de coisa, mas ela vai ter que olhar para dentro do governo, porque tem muita gente falando em nome dela.



Até que ponto isso é só conversa de integrantes do governo com os gestores do PSB? Quando passa a ser pressão?
As coisas, para o PSB, não estão andando normalmente. Muitos de nós estamos nos sentindo constrangidos. Inclusive lideranças nossas que deram entrevistas. É melhor entrar no jogo do me engana que eu gosto do que dizer a verdade para não ser frustrado nos seus projetos. Temo muito quando tem gente que acha que é dono do dinheiro público.



O senhor pode citar algum exemplo?
Todo prefeito, todo governador tem de fazer investimentos. E, hoje, para fazer investimento você tem que botar não o pires, mas o prato na mão e ir lá atrás de financiamento. Aí o negócio demora, não assina, não libera. Quer dizer, o constrangimento fica implícito, não é?



O senhor pode citar um caso específico?
 É algo que sentimos. Agora, quanto mais nos constrangerem, mais convicção teremos para continuar nossa caminhada. Não é um ministério aqui ou ali que vai substituir nossa linha ideológica e política. Verbas e cargos não são ideologia.



E a ideia é sair ou continuar na base da presidente Dilma?
Se tivermos candidato vamos sair a tempo de ela entender, não vamos ficar no governo, evidentemente. Mas vamos tomar essa decisão na hora certa. Agora, se continuar esse nível de constrangimento, daqui a pouco não precisa nem ter candidato para pensar nisso. Não estamos fazendo nada de errado. Estamos exercendo o protagonismo de um partido que cresceu e tem o governador com melhor taxa de aprovação do país. Eduardo Campos é uma das cinco lideranças políticas do Brasil. Estamos exercendo nosso direito. Que mal tem nisso? Ou será que o ministro Joaquim Barbosa tem razão de que partido aqui é só de faz de conta? Partido que existe e não disputa nem concorre a nada porque tem medo de perder verba é o que, se não um partido de faz de conta? Não somos um partido de mentirinha.



O governador da Bahia Jaques Wagner, petista, disse a VEJA que 2018 seria o ano ideal para a candidatura de Campos. Concorda?
Nós não acreditamos nisso. Nem em município isso acontece, imagina numa disputa presidencial. Não existe 2018 sem 2014, tampouco existe no horizonte do PT qualquer experiência já vivida ou propósito de entregar o seu espaço para alguém, seja no presente, seja no futuro. Tem uma fila de dez no PT querendo tentar a presidência em 2018. Inclusive o Jaques Wagner.
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/governo-constrange-psb-para-enfraquecer-campos-diz-lider-na-camara


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11.1.13

PSB entra no governo de Porto Alegre e afeta desenho político no RS

Formalizado o ingresso do PSB no Governo de Porto Alegre, amplia-se a base de apoio ao prefeito José Fortunati e abre-se o cenário para a disputa aos governos estadual e federal, em 2014. Nele, surgem luzes e sombras sobre as perspectivas de o PSB continuar na aliança com o PT, com vistas às reeleições de Tarso Genro e da Presidente Dilma Roussef. A costura iniciada há tempos pelo vice-Prefeito Sebastião Melo e, mais recentemente, por dirigentes do PDT e pelo próprio Prefeito Fortunati, consolidou-se nesta quarta-feira (2) com a aprovação da Executiva Municipal do PSB e o comunicado ao vice-prefeito na manhã desta quinta (3). Pelo acordo, a ser referendado pelo Diretório Municipal, o PSB deverá assumir a liderança do Governo na Câmara Municipal com o vereador Airto Ferronato e ganhará, possivelmente, duas a três secretarias adjuntas.

“Estamos buscando dar sustentação política a um governo que foi amplamente reconhecido pelas urnas e que formou uma maioria natural na Câmara”, diz o deputado federal Vieira da Cunha, presidente municipal do PDT. O parlamentar lembra da identidade ideológica e as ligações históricas entre trabalhistas e socialistas para apontar o ingresso do PSB na base governista como algo a ser saudado, além de natural.
O dirigente garante que não há vinculação entre o ingresso no PSB no Governo de Porto Alegre e o xadrez político-eleitoral que será montado para 2014. Mas, como a política é dinâmica e ninguém desconhece os pleitos dos dois partidos por candidaturas próprias, tanto em âmbito estadual quanto federal, nenhuma hipótese pode ser desconsiderada
“Não é desconhecido que tanto PDT quanto PSB estão mergulhados em processos internos de discussão que poderão levá-los a ter candidaturas próprias aos governos estadual e federal”, explica Vieira da Cunha. “Este processo também poderá assegurar o apoio a candidaturas alternativas, como é atualmente, em nosso apoio ao PT”. O fato é que esta aproximação conduz a um objetivo comum para 2014, embora uma coisa não esteja vinculada a outra. “Pela importância política de Porto Alegre, é claro que isto nos aproxima para projetos no futuro”.




Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta manhã, o deputado federal Beto Albuquerque (PSB) viu com naturalidade o convite. “Estamos juntos com o PDT nos governos estadual e federal, temos raízes históricas bastante intensas e formamos, inclusive, um bloco parlamentar na Câmara dos Deputados junto do PCdoB”, afirmou. Ex-Secretário de Infraestrutura e figura maior dos quadros do PSB no estado, Albuquerque é, desde já, indicado pelo partido para concorrer a única vaga de senador do Rio Grande do Sul em 2014.
Estas mudanças e postulações não assustam o Presidente Municipal do PT, ex-vereador Adeli Sell. Segundo ele, é preciso respeitar as ações de um aliado histórico e ter todo o cuidado de não impor barreiras ao caminho de uma natural reeleição do Governador Tarso Genro. O cuidado resulta da certeza de que a manutenção da atual aliança, ou mesmo sua ampliação, passam pela entrega a aliados das candidaturas de vice-governador e senador. “O PDT é nosso principal aliado em âmbito estadual e o PSB está em nossa base no Estado e no Governo Federal”, lembra. O dirigente aponta, no entanto, antagonismos muito maiores na ampla coligação que o Governo Municipal está montando, principalmente na participação dos três principais partidos de oposição aos governos federal e estadual – PSDB, DEM e PPS.




“A força da base de apoio de Fortunati na Câmara vai exigir de nosso partido profundas reflexões. Temos que pensar seriamente em como sair desta situação de acantonamento. Não podemos simplesmente divergir das ações governamentais, precisamos entender a alma do povo, como já fizemos em gestões anteriores. A cidade tem profundas dificuldades, do ponto de vista da modernidade estagnou nos últimos anos, perdeu seu encantamento, não soube enfrentar a questão urbanística como um todo”, lembra.



Aliança em nome de Tarso será mantida em 2014. Ou não



“Certamente teremos modificações no quadro eleitoral para 2014”, aposta o líder socialista e futuro líder de Governo na Câmara Municipal. Airto Ferronato acha que a Frente Popular reeditada por Tarso Genro no estado poderá ser mantida para 2014. Ou não. Ele sinaliza que a nova configuração política local não significa possibilidades de rupturas no governo estadual, mesmo após a tumultuada saída de Beto Albuquerque. “Beto certamente será candidato a senador, mas numa coligação que entendermos importante dentro de uma configuração nacional, seguindo os passos de nosso governador Eduardo Campos (PE), que poderá ser candidato à presidência em 2014 ou 2018”, lembra.
A renovação política em andamento, segundo ele, poderá manter o PSB como parceiro em âmbito estadual e federal. “Mas poderão surgir fatos que irão gerar outras formatações políticas”, aponta. Neste caso, muda o tom, “o quadro estadual poderá sofrer modificações”.




Ferronato adianta que seu partido deverá ser contemplado com cargos de secretários-adjuntos, nova função criada pela atual administração, de preferência nas áreas da segurança, trabalho e mulheres. O futuro líder governista figurou solitariamente na oposição à administração anterior e agora migra para o governo na companhia de Paulinho Motorista. Seu partido também figurou em faixa própria na última eleição, coligando-se na majoritária à candidatura de Manuela D’Ávila (PCdoB) e fez oposição à Fortunati. O PSB é o partido que mais cresceu nas últimas eleições, no País, e é justo, segundo ele, que venha a postular novos espaços nos governos que integra no Estado e na União.



FONTE: http://www.sul21.com.br/jornal/2013/01/ingresso-do-psb-no-governo-de-porto-alegre-afeta-






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