13.12.14

Renato Casagrande é eleito presidente da Fundação João Mangabeira


 















O Conselho Curador da Fundação João Mangabeira (FJM) elegeu, por unanimidade, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, como o novo presidente da FJM, substituindo Carlos Siqueira, que assumiu em outubro o cargo de presidente Nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB).
A eleição aconteceu nesta terça-feira (18), na sede da FJM, em Brasília-DF. A posse de Casagrande ocorrerá até o final do ano em data a ser definida.
Carlos Siqueira lembrou a trajetória da Fundação e o quão importante ela tem sido para o PSB e todos os seus militantes.
“A Fundação João Mangabeira é complementar ao Partido. Com o apoio de todos os professores, militantes e socialistas, tem crescido. Acredito que a Fundação acompanha o crescimento do PSB ao longo dos anos. A forma de funcionar favorece o desenvolvimento de ambos”, destacou Siqueira lembrando que a FJM é um órgão auxiliar e jamais omisso. "Nos últimos dez anos nós tivemos uma união grande entre Partido e Fundação. Ambos têm suas particularidades, mas a integração das duas instituições é muito importante”.
Os membros do conselho agradeceram e exaltaram os trabalhos realizados por Carlos Siqueira e parabenizaram o governador Casagrande pelo novo cargo, que será assumido oficialmente no dia do lançamento do livro e da revista que a FJM está em fase final de edição.
Renato Casagrande agradeceu a todos pelos votos. “Agradeço o apoio, as palavras e o voto de cada um de vocês. Tenho um novo desafio que é dar sequência ao trabalho que Carlos Siqueira tem desenvolvido ao longo desses anos à frente da FJM, disse Casagrande.
"Carlos Siqueira consegue unir tudo aquilo que a gente quer em um Partido. Pensar, formular e executar política. Muitos só pensam e não conseguem executar. E isso foi produzido, a FJM é a melhor fundação que existe hoje no Brasil, o centro de memória, por exemplo, é excepcional” registrou o novo presidente da Fundação.
Renato Casagrande explicou ainda que a tarefa futura é manter o que Carlos Siqueira e Eduardo Campos já fizeram, além de crescer ainda mais. “Nós temos uma grande tarefa, precisamos aumentar nossa visibilidade nas redes sociais, por exemplo. O mundo de hoje é muito diferente do mundo de 10 anos atrás, a Fundação precisa estar um passo a frente, para darmos mais possibilidade aos nossos companheiros e companheiras”, concluiu Casagrande.

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22.10.14

Segundo turno deve consolidar encolhimento do PSB em nível nacional

Em sua coluna dessa segunda-feira (20), no site do UOL, o jornalista Fernando Rodrigues fala do encolhimento do PSB na eleição majoritária, um paradoxo se comparado ao crescimento de 46% nas eleições de 2010. Para o colunista, o segundo turno vai consolidar o encolhimento do partido no tabuleiro político brasileiro. 
Hoje o partido governa cinco Estados, inclusive o Espírito Santo, mas ao fim do processo eleitoral deve manter apenas duas ou três unidades federativas. O partido que vinha sendo cotado para dar sequência ao projeto da esquerda no País, com o esgotamento natural do ciclo d PT, sai achatado das eleições deste ano. 
Mas a partir da precipitação do partido que lançou a candidatura de Eduardo Campos, uma série de situações se repetiu nos Estados. No Espírito Santo não foi diferente. Para os meios políticos, o governador Renato Casagrande, que vinha mantendo uma posição de neutralidade, na tentativa de atrair o PT ou o PSDB para seu palanque, anunciou antecipadamente seu apoio à candidatura de Eduardo Campos (PSB), o que prejudicou sua movimentação entre lideranças do Estado.
Com a derrota de Marina Silva, o governador Renato Casagrande seguiu a linha de seu grupo dentro do partido e declarou apoio a Aécio Neves, assim como seu adversário, Paulo Hartung (PMDB), o que não cria o contraponto e não fortalece o governador em fim de mandato.
Posição diferente teve seu colega de partido na Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), que conseguiu uma virada na disputa estadual contra o tucano Cassio Cunha Lima. Mesmo sendo do PSB, Coutinho declarou apoio à reeleição da presidente Dilma, criando assim um espaço para a disputa no segundo turno. 
Este encolhimento é mais um desafio que deve levar as lideranças do PSB à reflexão até 2018. O partido, que saiu menor da eleição vai ter que buscar um espaço de discussão para tentar se reerguer politicamente e credenciar às próximas disputas. 
Neste sentido, o papel do governador Renato Casagrande, recentemente reconduzido à Secretaria–geral do partido, também passa pela recomposição do capital político do PSB.

Fonte: http://seculodiario.com.br/19425/8/segundo-turno-deve-consolidar-encolhimento-do-psb-em-nivel-nacional-1

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