4.11.14

PSB pode lançar candidatura própria para a presidência da Câmara, diz líder

Líder do PSB na Câmara, o deputado Beto Albuquerque (RS) afirmou nesta terça-feira (4) que sua bancada avalia lançar uma candidatura própria para disputar a presidência da Casa contra candidatos de PT e PMDB. Segundo Albuquerque, o deputado Júlio Delgado (MG) – que concorreu ao comando da Câmara em 2013 – é, atualmente, o nome mais cotado para tentar a chefia da casa legislativa.
"Em 2012, o PSB teve candidato a presidente da Câmara e apoiamos uma candidatura alternativa a presidente do Senado. Nossa ideia é buscar de novo esse protagonismo. O Júlio Delgado já foi candidato, fez uma grande votação na última eleição, e pode vir a ser o candidato do PSB e, quem sabe, de toda a oposição como alternativa concreta que quebre efetivamente essa polarização política também dentro do Congresso Nacional", disse Beto Albuquerque, que disputou neste ano a Vice-Presidência da República na chapa de Marina Silva.
Dono da maior bancada da Câmara, o PT já advertiu que exigirá a presidência da Casa em 2015. A legenda, entretanto, ainda não definiu qual de seus deputados federais concorrerá ao posto.
Já o PMDB, que detém a segunda maior bancada, articula o lançamento da candidatura do deputado Eduardo Cunha (RJ), líder do partido na Casa. Após obter o apoio dos colegas de partido, o parlamentar do Rio passou a negociar com legendas que integram a base governista da presidente Dilma Rousseff, como PR, PP e PTB.
Cunha, inclusive, almoçou nesta terça com líderes do chamado "blocão" para tratar do apoio dos governistas a sua candidatura. Mesmo integrando formalmente a base aliada de Dilma, o líder do PMDB tem adotado posições independentes na Câmara. Em muitas ocasiões, ele liderou movimentos de oposição que impuseram derrotas ao Palácio do Planalto.
Oposição ao governo
O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirmou nesta terça-feira que seu partido discute internamente a possibilidade de fazer oposição ao governo Dilma Rousseff no Congresso Nacional. Siqueira se reuniu nesta manhã com os senadores eleitos do PSB, na sede do PSB em Brasília. Na ocasião, ele deu início às conversas que definirão a posição da legenda nos próximos quatro anos.
"O que nós temos ouvido dos companheiros, tanto do Senado quanto da Câmara, até informalmente, é que o nosso tipo de oposição, se for essa a decisão do partido, não se confundirá com a oposição conservadora", enfatizou.
Após a derrota de Marina Silva na corrida presidencial, o PSB rachou. Enquanto a maioria da legenda decidiu apoiar o tucano Aécio Neves, o então presidente da sigla, Roberto Amaral, declarou publicamente voto na presidenciável petista Dilma Rousseff. Isolado no partido, Amaral acabou substituído por Carlos Siqueira.
Nesta terça, o novo presidente do PSB ressaltou que, na hipótese de sua sigla optar pela trincheira oposicionista, a postura do partido não será de uma oposição "conservadora", como a exercida, por exemplo, por PSDB e DEM.
Ao comentar uma possível aproximação com o PSDB, Carlos Siqueira desconversou, ponderando que os integrantes de seu partido querem "manter os compromissos históricos" da sigla. Na visão do dirigente, por ser um partido socialista, o PSB não abrirá mão de pautas que se "identifiquem com interesses populares".
"Nós queremos sempre manter os compromissos históricos do nosso partido, um partido que primará por sua visão programática e seu ideário socialista", explicou Siqueira.

FONTE: http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/11/psb-pode-lancar-candidatura-propria-para-presidencia-da-camara-diz-lider.html

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3.9.14

‘Estamos presenciando uma grande onda verde e amarela’, diz Marina em encontro com jovens no Rio

A candidata à Presidência da República pela Coligação Unidos pelo Brasil, Marina Silva, acompanhada pelo candidato a vice, Beto Albuquerque, cumpriu agenda importante e intensa no Rio de Janeiro neste sábado (30). No início da tarde, a presidenciável caminhou pelas ruas da comunidade da Rocinha, ao lado do candidato ao Senado pelo Estado, Romário. Durante a caminhada, Marina, Beto e Romário atraíram uma multidão por onde passavam, tiraram fotos e escutaram as demandas das pessoas. No final da tarde, Marina e Beto conversaram com jovens de todo o Estado, no Teatro Odisseia, na Lapa, bairro tradicional da cultura carioca. Em sua apresentação, a candidata destacou a importância do diálogo e da comunicação online. “O Brasil quer fazer o debate. Nossa campanha é diferente: se quiserem usar a internet para fazer difamação e desconstrução da imagem alheia, nós temos que utilizá-la para fazer uma campanha limpa”, avisou. Marina lembrou das conquistas e do legado de Eduardo Campos, com iniciativas reconhecidas internacionalmente, como o Pacto pela Vida e o projeto da educação em tempo integral realizado em Pernambuco. “A população do Brasil inteiro fez uma verdadeira comoção, porque Eduardo Campos tocou o coração dos brasileiros”, disse. A candidata reforçou seu discurso de busca por uma nova política para mudar o caminho do Brasil rumo a uma agenda que contemple desenvolvimento sustentável, econômico e social. “Vivemos um movimento da sociedade brasileira que identifica, no nosso programa, a mudança que Brasil precisa.” Marina criticou a atual polarização do cenário político brasileiro e recorreu à história para destacar que chegou a hora da mudança. “O Brasil está fadado a essa polarização, é Império ou República, Arena ou MDB, ditadura ou democracia, PT ou PSDB. Agora vamos sair do terreno da opção e ir para o terreno da escolha”, afirmou. “Estamos presenciando uma grande onda verde e amarela transbordando para além dos partidos e candidatos”, finalizou. Os presidenciáveis responderam a questões dos jovens, voltadas para temas como educação e mobilidade. Beto Albuquerque reforçou o projeto Passe Livre, que consta do Programa de Governo da Coligação, lançado na última sexta-feira (29). “A ideia é começar com a rede pública e no ensino médio, e expandir gradualmente”, disse. “O subsídio para o Passe Livre será resultado da rigidez com que Marina vai coordenar esse País, do fim da alta dos juros. A cada um ponto percentual a mais da taxa Selic, o Brasil paga R$ 28 bilhões, que não são investidos para a educação nem para o transporte de qualidade”, completou. Beto reforçou a disposição da coligação de promover um amplo debate para que a sociedade brasileira discuta os rumos da política no País. “Vamos fazer plebiscitos, referendos e todas as ferramentas, como reforma política e tributária, como parte da agenda para construir um novo Brasil” Fonte:http://marinasilva.org.br/estamos-vivendo-uma-grande-onda-verde-e-amarela-afirma-marina-rio/

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24.5.13

Governo 'constrange' PSB para enfraquecer Campos, diz líder na Câmara

Líder da bancada do PSB na Câmara dos Deputados, o gaúcho Beto Albuquerque é um fiel aliado do governo Dilma Rousseff no Congresso. Nos últimos meses, à medida em que o principal nome do seu partido, o governador Eduardo Campos (PE), começou a ensaiar a candidatura à Presidência da República, Beto Albuquerque notou que a relação com o governo federal mudou. Lideranças do PSB, especialmente prefeitos e governadores, têm retornado de Brasília com as mãos vazias. "Todo prefeito, todo governador tem de fazer investimentos. Aí o negócio demora, não assina, não libera...", disse o deputado. Pelo menos três governadores do PSB - Camilo Capiberibe (AP), Cid Gomes (CE) e Renato Casagrande (ES) são contra o voo de Campos. Mas, para Beto Albuquerque, a base do PSB quer o contrário: "O PSB não é um partido que decide por cúpula ou por capa preta. O PSB tem base política e social, 90% do partido deseja ter um candidato". Leia a entrevista ao site de VEJA.




Lideranças do PSB realmente não querem a candidatura do Eduardo Campos à Presidência?
 Tem gente no nosso partido que demonstra certa preocupação com a candidatura e com as implicações nos estados, o que eu considero natural que ocorra nessa época. Mas o partido, no momento certo, vai tomar uma decisão em convenção. E quando decidir o jogo vai estar jogado.



A candidatura Eduardo Campos é um projeto do partido ou desejo pessoal do governador de Pernambuco?
 O PSB não é um partido que decide por cúpula ou por capa preta. O PSB tem base política e social. Noventa por cento do partido deseja ter um candidato: os movimentos sociais, juventude, mulheres, movimento popular, movimento sindical, LGBT... São movimentos que têm se posicionado muito claramente em muitos estados pelo desejo de o partido ter protagonismo.



Que peso a posição dos governadores Camilo Capiberibe, Cid Gomes e Renato Casagrande e do ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional), contrários à candidatura de Campos, pode ter na decisão do PSB?
Há um grau de constrangimento de muitos gestores nossos em relação ao dedo do governo, à interferência do governo federal. O Brasil tem o pacto federativo às avessas, o governo federal tem tudo na mão: poder, caneta, Orçamento. É evidente que prefeito ou governador se sente constrangido a essa altura do campeonato, ou até ameaçado se tomar certas posições. Tem muito companheiro nosso que andou falando por em adotar o jogo do me engana que eu gosto: 'Se o governo quer ouvir que eu sou contra, então tá, eu sou contra'. Só para não criar ruído na relação federativa. O lamentável disso tudo é que dinheiro público do BNDES ou do Orçamento não é do governante, é do povo. Então não tem que ter condição nenhuma. Mas pelo visto tem algumas figuras que acham que tem. A presidente Dilma não compactua com esse tipo de coisa, mas ela vai ter que olhar para dentro do governo, porque tem muita gente falando em nome dela.



Até que ponto isso é só conversa de integrantes do governo com os gestores do PSB? Quando passa a ser pressão?
As coisas, para o PSB, não estão andando normalmente. Muitos de nós estamos nos sentindo constrangidos. Inclusive lideranças nossas que deram entrevistas. É melhor entrar no jogo do me engana que eu gosto do que dizer a verdade para não ser frustrado nos seus projetos. Temo muito quando tem gente que acha que é dono do dinheiro público.



O senhor pode citar algum exemplo?
Todo prefeito, todo governador tem de fazer investimentos. E, hoje, para fazer investimento você tem que botar não o pires, mas o prato na mão e ir lá atrás de financiamento. Aí o negócio demora, não assina, não libera. Quer dizer, o constrangimento fica implícito, não é?



O senhor pode citar um caso específico?
 É algo que sentimos. Agora, quanto mais nos constrangerem, mais convicção teremos para continuar nossa caminhada. Não é um ministério aqui ou ali que vai substituir nossa linha ideológica e política. Verbas e cargos não são ideologia.



E a ideia é sair ou continuar na base da presidente Dilma?
Se tivermos candidato vamos sair a tempo de ela entender, não vamos ficar no governo, evidentemente. Mas vamos tomar essa decisão na hora certa. Agora, se continuar esse nível de constrangimento, daqui a pouco não precisa nem ter candidato para pensar nisso. Não estamos fazendo nada de errado. Estamos exercendo o protagonismo de um partido que cresceu e tem o governador com melhor taxa de aprovação do país. Eduardo Campos é uma das cinco lideranças políticas do Brasil. Estamos exercendo nosso direito. Que mal tem nisso? Ou será que o ministro Joaquim Barbosa tem razão de que partido aqui é só de faz de conta? Partido que existe e não disputa nem concorre a nada porque tem medo de perder verba é o que, se não um partido de faz de conta? Não somos um partido de mentirinha.



O governador da Bahia Jaques Wagner, petista, disse a VEJA que 2018 seria o ano ideal para a candidatura de Campos. Concorda?
Nós não acreditamos nisso. Nem em município isso acontece, imagina numa disputa presidencial. Não existe 2018 sem 2014, tampouco existe no horizonte do PT qualquer experiência já vivida ou propósito de entregar o seu espaço para alguém, seja no presente, seja no futuro. Tem uma fila de dez no PT querendo tentar a presidência em 2018. Inclusive o Jaques Wagner.
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/governo-constrange-psb-para-enfraquecer-campos-diz-lider-na-camara


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11.1.13

PSB entra no governo de Porto Alegre e afeta desenho político no RS

Formalizado o ingresso do PSB no Governo de Porto Alegre, amplia-se a base de apoio ao prefeito José Fortunati e abre-se o cenário para a disputa aos governos estadual e federal, em 2014. Nele, surgem luzes e sombras sobre as perspectivas de o PSB continuar na aliança com o PT, com vistas às reeleições de Tarso Genro e da Presidente Dilma Roussef. A costura iniciada há tempos pelo vice-Prefeito Sebastião Melo e, mais recentemente, por dirigentes do PDT e pelo próprio Prefeito Fortunati, consolidou-se nesta quarta-feira (2) com a aprovação da Executiva Municipal do PSB e o comunicado ao vice-prefeito na manhã desta quinta (3). Pelo acordo, a ser referendado pelo Diretório Municipal, o PSB deverá assumir a liderança do Governo na Câmara Municipal com o vereador Airto Ferronato e ganhará, possivelmente, duas a três secretarias adjuntas.

“Estamos buscando dar sustentação política a um governo que foi amplamente reconhecido pelas urnas e que formou uma maioria natural na Câmara”, diz o deputado federal Vieira da Cunha, presidente municipal do PDT. O parlamentar lembra da identidade ideológica e as ligações históricas entre trabalhistas e socialistas para apontar o ingresso do PSB na base governista como algo a ser saudado, além de natural.
O dirigente garante que não há vinculação entre o ingresso no PSB no Governo de Porto Alegre e o xadrez político-eleitoral que será montado para 2014. Mas, como a política é dinâmica e ninguém desconhece os pleitos dos dois partidos por candidaturas próprias, tanto em âmbito estadual quanto federal, nenhuma hipótese pode ser desconsiderada
“Não é desconhecido que tanto PDT quanto PSB estão mergulhados em processos internos de discussão que poderão levá-los a ter candidaturas próprias aos governos estadual e federal”, explica Vieira da Cunha. “Este processo também poderá assegurar o apoio a candidaturas alternativas, como é atualmente, em nosso apoio ao PT”. O fato é que esta aproximação conduz a um objetivo comum para 2014, embora uma coisa não esteja vinculada a outra. “Pela importância política de Porto Alegre, é claro que isto nos aproxima para projetos no futuro”.




Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta manhã, o deputado federal Beto Albuquerque (PSB) viu com naturalidade o convite. “Estamos juntos com o PDT nos governos estadual e federal, temos raízes históricas bastante intensas e formamos, inclusive, um bloco parlamentar na Câmara dos Deputados junto do PCdoB”, afirmou. Ex-Secretário de Infraestrutura e figura maior dos quadros do PSB no estado, Albuquerque é, desde já, indicado pelo partido para concorrer a única vaga de senador do Rio Grande do Sul em 2014.
Estas mudanças e postulações não assustam o Presidente Municipal do PT, ex-vereador Adeli Sell. Segundo ele, é preciso respeitar as ações de um aliado histórico e ter todo o cuidado de não impor barreiras ao caminho de uma natural reeleição do Governador Tarso Genro. O cuidado resulta da certeza de que a manutenção da atual aliança, ou mesmo sua ampliação, passam pela entrega a aliados das candidaturas de vice-governador e senador. “O PDT é nosso principal aliado em âmbito estadual e o PSB está em nossa base no Estado e no Governo Federal”, lembra. O dirigente aponta, no entanto, antagonismos muito maiores na ampla coligação que o Governo Municipal está montando, principalmente na participação dos três principais partidos de oposição aos governos federal e estadual – PSDB, DEM e PPS.




“A força da base de apoio de Fortunati na Câmara vai exigir de nosso partido profundas reflexões. Temos que pensar seriamente em como sair desta situação de acantonamento. Não podemos simplesmente divergir das ações governamentais, precisamos entender a alma do povo, como já fizemos em gestões anteriores. A cidade tem profundas dificuldades, do ponto de vista da modernidade estagnou nos últimos anos, perdeu seu encantamento, não soube enfrentar a questão urbanística como um todo”, lembra.



Aliança em nome de Tarso será mantida em 2014. Ou não



“Certamente teremos modificações no quadro eleitoral para 2014”, aposta o líder socialista e futuro líder de Governo na Câmara Municipal. Airto Ferronato acha que a Frente Popular reeditada por Tarso Genro no estado poderá ser mantida para 2014. Ou não. Ele sinaliza que a nova configuração política local não significa possibilidades de rupturas no governo estadual, mesmo após a tumultuada saída de Beto Albuquerque. “Beto certamente será candidato a senador, mas numa coligação que entendermos importante dentro de uma configuração nacional, seguindo os passos de nosso governador Eduardo Campos (PE), que poderá ser candidato à presidência em 2014 ou 2018”, lembra.
A renovação política em andamento, segundo ele, poderá manter o PSB como parceiro em âmbito estadual e federal. “Mas poderão surgir fatos que irão gerar outras formatações políticas”, aponta. Neste caso, muda o tom, “o quadro estadual poderá sofrer modificações”.




Ferronato adianta que seu partido deverá ser contemplado com cargos de secretários-adjuntos, nova função criada pela atual administração, de preferência nas áreas da segurança, trabalho e mulheres. O futuro líder governista figurou solitariamente na oposição à administração anterior e agora migra para o governo na companhia de Paulinho Motorista. Seu partido também figurou em faixa própria na última eleição, coligando-se na majoritária à candidatura de Manuela D’Ávila (PCdoB) e fez oposição à Fortunati. O PSB é o partido que mais cresceu nas últimas eleições, no País, e é justo, segundo ele, que venha a postular novos espaços nos governos que integra no Estado e na União.



FONTE: http://www.sul21.com.br/jornal/2013/01/ingresso-do-psb-no-governo-de-porto-alegre-afeta-






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