6.8.14

Campos diz que fará reforma tributária sem aumento de imposto

O candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB) se comprometeu hoje (5) a fazer uma reforma tributária, se eleito, sem aumento de impostos. Durante encontro com entidades representativas dos fiscos municipais, estaduais e federal, no Rio de Janeiro, ele recebeu documento que propõe reduzir a tributação sobre as classes de menor renda. O texto defende uma arrecadação progressiva e com menor carga sobre o consumo. Ao receber as propostas, o presidenciável classificou como “injusta” a carga tributária no país, por induzir a reprodução de desigualdades socioeconômicas. “De um lado, como foi dito aqui, temos entre 35% a 37,5% de carga tributária no Brasil e, por outro lado, uma sociedade querendo serviço e qualidade de vida melhor, com saúde e educação”, afirmou. Ele se comprometeu a envolver estados e municípios nas mudanças. Campos concordou com as instituições fiscais, que calculam em 60% a defasagem da tabela do Imposto de Renda, e se comprometeu com a solução do problema, além de criticar os “fundamentos injustos” para se determinar o valor de impostos. “Não dá para achar que é normal o Imposto de Renda incidir na renda de alguém que ganha R$ 1,8 mil. Não é normal pagar tributos em moto de 125 cilindradas, que leva o trabalhador para o seu trabalho na construção civil, e não cobrar de uma aeronave particular”, afirmou. O candidato também questionou a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de carros e a taxação mais alta das bicicletas, veículos não poluentes, e disse que o sistema tributária deve favorecer o modelo de desenvolvimento do país. “Ou seja, se tem alguém que produz poluindo menos, não pode ser tratado como o empreendimento que polui mais. Se a aposta é em ciência, tecnologia e inovação, não pode ser tratado como alguém que não quer inovar”. Durante o evento, sua candidata à vice-presidência, Marina Silva, disse que é necessário um sistema tributário mais simples e transparente, com “justiça tributária”. Para eles, sem a reforma tributária, os avanços sociais serão diluídos. Para eles, mudanças na tributação devem ter como meta “liberar a renda dos mais pobres para o consumo e desonerar investimentos”. O presidente do Sindifisco Nacional, Cláudio Damasceno, explicou que a última correção da tabela do Imposto de Renda, com base no aumento da inflação, foi feita em 1996. “Se fizéssemos a correção, o limite de isenção saltaria de R$ 1.787 para cerca de R$ 2,8 mil, ou seja, aproximadamente 60% [de crescimento] do atual. Isso significa que, se o governo corrigisse a tabela, as pessoas que ganham nessa faixa de renda não precisaram pagar o imposto que estão pagando hoje”, explicou. Os representantes da Chapa Unidos pelo Brasil acrescentaram que, para dar conta dos desafios na área tributária e para aperfeiçoar a democracia, o serviço público deve ser fortalecido. Na área fiscal e trabalhista, por exemplo, são necessários concursos para recompor os quadros, citou Campos. |Fonte:http://www.jb.com.br/eleicoes-2014/noticias/2014/08/05/campos-diz-que-fara-reforma-tributaria-sem-aumento-de-imposto/

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11.7.14

Em São Luís, Campos reafirma distância perante Sarney

candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, voltou a dizer nesta quinta-feira, 10, no Maranhão, que o grupo político do senador José Sarney (PMDB) será oposição num eventual governo seu e da candidata a vice-presidente Marina Silva. Campos disse ainda que seus dois principais adversários nas pesquisas, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB), pretendem manter esse grupo no governo. "Quem quiser prestar uma homenagem ao Sarney vota na Dilma, quem quiser continuar com Sarney no governo pode votar também do Aécio. Todo mundo sabe que esse PMDB está com o pé em duas canoas. A única canoa em que ele não bota o pé é a nossa porque a nossa canoa é da renovação política", disse a jornalistas em São Luís, ressaltando ser ele o primeiro candidato "em 50 anos" a se posicionar dessa forma no Brasil. Sobre o palanque duplo no Estado - os candidatos ao governo maranhense Flávio Dino (PCdoB) e Zé Luís Lago (PPL) -, Campos evitou se posicionar e não respondeu em quem votaria se fosse eleitor maranhense. O pessebista reforçou apenas que o Estado vive um ciclo de mudança, com a saída do grupo de poder de Sarney, e que por isso tem um valor simbólico para sua campanha e de Marina. "Estamos aqui em sinal de respeito à luta da oposição no Maranhão", disse explicando porque a campanha dos dois no Nordeste se iniciava ali. Depois de fazer o primeiro ato de campanha no domingo ao lado de Marina na comunidade do Sol Nascente, em Ceilândia, cidade-satélite de Brasília, Campos partiu para o Nordeste. Na quarta-feira iria para Fortaleza, mas desistiu após a derrota acachapante de 7 a 1 da seleção brasileira para a Alemanha na terça. Seguiu nesta quinta para o Maranhão e, na sexta-feira, 11, vai para o Rio Grande do Norte. Fonte:https://br.noticias.yahoo.com/s%C3%A3o-lu%C3%ADs-campos-reafirma-dist%C3%A2ncia-sarney-200700819.html

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