20.1.15

Ala do PSB articula reaproximação com governo Dilma, diz coluna

Uma ala do PSB aumentou a articulação para que o partido retome o relacionamento com o governo Dilma Rousseff, com o qual rompeu em 2013, para lançar a candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República. Segundo informações da coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, o grupo que pressiona pelo reatamento das relações é liderado pelo senador Fernando Bezerra Coelho (PE). Ele já discutiu o assunto com os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Jaques Wagner (Defesa) e deve ainda conversar com Ricardo Berzoini (Comunicações). Para os socialistas, a negociação deve levar a uma aproximação da sigla com o PT a “médio prazo”. “Essa não é a história do PSB. Nos últimos 15 anos, nossa postura foi de aproximação com o PT”, disse outro dirigente da legenda à coluna Painel. Como entraves, estão a seção pernambucana do partido, comandada pelo governador Paulo Câmara e pelo prefeito de Recife, Geraldo Julio. Ambos defendem que o PSB continuem independente. 

FONTE: http://www.bahianoticias.com.br/noticia/166068-ala-do-psb-articula-reaproximacao-com-governo-dilma-diz-coluna.html

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12.1.15

Novo governo Dilma é um grande equívoco, diz Marina Silva

São Paulo - Candidata derrotada à Presidência da República em 2014, a ex-ministra Marina Silva (PSB) interrompeu nesta quinta-feira, 8, suas férias para divulgar um texto com críticas às primeiras medidas do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT).

"Os indícios preocupantes que já anunciavam um segundo mandato da presidente Dilma ainda mais divorciado das necessidades reais do Brasil e do povo brasileiro, infelizmente, já estão se confirmando", escreveu a pessebista.

"O discurso de posse, a escolha de alguns ministros, as primeiras medidas tomadas ou anunciadas, tudo
transmite contradição, ausência de sentido e a noção de um grande equívoco", completou.Assim como o senador Aécio Neves, candidato derrotado do PSDB à Presidência, Marina tem usado as redes sociais como tribuna de oposição.A ex-ministra voltará à ativa no dia 15, quando participará de uma reunião de seu grupo político, a Rede Sustentabilidade, em Brasília.

"Marina não tem muita ansiedade em disputar espaço no cenário nacional, mas ela vai se posicionar", diz Bazileu Margarido, dirigente da Rede e um dos mais próximos interlocutores da ex-ministra, que disputou duas vezes o Palácio do Planalto - em 2010, pelo PV, e 2014, pelo PSB.

Para evitar a dispersão de sua base de eleitores, Marina pretende fazer uma caravana de viagens pelo Brasil a partir de abril. O objetivo será a formação de diretórios estaduais da Rede. O grupo está na fase final de coleta de assinaturas e espera estar regularizado enquanto partido em abril. Na carta divulgada hoje, Marina também criticou o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante e o ex-presidente Lula. "Se o ministro Mercadante diz que o candidato em 2018 é o Lula, então está pronto o roteiro, cada um tem sua fala, é só decorar e repeti-la mesmo quando desvinculada de qualquer nexo com a realidade".


FONTE: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/novo-governo-dilma-e-um-grande-equivoco-diz-marina-silva

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28.11.14

PSB anuncia independência e proíbe filiados de ocupar cargos no governo Dilma 66

Sem a presença de Marina Silva, terceira colocada na disputa presidencial, a Executiva Nacional do PSB se reuniu nesta quinta-feira (27) em Brasília e anunciou que filiados do partido estão proibidos de participar do governo da presidente Dilma Rousseff (PT). "Ninguém ocupará cargo no governo em nome do PSB. Nem nesse governo que se encerra e nem no próximo", disse o presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira. O partido decidiu que se manterá independente (e não na oposição) em relação ao governo petista.

A reunião da Executiva durou quatro horas e meia e contou com a presença de atuais governadores como o do Espírito Santo, Renato o Casagrande, e de governadores eleitos como Rodrigo Rollemberg, do Distrito Federal, e Paulo Câmara, de Pernambuco. A justificativa dada pelo comando do PSB para a ausência de Marina à reunião é que a ex-senadora não pertence à Executiva Nacional do partido.
Siqueira evitou falar em penalidades para possíveis filiados do PSB que integrem o governo federal, mas disse que os casos serão analisados pela executiva do partido. Mais cedo, o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (PSB-RS), foi mais enfático. "Se quiser ir para o governo, pede para sair do PSB e fica bem mais fácil", afirmou Albuquerque.

A proibição de membros do PSB de integrarem o governo petista atinge alas do partido mais próximas ao PT. O PSB foi aliado do PT e ocupou ministérios desde o governo Lula até outubro de 2013, quando o então ministro da Integração Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) deixou o governo. Naquele mês, o partido começava a preparar a candidatura do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos à Presidência. O próprio Campos foi ministro da Ciência e Tecnologia de Lula.
O presidente Carlos Siqueira explicou que a proibição de membros do partido de integrarem o governo do PT está restrita ao âmbito federal. Ele disse que integrantes do PSB estão autorizados a assumirem cargos em governos do PT nos Estados da mesma forma que petistas poderão integrar os governos do PSB. Em pelo menos quatro Estados (Acre, Amapá, Paraíba e Bahia) o PSB apoiou a candidatura de Dilma  no segundo turno.

Partido "rachado"

Com a morte de Campos e a candidatura de Marina Silva (PSB), o partido 'rachou'. O então presidente da sigla, Roberto Amaral, chegou a declarar apoio à candidatura de Dilma no segundo turno, enquanto a Executiva do partido declarou apoio a Aécio Neves (PSDB).

Siqueira disse a independência do partido não pode ser confundida com oposição. "Nossa posição consiste em examinar a conduta do governo, as propostas do governo, as mais estratégicas, e se definir sobre elas de forma contrária, ou a favor. Não tem necessidade de ser obrigatoriamente contra, ou obrigatoriamente a favor", disse Siqueira.

O presidente do partido disse ainda que a direção do PSB vai orientar a sua bancada no Congresso em temas considerados 'estratégicos' pela cúpula da legenda. "Para algumas questões estratégicas, o partido vai orientar a bancada. Não é centralismo. É uma posição partidária. No caso da CPI da Petrobras no Senado, já fizemos isso. Alguns parlamentares não quiseram assinar a criação (da CPI), mas fizeram", disse Siqueira.

FONTE:  http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2014/11/27/psb-proibe-filiados-de-ocupar-cargos-no-governo-de-dilma.htm

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