PSB se movimenta visando eleições de 2016
O PSB já começou a se movimentar visando as eleições municipais de 2016. O partido quer manter e ampliar a administração das capitais em relação ao último pleito – o PSB foi a legenda que mais elegeu prefeitos de capitais em 2012 -, além de aumentar sua esfera de influência em cidades com mais de 200 mil habitantes.
"Recife é uma das capitais que a gente tem governado com o PSB, assim como Belo Horizonte e Cuiabá. São Prefeituras que já governamos e temos como prioridade", disse o prefeito do Recife e secretário-geral do PSB, Geraldo Julio. A expectativa é que a sigla lance candidatos próprios a prefeitos em pelo menos dez capitais, entre elas São e Rio de Janeiro.
Em São Paulo, a ex-ministra da Cultura Marta Suplicy desfiliou-se do PT e ingressou nas fileiras socialistas para concorrer à prefeitura da capital paulista. No Rio de Janeiro, o partido trabalha o nome do ex-jogador e deputado federal Romário para comandar a capital fluminense.
Apesar de todos os indicativos, Geraldo Julio usou de cautela para tratar da disputa municipal em São Paulo e Rio de Janeiro. "É muito cedo para ter candidatura definida. Estamos em 2015 e a eleição é no próximo ano", observou.
FONTE:
http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/174219/PSB-se-movimenta-visando-elei%C3%A7%C3%B5es-de-2016.htmMarcadores: 2016, eleições, Marta Suplicy, PSB
Júlio Delgado diz que Marta Suplicy não poderá levar 'quem ela quiser' para o PSB
O
deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG) avalia que a ida da senadora
Marta Suplicy (PT-SP) para a legenda pode ser bem aceita pela maioria
dos pessebistas, mas que há preocupação, especialmente entre os
deputados, sobre quem Marta pode trazer consigo ao migrar de agremiação.
"Ela vir é uma coisa, mas dão dá para ela trazer quem ela quiser. Eu
teria muita dificuldade de conviver com alguém como o Vaccarezza, por
exemplo", disse.
Assim como Marta, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) vem
dando sinalizações de que quer deixar a legenda. A aliados, ele tem
reclamado de falta de espaço no PT e tem dito que a presidente Dilma
Rousseff deixou de lado lideranças históricas do partido.
Segundo Delgado, na reunião de lideranças do PSB realizada nesta
quinta-feira, 5, em que o presidente paulista da legenda Márcio França
comunicou que a vinda de Marta está 99% certa, não houve tempo pra
debater a questão, nem se falou em quais nomes Marta poderia levar
consigo. Mas ele conta ter ouvido relatos preocupados nas últimas
semanas. "A gente ouve alguns nomes aqui e ali, como o de Vaccarezza, e
isso gera preocupações em tempos de Lava Jato", disse Delgado.
Vaccarezza teve seu nome citado nas investigações da Polícia
Federal em contato telefônico com a mulher do executivo José Aldemário
Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, da construtora OAS. O executivo é réu da
Lava Jato e está preso desde novembro. Em sua delação premiada, o
ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou que
o ex-deputado teria recebido propina de R$ 400 mil por um contrato de
importação de asfalto da estatal com a empresa Sargent Marine.
Integrantes do PSB ouvidos pela reportagem relataram que a ida
de Marta para disputar as eleições municipais da capital paulista em
2016, apesar de não ser aprovada com unanimidade pelo partido, deve ser
facilmente aceita. Nos bastidores, deram sinais de resistência à
filiação o prefeito de Campinas, Jonas Donizete, e a deputada Luiza
Erundina, que não devem, contudo, barrar a chegada da petista à legenda.
Marcadores: Júlio Delgado, Marta Suplicy, PSB-SP
PSB já conta com Marta Suplicy para disputa de 2016
Em reunião realizada nessa quinta-feira, 5, em Brasília, líderes do PSB paulista informaram à cúpula nacional do partido que a senadora Marta Suplicy (PT-SP) fechou acordo para concorrer à Prefeitura de São Paulo pela legenda no ano que vem. Segundo os dirigentes regionais da legenda, Marta vai anunciar sua desfiliação do PT em abril e se juntar ao PSB no mês seguinte.
De acordo com fontes que participaram da reunião, Marta não fez exigências e prometeu levar consigo outros quadros petistas descontentes com o partido. Antes de fechar o acordo, a senadora foi avisada de que pode ser a candidata à Prefeitura de São Paulo em 2016, mas, em caso de derrota, não há garantias de que terá espaço para concorrer ao governo do Estado dois anos depois, em 2018. O PSB pretende ter candidato próprio nas duas eleições.
A negociação contou com o aval do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que, conforme um participante da reunião, "se mostrou muito satisfeito por ter a senadora Marta do nosso lado". O PSB não confirma oficialmente o reforço. "Existe a negociação, Marta seria muito bem-vinda mas o PSB tem outros nomes para a prefeitura como o vice-governador, Márcio França, e o próprio Paulo Skaf (PMDB) que já disputou a prefeitura pelo PSB", diz o prefeito de Campinas, Jonas Donizete (PSB).
Desaforo
Já no PT a informação de que Marta bateu o martelo para deixar o partido circula pelo menos desde a semana passada. A senadora, no entanto, se recusa a conversar com a direção petista. Nas últimas semanas o presidente estadual do PT de São Paulo, Emídio Souza, escalado para negociar com Marta, telefonou para a senadora e ouviu um desaforo. O deputado estadual José Américo (PT-SP) também tentou falar com Marta mas não obteve sucesso. Desde o início de janeiro o PT tenta marcar uma conversa com a ex-prefeita de São Paulo, mas ela nem responde ao convite.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a acenar com a possibilidade de garantir a Marta a vaga na disputa pelo governo de São Paulo, em 2018, para mantê-la no PT, mas ela não respondeu aos acenos.
A senadora foi procurada ontem, por meio de sua assessoria, para comentar o informe dado à cúpula do PSB, mas não respondeu até a conclusão desta edição.
Campanha
Enquanto não formaliza a saída do PT, Marta começa a dar os primeiros passos rumo à disputa pela prefeitura no ano que vem. De acordo com pessoas próximas, Marta montou um comitê político em um imóvel alugado no bairro do Pacaembu e delegou a seu marido, Marcio Toledo, poderes para negociar apoios.
Hoje a senadora vai participar de um evento em homenagem ao Dia Mundial da Mulher (que é comemorado no domingo) na seda da Associação Beneficente Irmã Idelfranca, no Jardim Helena, na zona leste de São Paulo.
As conversas sobre a saída de Marta do PT começaram depois de uma entrevista ao Estado na qual a senadora fez fortes críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff. Sem espaço no partido e desgastada com a presidente, Marta afirmou que "ou o PT muda, ou acaba".
Marcadores: Marta Suplicy, Prefeitura de São Paulo, PSB
Marta Suplicy negocia migração para o PSB, diz jornal
De
acordo com informações do jornal
Valor Econômico, a senadora Marta Suplicy (
PT-SP) estaria negociando migrar para o PSB, partido do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que faleceu em agosto passado em um
acidente de avião em plena campanha presidencial.
Se o acordo for fechado, a perspectiva é que a (ainda) petista seja a candidata do partido para as eleições da prefeitura de
São Paulo no próximo ano. Márcio França, vice de Geraldo Alckmin no governo do estado e secretário de finanças nacional do PSB, estaria encabeçando as negociações, segundo informações da publicação.
Desde que deixou o comando do Ministério da Cultura,
Marta Suplicy tem (aparentemente) feito questão de alfinetar a presidente Dilma Rousseff e o partido que ajudou a criar e conduzir ao poder.
Quando pediu demissão da equipe ministerial, a senadora afirmou que a presidente deveria escolher uma equipe econômica capaz de resgatar a credibilidade do governo.
Ela também não escondeu seu descontentamento com a nomeação de Juca Ferreira para sucedê-la na Cultura e chegou a enviar documentos à Controladoria-Geral da União (CGU) que denunciariam supostas irregularidades da gestão do petista na pasta entre 2008 e 2010.
As alfinetadas não pararam por aí. Em janeiro, ela criticou a tudo e a todos em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo e afirmou que "ou o PT muda, ou acaba".
Dias depois, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, a ex-ministra da Cultura afirmou que se o governo tivesse adotado uma política de transparência na condução da área econômica, o país não estaria vivendo "esta situação de descalabro" que faz a "vaca engasgar de tanto tossir" - em uma clara referência ao jargão de Dilma durante a campanha eleitoral de que não mexeria nos direitos trabalhistas "nem que a vaca tussa".
O incômodo de Marta com o atual governo pode estar relacionado às mudanças que ocorreram na sigla nos últimos 12 anos - entre elas, a nova reconfiguração da estrutura interna de poder que limitou o protagonismo político da senadora. Veja os
motivos para o descontentamento da senadora com o PT.
Marcadores: Marta Suplicy, Partidos políticos, Política no Brasil, Políticos, PSB, PT