23.7.15

Datena confirma que foi sondado para se filiar ao PSB

O jornalista José Luiz Datena mescla frases como "eleição armadilha é para idiotas" e "sou um cara movido a desafios" para negar e ao mesmo tempo se posicionar como um possível candidato à prefeitura de São Paulo em 2016.
O apresentador do programa Brasil Urgente, da Rede Bandeirantes, confirma que foi sondado formalmente pelo PSB e que já conversou com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) sobre o assunto. Mas, como fazem quase todos os políticos a um ano e três meses da eleição, nega uma eventual candidatura. E ressalva: "o perigo é deixar a vaidade se afastar da realidade".
Datena confirma que teve uma conversa "muito boa" com o vice-governador Márcio França, presidente estadual do PSB, quando recebeu um convite formal para se filiar ao partido. Uma nova reunião entre o jornalista e o vice-governador está marcada para a semana que vem.
Um dirigente do PSB, entretanto, afirma que na verdade foram dois encontros. Datena teria afirmado que considera o PSB um partido importante, que não carrega máculas como os partidos grandes, e que poderia acolher bem a ideia de construírem juntos uma proposta para São Paulo. Do lado do PSB, dirigentes teriam ficado bem impressionados com a articulação e preparo do jornalista.
O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse que o contato com Datena é preliminar e não prejudica as tratativas com a senadora Marta Suplicy (sem partido) que, adiou por duas vezes sua filiação ao partido e admitiu conversas com o PMDB. "O Datena pode até se filiar (ao PSB), mas não pra tirar a candidatura dela (Marta) não", disse. "Sei dessa conversa e não tem problema nenhum no Datena vir para o partido, mas há uma negociação em curso com a Marta que não foi concluída", prosseguiu o dirigente.
Marta está em viagem de férias e ficou de dar uma resposta mais clara ao PSB quando retornar, na semana que vem. Segundo a direção nacional do PSB, a princípio, a filiação de Marta segue prevista para 15 de agosto.
Questionado se o convite feito pelo PSB era um recado à senadora Marta Suplicy (sem partido), Datena diz apenas que "as pessoas não precisam temer antes do tempo".
Outros
O apresentador disse ainda que foi "sondado por outros políticos", sem dar nomes. "Esses caras ainda vão ter que se coçar muito", disse, referindo-se a um possível convencimento. "Quero que me convençam que sou necessário e importante. Até agora não fui convencido."
Sobre a conversa que teve com Alckmin, Datena relata que o governador falou sobre as agruras de um candidato e não fez qualquer convite. "Foi no Palácio dos Bandeirantes, logo após a morte de Thomaz (filho do governador, morto em um acidente de helicóptero em 1º de abril). Conversamos por umas duas horas no Palácio (dos Bandeirantes) sobre o que tinha acontecido e uns dez minutos sobre a vida política. Ele me disse 'se você entrar num negócio desse não tem nada a ganhar, só a perder", disse.
Datena nega intenção de se candidatar, mas seu discurso indica o contrário. "Nunca tive pretensão política mas como cidadão estou convencido que já chega. As opções (de candidatos) estão cada vez mais escassas", disse. "Se eu me candidatar não vou depender de marqueteiro político. Não vou permitir que me digam o que fazer. Não tenho experiência administrativa, mal sei administrar a minha casa, mas é necessário saber delegar", completa.
O jornalista também já ensaia ataque ao prefeito Fernando Haddad (PT), com quem concorreria caso se decidisse pela candidatura. "Não sou mole como o Haddad, que diz que é amigo do Lula mas que tem falado pouco com ele. Eu também sou amigo do Lula e falo pouco com ele, mas não esqueço a gratidão que tenho por ele", disse o apresentador, lembrando que, quando foi submetido a uma delicada operação no pâncreas, a primeira ligação que recebeu foi do então presidente da República.
Apesar de afirmar que "jamais ficaria contra o Lula", Datena não poupa o ex-presidente. "Fiquei triste quando Lula apertou a mão do (deputado federal do PP, Paulo) Maluf para eleger o Haddad", disse, descartando uma eventual filiação ao PP.
O vice governador e presidente estadual do PSB, Márcio França, não foi localizado pela reportagem para falar sobre o convite feito a Datena para ele se filiar ao seu partido.

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6.3.15

PSB já conta com Marta Suplicy para disputa de 2016

Em reunião realizada nessa quinta-feira, 5, em Brasília, líderes do PSB paulista informaram à cúpula nacional do partido que a senadora Marta Suplicy (PT-SP) fechou acordo para concorrer à Prefeitura de São Paulo pela legenda no ano que vem. Segundo os dirigentes regionais da legenda, Marta vai anunciar sua desfiliação do PT em abril e se juntar ao PSB no mês seguinte.

De acordo com fontes que participaram da reunião, Marta não fez exigências e prometeu levar consigo outros quadros petistas descontentes com o partido. Antes de fechar o acordo, a senadora foi avisada de que pode ser a candidata à Prefeitura de São Paulo em 2016, mas, em caso de derrota, não há garantias de que terá espaço para concorrer ao governo do Estado dois anos depois, em 2018. O PSB pretende ter candidato próprio nas duas eleições.

A negociação contou com o aval do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que, conforme um participante da reunião, "se mostrou muito satisfeito por ter a senadora Marta do nosso lado". O PSB não confirma oficialmente o reforço. "Existe a negociação, Marta seria muito bem-vinda mas o PSB tem outros nomes para a prefeitura como o vice-governador, Márcio França, e o próprio Paulo Skaf (PMDB) que já disputou a prefeitura pelo PSB", diz o prefeito de Campinas, Jonas Donizete (PSB).

Desaforo

Já no PT a informação de que Marta bateu o martelo para deixar o partido circula pelo menos desde a semana passada. A senadora, no entanto, se recusa a conversar com a direção petista. Nas últimas semanas o presidente estadual do PT de São Paulo, Emídio Souza, escalado para negociar com Marta, telefonou para a senadora e ouviu um desaforo. O deputado estadual José Américo (PT-SP) também tentou falar com Marta mas não obteve sucesso. Desde o início de janeiro o PT tenta marcar uma conversa com a ex-prefeita de São Paulo, mas ela nem responde ao convite.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a acenar com a possibilidade de garantir a Marta a vaga na disputa pelo governo de São Paulo, em 2018, para mantê-la no PT, mas ela não respondeu aos acenos.

A senadora foi procurada ontem, por meio de sua assessoria, para comentar o informe dado à cúpula do PSB, mas não respondeu até a conclusão desta edição.

Campanha

Enquanto não formaliza a saída do PT, Marta começa a dar os primeiros passos rumo à disputa pela prefeitura no ano que vem. De acordo com pessoas próximas, Marta montou um comitê político em um imóvel alugado no bairro do Pacaembu e delegou a seu marido, Marcio Toledo, poderes para negociar apoios.

Hoje a senadora vai participar de um evento em homenagem ao Dia Mundial da Mulher (que é comemorado no domingo) na seda da Associação Beneficente Irmã Idelfranca, no Jardim Helena, na zona leste de São Paulo.

As conversas sobre a saída de Marta do PT começaram depois de uma entrevista ao Estado na qual a senadora fez fortes críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff. Sem espaço no partido e desgastada com a presidente, Marta afirmou que "ou o PT muda, ou acaba".

FONTE: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2015/03/06/interna_politica,624663/psb-ja-conta-com-marta-suplicy-para-disputa-de-2016.shtml

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