6.2.15

Renan articula chapa para Mesa do Senado sem PSDB e PSB

Após ser confrontado nas eleições para a presidência do Senado, o grupo de Renan Calheiros (PMDB-AL) articulou uma chapa para os demais cargos da Mesa sem respeitar a regra da proporcionalidade que costuma ser seguida. Com isso, PSDB e PSB, os dois principais partidos que articularam a candidatura de Luiz Henrique (PMDB-SC), devem ficar sem cargos na nova composição.
Por tradição, os partidos com as maiores bancadas têm direito a indicar nomes para os postos da Mesa. Mas desde segunda-feira, dia 2, Renan vinha avisando que, como esses partidos não haviam respeitado a indicação oficial do PMDB para o cargo de presidente, essa movimentação havia aberto o precedente para que isso acontecesse com os demais cargos.
O PSDB, que é o terceiro partido em número de senadores, teria direito a indicar um nome para primeira-secretaria, que agora pode ficar com o senador Vicentinho (PR-TO). O PSB que estava contando ficar com a terceira ou a quarta secretaria, também não deve ser contemplado. Pelo novo acordo, a segunda-secretaria pode ficar com o senador do PP, Gladson Cameli (AC); a terceira, com Zezé Perrela (MG), do PDT; e a quarta com a petista Angela Portela (RR).
O PT, que apoiou Renan e também participou do novo acordo, vai indicar ainda Jorge Viana para a primeira vice-presidência da Casa. A segunda vice caberá a Romero Jucá, do PMDB. Os demais partidos podem apresentar candidatos para as vagas, mas dificilmente conseguirão maioria em plenário. A votação ainda não começou, porque os senadores discutem questões de ordem.

FONTE: http://www.opovo.com.br/app/politica/ae/2015/02/04/noticiaspoliticaae,3388131/renan-articula-chapa-para-mesa-do-senado-sem-psdb-e-psb.shtml

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2.2.15

PSB libera Romário para votar em Renan, mas o senador do Rio volta atrás; Renan e Eduardo Cunha são eleitos

Neste domingo, dia 1º de fevereiro, a Câmara e o Senado Federal escolheram seus presidentes para o próximo biênio. Na Câmara, Eduardo Cunha foi eleito presidente, derrotando Arlindo Chinaglia, do PT, Júlio Delgado, do PSB, e Chico Alencar, do PSOL.

No Senado, Renan Calheiros, do PMDB, derrotou Luiz Henrique, do mesmo partido.

No sábado, o senador Romário, do PSB-RJ, havia sido liberado pelo partido para votar em Renan, pois nas palavras dele, teria um acordo verbal com Eduardo Paes e Luiz Fernando Pezão, respectivamente, o prefeito e o governador do Rio de Janeiro. O partido havia fechado apoio a Luiz Henrique.

Apesar de liberado pelo partido, Romário voltou atrás, e declarou, já no domingo, que votaria em Luiz Henrique.

FONTES: https://www.facebook.com/romariodesouzafaria/photos/a.539401276154848.1073741829.111949165566730/769627126465594/?type=1&theater

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29.1.15

PSB avalia apoio a candidato do PMDB à presidência do Senado

O PSB recuou da ideia de lançar candidato próprio à presidência do Senado, mas vai apresentar condições para apoiar o nome de Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) na disputa. Entre os pontos considerados fundamentais pela sigla está o compromisso com a reforma política, com a reformulação do pacto federativo e com a democratização do Senado.
"Se houver compromisso do senador Luiz Henrique com essa pauta do PSB, nós daremos apoio. Se não houver compromisso, nós lançaremos a nossa candidatura", disse a líder da sigla na Casa, Lídice da Mata (BA). A candidatura de Luiz Henrique, apresentada nessa terça, 27, é uma dissidência dentro do PMDB, que já era representado na disputa pelo senador, e atual presidente da Casa, Renan Calheiros (AL). Luiz Henrique conta com apoio de legendas da oposição, de uma ala independente do PMDB e também, de forma velada, de parte da base aliada do governo.
Os seis senadores que formarão a bancada do PSB na próxima legislatura participaram da reunião e devem se encontrar com Luiz Henrique nesta quarta-feira, 28, para apresentar a pauta de reivindicações. Quando se lançou candidato nesta terça, o senador catarinense já havia elencado como prioridade a reforma política e mudanças no pacto federativo, que, em linhas gerais, define as obrigações da União, Estados e municípios.
Segundo Lídice, o objetivo do PSB ao cogitar lançar o nome do senador Antonio Carlos Valadares (SE) era "quebrar a inércia" do processo de eleição no Senado e fazer com que os candidatos se apresentassem para a disputa. Faltando cinco dias para a eleição, o atual presidente do Senado, Renan Calheiros, sequer oficializou a sua candidatura à reeleição, o que está previsto para acontecer somente no sábado, após a reunião do PMDB.
Até então sem adversário declarado, Renan estava mantendo a estratégia de ficar longe dos holofotes para evitar desgastes. O receio era virar alvo de críticas por ter sido um dos 28 citados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa em sua delação premiada, na qual detalhou como funcionava o esquema de corrupção na estatal. A eleição para o Senado será neste domingo, 1º de fevereiro.

FONTE: http://www.folhavitoria.com.br/politica/noticia/2015/01/psb-avalia-apoio-a-candidato-do-pmdb-a-presidencia-do-senado.html

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26.1.15

PSB quer Valadares presidindo o Senado, ao invés de Renan Calheiros

O PSB decidiu lançar a candidatura do senador Antônio Carlos Valadares (SE) à presidência da Casa, caso o atual presidente, Renan Calheiros (PMDB-AL), dispute a reeleição.

A decisão ocorreu no final da tarde de sábado (24), tendo recebido o apoio do PDT, e de seu senador Cristóvam Buarque (PDT-DF). O acordo foi costurado pelo senador João Capiberibe (PSB-AP), que explicou a condição de lançar Valadares somente num enfrentamento com Renan. O atual presidente da casa ainda não se lançou oficialmente a candidatura, mas espera-se que isso ocorra. O senador do PSB explicou que o possível desdobramento da Operação Lava-Jato é uma das razões para tentar impedir a vitória do peemedebista.

- A disputa é apenas pela presidência do Senado, e não pelos outros cargos da Mesa Diretora, como se deu em anos anteriores. O nome de Valadares é para mudar a situação que está aí. Com o Renan, a gente não sabe o que vai ocorrer no futuro. Há uma incerteza se há envolvimento dele ou não nesse caso da Petrobras. Ninguém sabe - disse Capiberibe. - Mas se o candidato do PMDB for outro, o Luiz Henrique (SC), Ricardo Ferraço (ES) ou Eunício Oliveira (CE), não apresentaremos outro nome.

O site Brasil247, que defende o PT, tratou o caso como uma manobra "de oposição", minimizando as questões éticas em torno da possibilidade de Renan ser novamente o presidente da casa.


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