PSB libera Romário para votar em Renan, mas o senador do Rio volta atrás; Renan e Eduardo Cunha são eleitos
Neste domingo, dia 1º de fevereiro, a Câmara e o Senado Federal escolheram seus presidentes para o próximo biênio. Na Câmara, Eduardo Cunha foi eleito presidente, derrotando Arlindo Chinaglia, do PT, Júlio Delgado, do PSB, e Chico Alencar, do PSOL.
No Senado, Renan Calheiros, do PMDB, derrotou Luiz Henrique, do mesmo partido.
No sábado, o senador Romário, do PSB-RJ, havia sido liberado pelo partido para votar em Renan, pois nas palavras dele, teria um acordo verbal com Eduardo Paes e Luiz Fernando Pezão, respectivamente, o prefeito e o governador do Rio de Janeiro. O partido havia fechado apoio a Luiz Henrique.
Apesar de liberado pelo partido, Romário voltou atrás, e declarou, já no domingo, que votaria em Luiz Henrique.
FONTES:
https://www.facebook.com/romariodesouzafaria/photos/a.539401276154848.1073741829.111949165566730/769627126465594/?type=1&theaterMarcadores: Arlindo Chinaglia, Câmara Federal, Chico Alencar, Eduardo Cunha, Eduardo Paes, Júlio Delgado, Luiz Fernando Pezão, Luiz Henrique, Romário, Senado
Chinaglia tenta aproximação com PSB; Cunha reitera agenda conservadora
Se por um lado a polarização na disputa para a presidência da Câmara
dos Deputados ganhou ares de campanha política nos últimos dias, por
outro tornou mais claras as propostas a serem defendidas pelos
principais candidatos a partir dos compromissos assumidos. O líder do
PMDB, Eduardo Cunha (RJ), já definiu os temas com os quais pretende
retribuir o apoio que recebeu quinta-feira (15) das bancadas evangélica e
ruralista. O vice-presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), por
sua vez, tem visitado os estados nos quais pode costurar apoios e
angariar votos de integrantes do PSB no caso de um segundo turno. O
candidato dos socialistas, Júlio Delgado (MG), figura em terceiro lugar
nas intenções de votos.
Sendo assim, com o apoio formalizado pelas duas bancadas, Eduardo
Cunha comprometeu-se a trabalhar por articulações contra a aprovação de
projetos relacionados à liberação do aborto no país e à criminalização
da homofobia, bem como a aprovação dos estatutos do nascituro e da
família – contanto que garanta a constituição de família como a que é
formada por casais heterossexuais.
No caso do projeto que criminaliza a homofobia, a briga promete ser
grande se o peemedebista sair vencedor. Isso porque a matéria que
tramitou no Congresso sobre o tema seguiu na última semana para
arquivamento, ao passo que movimentos sociais articulam o encaminhamento
de nova proposta a partir de fevereiro.
Da mesma forma, também é dado como certo que entre os compromissos
assumidos por Cunha, num atendimento especial da bancada ruralista, está
a reapresentação do projeto que transfere para o Congresso o poder de
decidir sobre a demarcação das terras indígenas.
Hoje, essa prerrogativa é da União, por meio da Fundação Nacional do
Índio (Funai). Nas últimas semanas de dezembro, várias entidades dos
movimentos sociais protestaram contra a votação da matéria que
consideram um retrocesso. O texto terminou sendo arquivado na Câmara.
Agora, caso ganhe a eleição, deputado promete trabalhar para sua
reapresentação e inclusão na pauta de prioridades entre as tramitações
da Casa.
‘Mais afinidade’
Evangélico da Igreja Sara Nossa Terra, Eduardo Cunha disse considerar
natural o apoio dos evangélicos e enfatizou que o que prometeu fazer
não é diferente da plataforma que tem defendido como deputado nos
últimos quatro anos. "A bancada evangélica, naturalmente, tem muito mais
afinidade comigo pelo fato de eu fazer parte dela, de eu defender a
vida e a família e ser contra o aborto. Defesa da vida e da família tem
sido minha posição desde sempre, não estou fugindo dela”, disse.
Já o apoio da bancada ruralista é considerado uma vitória do líder
peemedebista à Frente Parlamentar da Agropecuária nos últimos meses.
Durante nota divulgada nesta sexta-feira (16) e encaminhada para todos
os deputados que a integram, os ruralistas deixaram claro que estão
confiantes de que, “eleito, Eduardo Cunha reconhecerá o nosso peso e
abraçará as nossas causas”. “Por isso mesmo é que estamos recomendando
votar nele”, destaca o texto.
Enquanto isso, Arlindo Chinaglia tem se dedicado a estreitar os laços
entre petistas e socialistas. A última viagem do atual vice-presidente
da Câmara foi a Recife, terra do ex-governador e candidato à Presidência
Eduardo Campos, do PSB, que promete apoiar em peso o candidato da
legenda, Júlio Delgado. O petista conversou com os parlamentares
pernambucanos e chegou a se reunir com o governador Paulo Câmara, que
era um importante braço direito de Campos.
O candidato afirmou que fez um acordo com Delgado para ter o apoio
dele e dos partidos que o apoiam na sucessão, caso haja um segundo
turno, mas essa possibilidade não chegou a ser confirmada por Delgado.
Mesmo assim, alguns deputados do PSB dão como certa tal orientação – que
já teria sido recebida para que, num segundo turno, possam, sim, votar
no candidato petista.
Pauta nacional
“A eleição à presidência da Câmara é vista de um modo diferente e
sabemos que, para a bancada do PSB, é muito mais fácil conviver e
dialogar com Arlindo Chinaglia do que com Eduardo Cunha. É nisso que se
está apostando”, afirmou um parlamentar do partido socialista. Além do
PSB, declararam apoio ao nome de Júlio Delgado as legendas PPS, PSDB e
PV. “A Câmara dos Deputados precisa de uma pauta nacional”, defendeu
Chinaglia, dando a entender que esse será o tom da sua gestão, caso
ganhe a disputa.
Em meio às discussões e buscas por votos, o movimento no Congresso
começou a se intensificar com a chegada a Brasília dos novos
parlamentares. São os deputados que começam a trazer suas mudanças para
se acomodarem ou os que ainda estão conversando com a mesa diretora
sobre questões relacionadas aos apartamentos funcionais onde ficarão
instalados. A maior parte destes foram eleitos em outubro do ano passado
pela primeira vez.
Por conta disso, a Casa preparou uma estrutura especial, formada por
guichês de atendimento, com especial atenção para os novatos. Nestes
lugares estão sendo dadas instruções sobre o funcionamento do Congresso e
apresentados os espaços para ambientação.
Renovação significativa
Dos 513 deputados que vão atuar nos próximos quatro anos na Câmara,
198 têm sua primeira legislatura. A eles, somam-se outros 25 que não
participaram da legislatura anterior, mas já tiveram mandato em algum
momento e retornam ao Congresso, em um total de 4,3% de renovação para a
55ª legislatura, de 2015 a 2018.
A previsão da Diretoria-Geral da Câmara é que a posse receba pouco
mais de 2,5 mil pessoas, entre autoridades e convidados dos próprios
deputados, que poderão acompanhar a cerimônia em telões espalhados por
diversos pontos da Casa, como o auditório Nereu Ramos e os plenários das
comissões. A solenidade será realizada no dia 1º de fevereiro – um
domingo – às 18h.
FONTE:
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2015/01/aumenta-polarizacao-pela-presidencia-da-camara-e-deputados-articulam-novos-apoios-8304.htmlMarcadores: Arlindo Chinaglia, Eduardo Cunha, Júlio Delgado, PSB