Renan articula chapa para Mesa do Senado sem PSDB e PSB
Após ser confrontado nas eleições para a presidência do Senado, o grupo de Renan Calheiros (PMDB-AL) articulou uma chapa para os demais cargos da Mesa sem respeitar a regra da proporcionalidade que costuma ser seguida. Com isso, PSDB e PSB, os dois principais partidos que articularam a candidatura de Luiz Henrique (PMDB-SC), devem ficar sem cargos na nova composição.
Por tradição, os partidos com as maiores bancadas têm direito a indicar nomes para os postos da Mesa. Mas desde segunda-feira, dia 2, Renan vinha avisando que, como esses partidos não haviam respeitado a indicação oficial do PMDB para o cargo de presidente, essa movimentação havia aberto o precedente para que isso acontecesse com os demais cargos.
O PSDB, que é o terceiro partido em número de senadores, teria direito a indicar um nome para primeira-secretaria, que agora pode ficar com o senador Vicentinho (PR-TO). O PSB que estava contando ficar com a terceira ou a quarta secretaria, também não deve ser contemplado. Pelo novo acordo, a segunda-secretaria pode ficar com o senador do PP, Gladson Cameli (AC); a terceira, com Zezé Perrela (MG), do PDT; e a quarta com a petista Angela Portela (RR).
O PT, que apoiou Renan e também participou do novo acordo, vai indicar ainda Jorge Viana para a primeira vice-presidência da Casa. A segunda vice caberá a Romero Jucá, do PMDB. Os demais partidos podem apresentar candidatos para as vagas, mas dificilmente conseguirão maioria em plenário. A votação ainda não começou, porque os senadores discutem questões de ordem.
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PSB avalia apoio a candidato do PMDB à presidência do Senado
O PSB recuou da ideia de lançar candidato próprio à presidência do Senado, mas vai apresentar condições para apoiar o nome de Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) na disputa. Entre os pontos considerados fundamentais pela sigla está o compromisso com a reforma política, com a reformulação do pacto federativo e com a democratização do Senado.
"Se houver compromisso do senador Luiz Henrique com essa pauta do PSB, nós daremos apoio. Se não houver compromisso, nós lançaremos a nossa candidatura", disse a líder da sigla na Casa, Lídice da Mata (BA). A candidatura de Luiz Henrique, apresentada nessa terça, 27, é uma dissidência dentro do PMDB, que já era representado na disputa pelo senador, e atual presidente da Casa, Renan Calheiros (AL). Luiz Henrique conta com apoio de legendas da oposição, de uma ala independente do PMDB e também, de forma velada, de parte da base aliada do governo.
Os seis senadores que formarão a bancada do PSB na próxima legislatura participaram da reunião e devem se encontrar com Luiz Henrique nesta quarta-feira, 28, para apresentar a pauta de reivindicações. Quando se lançou candidato nesta terça, o senador catarinense já havia elencado como prioridade a reforma política e mudanças no pacto federativo, que, em linhas gerais, define as obrigações da União, Estados e municípios.
Segundo Lídice, o objetivo do PSB ao cogitar lançar o nome do senador Antonio Carlos Valadares (SE) era "quebrar a inércia" do processo de eleição no Senado e fazer com que os candidatos se apresentassem para a disputa. Faltando cinco dias para a eleição, o atual presidente do Senado, Renan Calheiros, sequer oficializou a sua candidatura à reeleição, o que está previsto para acontecer somente no sábado, após a reunião do PMDB.
Até então sem adversário declarado, Renan estava mantendo a estratégia de ficar longe dos holofotes para evitar desgastes. O receio era virar alvo de críticas por ter sido um dos 28 citados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa em sua delação premiada, na qual detalhou como funcionava o esquema de corrupção na estatal. A eleição para o Senado será neste domingo, 1º de fevereiro.
FONTE: http://www.folhavitoria.com.br/politica/noticia/2015/01/psb-avalia-apoio-a-candidato-do-pmdb-a-presidencia-do-senado.htmlMarcadores: Antonio Carlos Valadares, Lídice da Mata, Luiz Henrique, Renan Calheiros, Senado