2.11.12

Crescimento e Independencia do PSB Parte II

Em 1990, com a volta de Miguel Arraes - eleito três vezes governador de Pernambuco e deputado federal mais votado do estado em 2002 - ajudou a ampliar a influência do PSB no Nordeste, mas não garantiu uma atuação nacional à legenda.


- Apesar de ter tido uma liderança histórica importante como Miguel Arraes, o PSB teve um papel secundário nacionalmente. O partido sempre foi fiel ao projeto do PT e sempre apoiou a candidatura de Lula, principalmente em 89 e 94. A partir de agora, quando começou a crescer, é que pensará na possibilidade de ter candidato próprio - afirma Ismael.

Em Recife, Geraldo Julio saiu candidato depois do rompimento da aliança do PSB com o PT naquela capital, por conta das divergências internas entre os petistas, que levaram a uma intervenção do diretório nacional da legenda na cidade. O PT concorreu com a candidatura própria de Humberto Costa.

Ontem, ao votar, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratou de minimizar o racha entre os dois partidos, afirmando que a crise não vai abalar a relação entre as legendas numa eventual candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

- O PSB continua sendo nosso aliado. Algumas pessoas tentaram transformar a divergência de Recife em nacional. Mas obviamente eu respeitarei se o PSB quiser ter candidatura própria porque foi assim que o PT se consolidou - disse Lula, já admitindo um caminho com o qual o PSB pode agora sonhar mais concretamente. .

Linha do tempo

1947: a Esquerda Democrática, fundada logo após o fim do Estado Novo por João Mangabeira, Rubem Braga, Joel Silveira, José Lins do Rego, Sergio Buarque de Hollanda e Antonio Candido, entre outros, transforma-se no Partido Socialista Brasileiro

1948: a partir daquele ano, o PSB começa a atuar na questão agrária, através das cooperativas agrícolas.Teve lideranças destacadas nos anos 60, como Francisco Julião e João Pedro Teixeira, que inspirou o filme "Cabra Marcado para morrer"
1953: o PSB apoiou Jânio Quadros para a prefeitura de São Paulo. A aliança duraria até 1960, quando a Convenção Nacional do partido rompeu com Jânio
1961: Após a renúncia de Jânio Quadros, em 1961, o PSB participou da campanha da legalidade contra a tentativa dos militares e setores conservadores de evitar a posse de João Goulart. João Mangabeira foi ministro de Minas e Energia e da Justiça no governo de Jango
1962 Miguel Arraes é eleito governador de Pernambuco, em frente apoiada pelo PSB, com as bandeiras do combate ao analfabetismo e reforma agrária

1965: Depois do golpe militar de 1964, o Ato Institucional nº2 extingue os partidos políticos. A maioria dos militantes do PSB foi para o MDB, sob a liderança de Aurélio Viana, mas outros entraram para a militância na Aliança Libertadora Nacional, como Altino Dantas.

1980: Com a abertura política, o PSB se dispersou. Alguns ficaram no PMDB, outros, como Jamil Haddad e Saturnino Braga foram para o PDT. Um terceiro grupo formado, entre outros, por Antonio Candido, Sérgio Buarque de Hollanda e Fúlvio Abramo ajudaram a fundar o PT
1985: o PSB é "refundado", com remanescentes da antiga Esquerda Democrática, como Joel Silveira, Rubem Braga, Jader de Carvalho e Evandro Lins e Silva, que concordaram em assinar o manifesto de reorganização. Entre os "refundadores" do partido, está também o estudante Cláudio Besserman Vianna, que se tornaria o humorista Bussunda
1989: O PSB apoia a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República, indicando José Paulo Bisol para vice
1992: Depois de atuar pelo impeachment de Collor, o PSB apoia o governo Itamar. Jamil Jamil Haddad assume o ministério da Saúde e Antônio Houaiss, o da Cultura
1994: o PSB apoia novamente à candidatura de Lula à Presidência, mas Fernando Henrique sai vencedor

1998: Pela terceira vez, o PSB apoia Lula na campanha presidencial

2002: O ex-governador do Rio Anthony Garotinho filia-se ao PSB e concorre à Presidência. No segundo turno, o PSB apoiou Lula
2006: O PSB apoia a candidatura de Lula à reeleição e elege três governadores: Eduardo Campos (PE), Wilma de Faria (reeleita pelo RN) e Cid Gomes ( CE )
2010: Ciro Gomes é lançado candidato a presidente pelo PSB, mas partido desiste de sua candidatura e apoia Dilma Rousseff
Fonte Agencia Globo: http://br.noticias.yahoo.com/crescimento-nas-capitais-abre-caminho-independ%C3%AAncia-psb-161812164.html

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26.6.11

Ciro Gomes articula PSB do Ceará para eleições de 2012

Os últimos confrontos ocorridos no PSB de Fortaleza fizeram o ex-deputado federal Ciro Gomes (PSB) passar o feriadão na Capital para articular as próximas eleições municipais no Ceará dentro da sigla. O clima é de racha no partido na Capital.

De um lado estão alguns integrantes da ala histórica da sigla, comandada pelo presidente municipal do PSB, Sérgio Novais, e do outro estão membros do partido que compõem a ala histórica, mas que estão aliados aos Ferreira Gomes.

Na última segunda-feira, em reunião do diretório do PSB de Fortaleza, a ata da reunião do dia 13 de abril que havia definido a deputada estadual Eliane Novais como pré-candidata da sigla à Prefeitura da Capital nas eleições de 2012 foi anulada.

Em resposta à anulação, a deputada reafirmou na sessão plenária da Assembleia Legislativa do dia seguinte sua pré-candidatura e disse que não aceitaria “boicote” ou “perseguição” contra seu nome.

O governador Cid Gomes (PSB) chegou a citar, em março, o nome do secretário das Cidades, Camilo Santana (PT), que é muito próximo do Palácio da Abolição, para a disputa municipal, enquanto Ciro lançou o presidente da Assembleia, deputado Roberto Cláudio (PT) ao páreo.

É esse cenário tenso de disputa interna por hegemonia envolvendo o grupo de Sérgio Novais e os Ferreira Gomes que Ciro terá de administrar para garantir o controle das eleições municipais de 2012 em Fortaleza. Os Ferreira Gomes já conquistaram a maioria dentro do diretório municipal da sigla.

PSD
Bastidores políticos chegaram a cogitar a possibilidade de Ciro Gomes ter vindo a Fortaleza para fazer articulações políticas para o novo partido cearense que já nasce alinhado ao Palácio da Abolição, o PSD.

No entanto, o secretário adjunto do gabinete do governador, Almircy Pinto, que será o futuro presidente da comissão provisória da sigla no Ceará, assegurou que o ex-deputado veio tratar apenas de assuntos de “dentro do PSB”.

De acordo com Almircy, é ele mesmo quem está tratando das articulações junto às lideranças que vão compor o partido no Estado. “Estamos fazendo algumas comissões provisórias e já estamos colhendo muitas assinaturas. No máximo em um mês estaremos com tudo resolvido”, destacou o secretário.

Fonte:http://www.opovo.com.br/app/opovo/politica/2011/06/25/noticiapoliticajornal,2260018/ciro-gomes-articula-psb-do-ceara-para-eleicoes-de-2012.shtm

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1.5.10

PSB é um satélite do PT

Com a decisão do PSB de detonar o projeto da candidatura do deputado federal Ciro Gomes, a eleição deverá ser plebiscitária. A candidatura da senadora Marina Silva ficou prejudicada. Marina pode não conseguir aliados para reforçar o PV e ficará sozinha na selva eleitoral. Se conquistar poucos votos, não influirá num eventual segundo turno. A eleição deste ano pode ser concluída no primeiro turno com a vitória de petista Dilma ou do tucano Serra.

A decisão do PSB de descartar Ciro Gomes não favoreceu Dilma porque uma parte dos socialistas pode bandear-se para Marina, outra para Dilma e os inconformados ameaçam cruzar os braços ou optar pelo imprevisível. Para o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia, “a decisão (do PSB) favorece à candidatura de José Serra”. Uma eleição de contraponto como quer o presidente Lula será conduzida na base de “nós ou eles”. Assim não tem sentido comparar hoje o passado governo do tucano Fernando Henrique com o do presente do Presidente Lula.

Hoje não é ontem. A tendência da população, principalmente dos jovens, é optar pelo futuro. Levará vantagem o candidato (a) que melhor acenar para o futuro, com ideias novas, programas definidos e propostas para modernizar o Brasil. Dilma ou Serra deverá empolgar o eleitorado nacional no decorrer da próxima campanha eleitoral. Quem melhor anunciar o peixe venderá o produto. Na eleição deste ano, os votos dos jovens podem ser decisivos.

Neutralidade

No PP, uma parcela dos líderes nacionais defende uma posição de neutralidade, a fim de facilitar a montagem de alianças regionais para eleger governadores e aumentar a bancada de deputados federais e a de deputados estaduais. O PP parece mais interessado na representação que possa conquistar no Congresso e nas Assembleias dos Estados.

Rebeliões

O governo já percebeu as rebeliões que nascem nos partidos aliados e reagiu. No começo desta semana começou a liberar recursos federais para bancar emendas de parlamentares aliados. Cada deputado de legenda da Base Aliada ao Governo espera receber, pelo menos, R$ 3 milhões em emendas parlamentares atrasadas que o Governo segurou.

Dura realidade

O cenário pré-eleitoral está na base de “salve-se quem puder”. No começo desta semana, o deputado Antônio Cruz (PP-MS) disse sem medo de errar: "Não morremos de amor por ninguém; vamos ver o que é melhor para o projeto do partido e isso vale nas parcerias estaduais e no acerto nacional". Em política não há almoço de graça. Podem crer.

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